Crescimento a todo o custo
Deu no Painel da Folha de S. Paulo desta sexta:
Enquanto o PMDB espera por seus cargos, pelo menos uma reforma de segundo escalão já começou: a do Meio Ambiente. Ela é fruto de conversa em que Lula foi taxativo com Marina Silva. O ministério e o Ibama, disse o presidente, não podem continuar a ser obstáculos ao PAC. A ministra cedeu e iniciou a faxina.
Uma das substituições ilustrativas da nova orientação da pasta é a do secretário de Desenvolvimento Sustentável, Gilney Viana. Marina já o avisou de que precisará do posto. Para o lugar de Viana deverá ser escalado o engenheiro agrônomo Egon Krakhecke, que foi secretário de Meio Ambiente de Zeca do PT no governo de Mato Grosso do Sul.
Viana é um profissional sério e, por isso, foi alvo de pressão no primeiro mandato. Sem entrar no mérito do substituto em questão, que bateu de frente com o ex-governador Zeca do PT para defender o Pantanal, parece que Lula está querendo exportar a política sul matogrossense de desenvolvimento sustentável para o resto do país. A mesma política que defendeu a expansão a todo o custo do parque siderúrgico e das usinas de cana-de-açúcar sobre o Pantanal. E que só não foi vitoriosa porque a sociedade civil reagiu, irritando Zeca.
Em 2005, o projeto de instalação de uma usina de álcool nas imediações do Pantanal – que colocava em risco a natureza, segundo o Ministério do Meio Ambiente – levou o ambientalista Francisco Anselmo Barros a atear fogo ao próprio corpo. Além desse, há outros oito projetos de novas usinas em gestação no estado.
Vale acompanhar de perto.


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