CPT denuncia morte de lavrador no Sul do Pará
De Imperatriz (MA) – A Comissão Pastoral da Terra, a Associação dos Pequenos Produtores da Fazenda Batente e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia divulgaram, nesta segunda, uma nota denunciando o assassinato do trabalhador rural Marcos José Moraes Pereira, no Sul do Estado do Pará. A morte ocorreu no dia 10 de maio.
Marcos era proprietário de uma área de dez alqueires, vizinha da fazenda de Elias Filius Bay, no município de Conceição do Araguaia. Ele havia obtido autorização para buscar uma novilha desgarrada que entrara nas terras do vizinho. Porém, chegando lá, teria sido atingido por uma bala no peito. Ainda tentou fugir a cavalo, mas caiu morto após 200 metros. O seu acompanhante fugiu a pé pela mata.
De acordo com a nota da CPT, a área de Elias faz parte da fazenda Batente, desapropriada por meio de um decreto de setembro de 2006. Residente em Rio Maria, o fazendeiro teria declarado que não sairia da sua terra e criado um clima de terror entre as 100 famílias que ocupam a outra parte da área desapropriada.
No fim de 2006, foram registradas ameaças de pistoleiros contra posseiros, inclusive contra o presidente da Associação dos Pequenos Produtores da Fazenda Batente, Luiz Rodrigues, e um inquérito chegou a ser instaurado a pedido do Ministério Publico. A situação foi denunciada, na época, a autoridades estaduais e federais, solicitando providencias.
As três entidades que divulgaram a nota exigem proteção imediata às 100 famílias que ocupam a fazenda Batente, apuração rigorosa do crime e o assentamento das mesmas famílias pelo Incra.


Que horror! Essa é a impunidade que assola o país!
Caro Sakamoto,
Nos brasileiros temos de tutar por justiça.
Quando é uma freira de fora do país, a justiça age rápido (Não que eu seja contra, acho até que 30 anos de cadeia foi muito pouco), mas quando é um cidadão brasileiro, rola a injustiça a morosidade.
Isso tem de mudar.
Mais um trabalhador morto no governo Lula. Esse governo está se tornando o campeão em assassinato de trebalhadores, no campo e na cidade. Não há justiça nesse governo.