O etanol dos postos de combustível pode ser responsável?

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Representantes da usina Pagrisa estão visitando distribuidoras de combustível para tentar convencê-las a reatar relações comerciais. Empresas que assinaram o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, como Petrobras e Ipiranga, suspenderam a compra de etanol da Pagrisa após ação do grupo móvel de fiscalização resgatar 1.064 trabalhadores rurais de sua fazenda de cana-de-açúcar em Ulianópolis (PA) no final de junho. Os proprietários negam ter utilizado esse tipo de mão-de-obra.

O comportamento socialmente responsável das filiadas ao Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustível e Lubrificantes (Sindicom) tem pressionado usineiros a mudarem o tratamento que dispensam aos seus empregados. Elas deram um recado: ou atuam dentro da legislação trabalhista ou ficam sem clientes. Há muito a ser feito na área, mas o exemplo do Sindicom já é reconhecido internacionalmente.

A transformação do Brasil em condição de líder global na produção de biocombustíveis não pode acontecer através da superexploração de pessoas. Não estamos falando apenas de trabalho escravo, degradante ou infantil, mas também de qualquer tentativa de lucrar de forma ilegal em cima do trabalhador. Um país só pode se orgulhar de um produto feito respeitando sua terra e seu povo.


  1. Rubervam Souza disse:

    Se empresas de combustível forem assim, eu compro delas. A gente que é consumidor tem que fazer a nossa parte.

  2. italo disse:

    Acreditar que podemos criar um novo mercado, outra fonte de renda com combustível mais limpo já é uma grande contribuição, pressupor que isso vá acabar com trabalho escravo, com alimentos, com a Amazônia tem que ser discutido, de maneira à melhorar o novo mercado e não impedi-lo.

  3. antonio carlos disse:

    Pessoalmente, sinto até vergonha e revolta de ter de discutir trabalho escravo em meu País!
    Saudações Sakamoto!
    Forte abraço!

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