Pesquisador que nega trabalho escravo foi afastado do Ipea
Gervásio Rezende foi um dos pesquisadores recentemente afastados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) pelo seu presidente Márcio Pochmann.
“Sou um técnico independente. Tenho feito críticas contundentes às políticas de crédito, fundiária e trabalhista. Isso, talvez, esteja incomodando muita gente. Talvez não queiram um técnico com esse perfil”, afirmou ele na Folha de S. Paulo. “Talvez pelos meus estudos recentes sobre trabalho escravo”, completou no jornal O Globo.
Talvez.
Gervásio diz não acreditar na existência de trabalho escravo no meio rural, apesar de haver mais de 26 mil evidências do contrário, libertadas entre 1995 e este ano pelos grupos móveis de fiscalização do governo federal. Processo que começou durante a administração tucana e se desenvolveu durante a petista, ou seja, uma ação de Estado e não de governo.
Que eu me lembre a bancada ruralista e políticos correlatos, a ala tacanha do agronegócio, movimentos reacionários como o “Paz no Campo” e uma parte do Itamaraty que está mais preocupada com a imagem do país do que com a situação de sua mão-de-obra dizem não acreditar que exista trabalho análogo ao de escravo no Brasil – apesar das evidências materiais e humanas ao contrário. Gervásio Rezende representava esse pensamento.
Há espaço para análises conservadoras e progressistas dentro do governo (haja vista nossa conservadora política econômica). Mas o que se discute aqui não é opinião, mas sim pesquisa.
Ele diz que críticas podem tê-lo afastado. É possível. Mas tendo em vista que ele ignora a existência de um problema reconhecido, registrado, estudado e divulgado há décadas talvez o que estava em jogo era sua habilidade de apreender a realidade à sua volta e analisá-la.
Nesse caso, um afastamento vem em boa hora. Assim ele pode retornar aos bancos acadêmicos para reflexão e aprendizado. De qualquer maneira, recursos para dar continuidade à sua linha de pesquisa não faltariam. Há muito fazendeiro milionário que retira o couro de trabalhadores e impede que eles deixem suas propriedades antes de terminado o serviço que adoraria patrociná-la.

Gervásio, ó Gervásio, você não precisa ir muito longe, no centro oeste ou pouquinho mais ao norte, por aqui mesmo,, faça uma visitinha na região de Jaú, no interior do Estado de S. Paulo, e encontrará a evidência do que tanto nega. Belo pesquisador. Será que precisa de óculos de grau? Ou é mesmo cego.
Haha!
Que picareta esse Gervásio!
Vai ver que os papais dele ensinaram que empregados adoram serem tratados como sub-humanos…
É muito facil negar que exista trabalho escravo no Brasil, para muitos adimitir seria um grande prejuizo em todas as áreas.
O trabalho escravo como o proprio nome ja diz, é sinonimo de mão de ora gratuita, o homem é explorado ao
maximo em seu trabalho e competencia, em condições minimas de sobrevivencia, e sem salário justo… o lucro claro, fica para os patrões que ficam cada vez mais ricos.
Para o sr. Gervásio é muito simples
fazer esse tipo de comentário, com certeza não ha nehum membro da familia dele nessas condições, nem
ele proprio, então fica facil afirmar seja para quem for que trabalho escravo aqui no pais da impunidade não existe. Será que ele sabe realmente, ou tem noção do é um
trabalho escravo? será que ele sabe
oque é tirar proveito de pessoas que não tem conhecimento algum e precisam trabalhar mesmo que por
uma ninharia para colocar comida na mesa? NÃO, ELE NÃO SABE NADA DISSO, é uma pessoa abastada e sem dificuldade alguma, tem tudo oque quer do bom e do melhor, por isso se dá ao luxo de achar que todos estão errados, e somente ele é o certo!!!!!!!!
Parabéns Sakamoto!!! Não há o que fazer. Ainda bem que Você continua alerta, como bom escoteiro!!!
A propósito quando você vai a Cuba checar as condições de trabalho dos cortadores de cana, a exemplo das viagens que Você fez para o Afeganistão,etc.
Seria super interessante fazer essa comparação. Você não acha?
Assim o Chaddad que me sucedeu nos comentários poderia expressar sua indignação ou satisfação como ele fez com o Gervásio. E Você também não é mesmo?
Tenha um bom dia.
Ali.
Amaral, queimou o pé por que? Meu país é o Brasil, nada tenho a ver com Cuba ou outras nações. Aqui no Brasil, infelizmente o trabalho escravo e o infantil, embora localizados, infelizmente, são realidades vergonhosas. Não adiante esconder. Se Cuba é isto, se o Tio Sam é aquilo, é problema deles. Nunca fui lá e nem pretende visitá-los. No Brasil, é problema de todos nós. Amaral, você aprova a exploração de pessoas humildes e trabalhadoras em proveito de pessoas sem escrúpulos e que estão se enriquecendo às custas do suor, sangue e lágrimas de seus semelhantes? Acredito que não. Talvez, você seja um neoliberal apaixanodo. Goste do FHC e sua turma. É uma maneira de pensar e eu respeito e posso compreender, pois graças a Deus vivemos em Democracia.. Entretanto, você não pode ignorar a exploração, principalmente, de nordestinos aqui no Estado de São Paulo.
Sakamoto,
O seu companheiro do Clube do Elogio Mutuo, Sr. Edward Chaddad, merece nota 10. Descobriu num simples e-mail que eu sou: neo-liberal, tucano, sou a favor do trabalho escravo, contra as minorias, etc,etc. Posando de vestal com o nome que tem: Edward Chaddad. Acredito que a unica Guaribas que ele conhece seja a sem o “s” final. Assim mesmo tenho dúvida. Não querer conhecer Cuba e os USA? Tudo bem que é um direito dele. Mas é o fim da picada não querer conhecer as coisas boas daqueles dois países.
Seria bom que quando ele fosse visitar o povoado de “Rio Maria”, aqui no Pará, ele se apresentasse como Eduardo. Assim os paiaguas daqui iriam conseguir falar o nome dele.
Sakamoto, espero que voce continue com o seu trabalho de escoteiro.
Sds.
Ali