Um mês péssimo (e violento) para o povo do campo no Brasil
Brasília - O último mês foi péssimo para as populações rurais.
No dia 15 de outubro, Tomé Guajajara, da terra indígena Araribóia, em Amarante (MA), foi assassinado por 15 pistoleiros que invadiram sua aldeia. A morte está relacionada aos madeireiros da região. Quatro dias depois, José Antônio de Sousa, lavrador, sindicalista e liderança no município de Viana, também Maranhão, foi assassinado na porta de sua casa devido à sua pela terra. No dia 21 de outubro, Valmir Mota de Oliveira, dirigente do MST e da Via Campesina, foi assassinado durante a ocupação da propriedade da multinacional Syngenta, em Santa Teresa do Oeste (PR). De acordo com testemunhas, cerca de 25 homens que vestiam coletes da NF Segurança, contratada pela empresa, desceram de um ônibus e dispararam contra os militantes (outros cinco ficaram feridos e um segurança morreu. A empresa de segurança foi indiciada por homicídio e formação de quadrilha no caso). No dia 13 de novembro, 831 trabalhadores indígenas foram resgatados de condições degradantes da fazenda e usina de cana-de-açúcar Debrasa, unidade da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA), em Brasilândia (MS). Encontrar trabalho degradante desse tamanho não é novidade, mas com uma quantidade assim indígenas sim. No dia 17 de novembro, quatro guaranis foram baleados em ação de despejo organizada por fazendeiros no Sul do Mato Grosso do Sul, próximo ao município de Amambai.Por fim, nesta semana vieram à tona novos planos para tirar a vida de frei Henri des Roziers, um dos maiores lutadores dos direitos humanos que o Brasil já teve e que vive há mais de 20 anos em Xinguara, Sul do Pará.
Ufa! Isso não é tudo, mas é o que chegou aos ouvidos da maioria das pessoas. Ou seja, não inclui as várias outras mortes e violências contra camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e trabalhadores rurais que permanecem anônimas.
Hoje, faz sete anos que José Dutra da Costa, o Dezinho, foi assassinado em Rondon do Pará. Ele era um dos mais combativos sindicalistas do estado e dedicou sua vida à luta pela reforma agrária. O pistoleiro foi o único condenado pelo crime (como sempre, o mais pobre é o único a ser pego), sendo que os outros envolvidos permanecem impunes. Com a ajuda do poder judiciário e do ministério público do município, que inocentaram o mandante em um decisão bizarra. Não é o único caso de assassinato de sindicalista que fica sem solução na fronteira agrícola amazônica. E não será o último.
Afinal de contas, tudo segue como sempre. Com a anuência de parte do poder público e a benção de parte do caixa do agronegócio.


Com relação aos indígenas e outros camponeses não posso fazer comentários contra,mas devo elogia-los por seu trabalho, coragem, dedicação…
Porem, sou contra o tal MST, eles invadem propriedades até mesmo de forma violenta, propriedades que alguem lutou para ter, comprou com seu trabalho, e logo vem o MST e simplesmente a quer tomar pela força, e se dizem trabalhadores, muitos até infringem as leis portando armas de fogo que são proibidas, enfrentam a policia e depois reclamam as perdas e danos
como se tivessem razão, como se suas ações fossem corretas previstas na lêi.
Não poderiam tambem eles do mst
como todos os outros cidadãos brasileiros, trabalhar e tentar como todo mundo comprar sua terra, sua casa, seu apartamento, ou seja oque for???
Por que não param para pensar, em quantas vidas foram tiradas por causa de uma invazão fora da lei?
quantas pessoas feridas gravemente
muitas das vezes até crianças, idosos e até mulheres agredidas, mortas, por uma causa sem razão?
Isso é so ocomeço. A paciencia do povo já acabou. Os governos são inertes para resolver os problemas. Propriedades são invadidas e nada acontece, a policia não atua para retirar os invasores. Invasões repetidas a propriedades e nada acontece aos invasores. e depois disso tudo o que esperar? Essa reação é natural, e do jeito que a coisa tá indo vai piorar muito, já que a opinião publica se cansou do MST e outros movimentos sociais, ou seja chegou-se a exaustão.
A paciência do povo já acabou, você tem razão. Mas o povo não é quem tem fazenda. O povo é que está na beira das estradas, oprimido. E a paciência dele acabou mesmo. Tem que ocupar essas terras improdutivas, produzir e gerar riqueza. O MST tem a corgame de fazer isso em um país que coloca a propriedade privada acima da dignidade e da vida. Terras compradas? A maior parte das terras ocupadas foram griladas, ou seja, eram públicas e foram roubadas. Existe violência maior do que alguém com 10 mil hectares de terra e outro sem nada? Que venham mais ocupações, porque elas mudam a cara do Brasil e fazem a reforma agrária funcionar.
Essa turma que invade propriedades tem que levar chumbo independente da condição que vive tem que respeitar.Os demais tem que ser respeitado
Esse pessoal que tem fazenda a perder de vista e não produz, que grila terras e vira latifundiário “tem que levar chumbo independente da condição que vive tem que respeitar.Os demais tem que ser respeitado”
O pessoal do MST, não representa nem 0,1% da população do Brasil, o povo vive mesmo nas cidades (80% ou mais) esse negocio de ter terra para sobreviver é coisa da miséris. Nos processos produtivos modernos cerca de 8% da população é suficente para todos. O que o povo precisa é de empregos em serviços, industria e comercio. Esse negocio de pequena propriedade não dá certo. Ter 10.000 ha de terra improdutiva é culpa dos governos, pois se houver a cobrança de imposto pela propriedade da terra ninguem vai querer ficar com uma propriedade improdutiva só para pagar imposto, é melhor vende-la e aplicar na bolsa.
Com relação ao MST trata-se de um movimento politico antagonico ao capitalismo, que se utiliza da violencia para tentar atingir seus objetivos, a população está farta desse movimento.
Outra coisa o maior latifundiário do Brasil é o estado, esse sim devia ser obrigado a vender ou dar todas as terras publicas para agricultores e trabalhadores, como fez os EUA e outros paises.
Quanto a função social da propriedade é de uma estupidez atroz, pois quem determina a mais valia dos bens quieiram ou não é lei da oferta e procura, nada mais. Portanto se o governo tributar a propriedade da terra, estará criando a finalidade social, ou seja produza ou pague.
É… Capitalismo que é coisa boa, né? Deu resposta para todas as desgraças do mundo…
O Incra cobra baratinho os grandes latifúndios. É latifúndio, improdutivo? Imposto pesado nele. quero ver se não repassam.