Mande uma banana para quem tem medo de concorrência

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Estão cada vez mais ridículas as campanhas contra as rádios irregulares movidas por associações de empresas do setor. Umas das mais recentes é a de um pastor pregando a seus fiéis de que eles não precisam delas para rezar (será isso reserva de mercado para os bispos midiáticos?).

É claro que há muita rádio pirata que só serve para encher o bolso de picareta. Mas eles colocam no mesmo bolo, propositadamente, rádios comunitárias, de baixa potência, que democratizam a comunicação e são um importante instrumento de cidadania, para populações que vivem à margem dos benefícios desse berço esplêndido. Colocam pânico na população, dizendo que as rádios são capazes de derrubar aviões e interferir no trabalho da polícia – o que é ridículo.

Pedem para a população ser “consciente” e não ouvir rádios comunitárias. Felizmente, falam para o vazio, pois poucos dão bola a esse chamado. Então, como maus perdedores, apelam para leis construídas de forma bizarra em tempos arcaicos e usam a polícia para tomar transmissores e calar essas vozes. Isso sem contar a porrada e o abuso de autoridade que rolam no momento do rapa policial.

Há um forte movimento para legalizar e ampliar as emissoras comunitárias por todo o país, mas o apoio técnico, legal e financeiro a iniciativas populares nessa área é risível. Qualquer esfera de governo está mais interessada em aportar recursos em veículos privados (pagando dívidas de campanha) ou estatais.

Quando digo populares são populares mesmo, lá da base, do chão de terra ou da viela da favela. Não estou falando de agências que se intitulam livres, alternativas ou independentes e que, apesar de conectados com movimentos sociais, são produzidos por profissionais de comunicação, como a Carta Maior, a própria Repórter Brasil, entre outros. Nós precisamos de apoio também, mas eu coloco os comunicadores populares como prioridade. Eles são mais importantes que todos nós.

A briga promete ser bem longa, pois o que acabo de dizer não é consenso nem entre progressistas, quem dirá entre os conservadores.

Por isso, se você conhece alguma rádio comunitária, escute, divulgue, recomende, participe. Exerça sua cidadania, disparando sua voz. A participação em muitas dessas rádios é livre e gratuita, você pode montar seu próprio programa, independente do que você pense.

Mande uma banana a quem não quer que você tenha um ouvido plural.

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  1. Joao disse:

    Uma radio da nossa comnidade foi fechada pela policia federal. Enquanto isso a Record nao teve sua concessao renovada e ta tudo bem. Por que nao fecha a emissora do bispo?

  2. Germano disse:

    Pois é, o braço forte das corporações está cada vez mais afim de morder o pobre coitado que busca seus direitos, o pobre não pode nem manifestar suas vontades que já é rotulado como marginal. Rídiculo aplicar uma lei sem nenhum fundamento, apenas para garantir as opiniões que eles jogam nas nossas cabeças.

  3. Luís Carlos disse:

    Parabéns Sakamoto, por levantar essa discussão sobre as rádios comunitárias.

    Devemos sair da ignorância e reparar que as verdadeiras rádios piratas são as que querem decepar a liberdade de expressão, que monopolizam as informações e nos transformam em simples números de suas audiências. As rádios piratas são as que estão ligadas aos grandes meios de comunicação, que insistem em nos manter nas trevas, na escuridão. Elas que monopolizam as notícias, elas que pasteurizam as músicas e nos tornam imbecis. Viva as rádios comunitárias, que emitem a pluralidade de idéias e a diversidade de notícias e músicas.

  4. Antonio Carlos disse:

    Muito oportuna a sua colocação, meu caro Sakamoto. Rádios comunitárias não podem ser confundidas e colocadas no mesmo nível de rádios piratas. Rádios comunitárias possuem, em sua maioria, transmissores de baixa potência, de reduzido alcance, talvez pela falta de recursos em adquirir os equipamentos. Rádio pirata, bancadas por grandes grupos ou pessoas com muitos recursos financeiros transmitem em alta freqüencia,interferem nas comunicações e quase sempre retransmitem a programação de outras emissoras chamadas legais.
    Fico assustado quando vejo a campanha existente, culpando emissoras de interferência até mesmo em rádios de aeronaves, alegando riscos de acidentes. Essas rádios são piratas, de alta freqüência e não podem ser rotuladas de comunitárias. Rádio é uma comunicação poderosa, de acesso a todos em qualquer lugar e o melhor instrumento de unir as pessoas, qualquer que seja a sua condição social.

  5. Alberto disse:

    Sem contar a burocracia da legalização. A única rádio legalizada como comunitária da minha cidade, não é comunitária coisa nenhuma. Enquanto outras, que relmente prestam serviços à população, correm riscos por não terem a concessão que ainda deve demorar uns 10 anos para chegar (se chegar).

  6. Braulio disse:

    Bem, não acho certo dar este tipo de direcionamento, pois, se não comprimos a legislação, como é que poderemos dizer que ela não funciona, ou, como poderemos pedir justiça em outros casos sem sermos incoerentes: rádio pirata é CRIME!!!!

  7. jorji disse:

    Lugar de piratas é na cadeia! Por falta de presídios não se prende nem ladrão de galinhas!

  8. Chris disse:

    Se a lei está errada, defasada, inadequada, etc., etc., que mudem a lei. Nada justifica conviver com a ilegalidade. Rádios piratas são perigosícimas para o tráfego aéreo.
    Como são dadas as concessões de rádio e TV no Brasil? Quem decide e quais são os critérios? Se mexer nisso aí ai coisa vai cheirar mal…

  9. Gerson disse:

    A potência das rádios irregulares é insuficiente para atrapalhar tráfego aéreo. O vazamento do sinal da Globo para outras bandas, de forma ilegal, atrapalha mais o avião e as rádios mequetrefes. Tomem tento, lacaios do plin-plin!

  10. Manuel Geraldo disse:

    Como diz nosso presidente, Nunca na historia deste país se desrespeitou tanto direito dos outros em nome da “cidadania”. Acho que qualquer cidadão de direita ou esquerda, que se diz ou se pretende ser lider comunitário, deve primeiro respeitar as leis e fazer alguma cois para mudá-la se não concorda com ela. Rádio Pirata e é pirata, independente do objetiva a que foi montada. É crime apoiar ou incentivar alguém a apóiar quem está na contra-mão da lei.

  11. Antonio Caqrlos N.do disse:

    Moro na cidade de Matinhos, litoral do Paraná e aqui temos a rádio comunitária Atuva FM,85.7 que presta um inestimável serviço à comunidade matinhense e é a emissora mais ouvida no nosso litoral. Nela o povo tem voz e pode externar as suas opiniões livremente. Oxalá houvesem mais rádios comunitárias no Brasil para que o povo pudese ser ouvido sem censura.

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