Condomínio em SP pune quem usa bicicleta como transporte
São Paulo é uma capital que anda na contramão da civilidade. Enquanto grandes cidades se esforçam para implantar meios de transporte menos poluentes e, ao mesmo tempo, diminuir os problemas de trânsito, o poder público por aqui constrói avenidas e viadutos. Por exemplo, ciclovias, que são o símbolo do respeito à cidadania e ao meio ambiente em qualquer lugar do mundo, são implantadas apenas para lazer, como no canteiro central da avenida Sumaré. Nada de criar uma malha para que as pessoas possam usar bicicletas no seu dia-a-dia e não morrer atropelado.
E a culpa não é só da prefeitura. Há um preconceito grande também por parte de quem tem carro. São poucos os que respeitam ciclistas no trânsito, como se as ruas e avenidas fossem locais exclusivos para quem queima combustível.
Agora, o preconceito desceu às garagens dos condomínios.
A carta, abaixo, que recebi de um pneumologista do Hospital das Clínicas, o mais importante centro médico do país, é bastante representantiva dessa cultura consumista e fetichista, que transfere a busca da felicidade à compra de um veículo automotor. E pune quem ousar ir contra essa corrente estúpida e pensar no futuro da cidade.
Enquanto o planeta todo busca soluções sustentáveis para os crescentes problemas de congestionamento das metrópoles, a elite paulistana parece andar na direção contrária. Moro em um prédio de classe média alta em Pinheiros onde assisti, recentemente, ao triste episodio de boicote às bicicletas no condomínio e à proibição de colocá-las no estacionamento do prédio. Sem nenhuma justificativa cabível, os moradores decidiram proibir totalmente qualquer pessoa de guardar bicicletas no estacionamento do edifício “Grand Space Pinheiros” que, segundo esse raciocínio retrógrado, deve abrigar somente o meio de transporte que consideram mais nobre, o carro. Sou pneumologista do Hospital das Clínicas, costumava ir ao trabalho pedalando e sem poluir o meio ambiente. Portanto fico perplexo com esse tipo de imposição que nos obriga a aumentar o trânsito e a poluição na cidade. Iniciativas como essa separam o Brasil do Primeiro Mundo. E não as diferenças entre as marcas e preços dos veículos que circulam aqui e na Europa.
André Nathan
Médico pneumologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

No meu prédio, decidimos converter uma das vagas das garagem para um estacionamentos de bikes. A escolha foi ótima, aumentou até o número de bicicletas no condomínio. É triste ver como tem gente egoísta nesse mundo.
Interessante… O condomínio não se chama Grand Space? E não tem espaço pras magrelas?
Esse tipo de coisa só atrapalha mais ainda a vida de quem tenta fazer algo diferente pela cidade.
Kkkkkkkk. Bando de burguesinho que não vai na esquina a pé. Tomem vergonha na cara! Esse prédio deve ter um monte de gordo que não sabe andar de bicicleta.
Vamos organizar um protesto ciclístico na frente desse prédio. Tenho um grupo de night bikers. Quem quiser participar, me mande uma mensagem.
o brasil já desistiu de tudo faz tempo… desistiu das ferrovias, dos aeroportos, da navegaçao, e agora investe contra as ciclovias…. a unica coisa bacana continua sendo o transporte sobre quatro rodas… carro, caminhao… nao temos saida…
Maluf, Pitta, Marta, Serra, Kassab… Será que algum deles sabe andar de bicicleta?
Como diz Boris Casoy : Isso é uma vergonha!!!!
É impressionante como nos dias atuais nos deparamos com decisões absurdas e que vão contra todas as boas idéias atuais que tentam a impossível missão de melhorar o transito e o ar desta cidade.
Lamentável..
A falta de consciência do brasileiro está beirando a bestialidade.
Quando aprenderemos a cuidar do nossa casa maior, o planeta, e saberemos respeitar o direito alheio??
Que absurdo! Em qual rua fica esse condomínio? O síndico desse lugar deve ser um %!@$&@#de um frustrado, sedentário e mal amado.
Meu prédio também tem um lugar para parar bicicletas. E olha que eu moro na periferia, onde é difícil andar de bike, como lembrou o Sakamoto. Essa nossa elite é uma vergonha.
Sr. André.
Fez sua parte fazendo a denúncia. Me admira no prédio não haver um protesto maior tendo em vista o nível de informação que se espera na categoria dos mais privilegiados. Mas as leis e mudanças de atitudes são boas para os outros.
À luta.
Apoiado, dr. André. Se cada um fizer a sua parte, não haverá síndico que consiga barrar uma iniciativa tão louvável.
É Dr André, veja pelo lado positivo: se todos pensarem como as pessoas do seu prédio, não faltarão pacientes ENFISEMATOSOS para o sr atender!
Quanta imbcilidade!!!!
Prá não acabar com o sonho de andar de bicicleta todos devem colocá-las na portaria do prédio para bagunçar geral.
Síndico Apedeuta!!!!!!!
Realmente lamentável. As pessoas nem percebem como eles estão perdendo a cidade. Eu tava fazendo a conta aqui em Curitiba. Tem bairro que dedica mais de 50% de todo o espaço para o carro.
Há pouco tempo fizemos uma Vaga Viva pra tentar mostrar um pouco dessa incoerência.
Prezado André Nathan,
Se fosse eu aqui em Blumenau/SC encaminhava pra assembléia do condomínio e chamaria a imprensa local (mínimo contato com umas três emissoras) com cartas pro jornal. Ainda por cima alglutinaria o apoio de mais moradores que são favoráveis ao uso das bikes.
Com certeza o síndico não sabe o que é Condomínio, acredita ser dono do prédio, e não cumprimenta o médico.
è de se imaginar como são tratados os funcionários. Fui.
Parabéns, Dr André .Que atitude absurda desses condônimos,eles esquecem que os espaços cabem a todos seres humanos do planeta.
Infelizmente, tem muito síndico que pensa que é dono do prédio e consegue legislar em causa própria por muito tempo, justamente porque existem 80% (ou 90%?) de omissos que não comparecem às reuniões e só pagam (quando pagam) o condomínio. O restante, geralmente é uma cambada de desocupados que só vão para fazer o mal e decidir a vida dos outros (até agora não sei o que ganham com isso: a amizade do Síndico? poder? tomada de decisão quando lhe convém?). Deveria ser obrigatório todo Síndico que entra fazer um curso de atualização, de educação e de conscientização!!
A opção de se isolar em condomínios fechados, ao invés de partilhar os problemas e as soluções, tem como resultado o que se lê, na notícia e nos comentários.
O apartheid contemporâneo de condomínios fechados trouxe outros problemas, a inadimplência, o desrespeito, a inimizade, a competição de nívelar riqueza, ostentação, e tédio.Ficar confinado num trecho por mais luxuoso que seja, significa que ha um espaço delimitado para o cidadão usufruir, e conviver com as mesmas pessoas sempre.
Com o tempo o espaço vai ficando menor para todos.E sempre tem “panelas”, coronéis.
Falta diversidade, falta amor, falta afeto. Falta verdade.Falta respeito ao direito do outro de guardar sua bicicleta na garagem.É um problema do paranoicismo de quem vive apartheado.
É lamentável esta atitude deste condominio de S. Paulo. mas que infelismente nâo acontece somente na capital de S. Paulo. Morando numa cidade pequena de ABC. (Ribeirão Pires) totalmente incluida em área de preservação ambiental, já tive o desprazer de presenciar inumeroas absurdos, tanto por parte da população como da administração da cidade, tanto que aqui também não tem ciclovias e nem projetos para tal. Por estas e outras que o ser humano é uma raça que caminha a passos largos para sua própria desintegração.
Luiz
Dr. André Nathan saia deste condomínio, venha morar na periferia.
O senhor vai estacionar sua bicicleta onde queira, afinal é seu direito, não dê ouvidos ao que dizem da periferia, aqui cumprimentamo-nos, sorrimos, e compartilhamos e aplaudimos iniciativas como a vossa de não poluir o ambiente.Pedale por seu direito Doutor.
Há um consolo, este é seu maior problema, que ótimo.
no prédio em que moro, na Santa Cecília, também é proibido guardar a bicicleta na garagem… inacreditável mesmo.
E O NOSSO DIREITO DE IR E VIR?
SEGUNDO A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA, QUE É A LEI MAIOR, DIZ QUE TODO CIDADÃO TEM O DIREITO DE IR E VIR, NO MEU PRÉDIO ALÉM DE NÃO TER UM LOCAL PARA AS BICICLETAS, NÃO PODE TER DE FORMA ALGUMA, GASTARIA MENOS DE 15 MINUTOS PARA IR TRABALHAR SE PUDESSE TER UMA BICICLETA, MAS COMO NÃO POSSO, TENHO QUE GASTAR UM TEMPÃO ATÉ O PONTO E DEPOIS MAIS UM TEMPO ESPERANDO A ONIBUS, É UM ABSURDO, SERÁ QUE ESSES SINDICOS NÃO OUVIRAM FALAR EM EFEITO ESTUFA, AQUECIMENTO GLOBAL OU ATÉ MESMO EM TRANSITO?