O custo de brigar com o mundo inteiro
Washington – Tive que ir a um shopping na rua 14th para comprar umas coisas para o nosso escritório. Mas devido a uma ameaça de bomba, o local teve que ser esvaziado, isolado e farejado com a unidade K-9, ou seja, pela cachorrada.

(Li tempos atrás que, no início, tentaram empregar labradores para esse serviço. Mas não teria dado muito certo: a raça é naturalmente brincalhona e estabanada e era comum os cachorros irem pelos ares junto com os “pacotes” depois de achá-los…)

Depois de uma longa espera, calçada, rua e shopping foram liberados. Creio que não encontraram nada, mas também não acho que eles falariam: “Hey, pessoaaaaal. A gente encontrou dois quilos de explosiiiiiiivos amarrados com bolas de guuuude!”
Para o pessoal ao meu lado que aguardava a reabertura das portas, o fato parecia corriqueiro. Paranóia banalizada. Reclamavam apenas do atraso que isso estava gerando. Uma senhora em uma cadeia de rodas, quando informada do porque daquilo, reclamou: “Mas, de novo?!”
É… Entrar em guerra com o mundo tem seu preço.


Tranquilidade não tem preço
É tão ruim entrar em guerra com todo o mundo que você está montando o seu escritório por aí, no meio da guerra
Pois é amigo Sakamoto, esse é o preço da violência autorizada, se assim podemos dizer. Vale lembrar que essa guerra vem de outrora, tão sangrenta como hoje. O que conseguiram com a invasão do Iraque? A morte do Sadam? E o Ozama Bim Laden e as armas de destruição em massa, onde estão?
Por conta dessas suposições, matarm milhares de homens, mulheres e crianças. Acham que isso não é suficiente para gerar mais ódio do que antes?
Agora toda essa situação de alarmes, esperas e averiguações diversas, que se caracteriza um clima de guerra em tempo de paz.
Quem planta fogo, colhe labaredas!
Sei… comprinhas pro escritório. Seria imperdoável não ir ao shopping de lá, de repente encontrar um jeans com aquele jeitão anarquista, um precinho tão bom… é pra se jogar.