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	<title>Comentários sobre: Algodão: subsídios, retaliação comercial e trabalho escravo</title>
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		<title>Por: Renato</title>
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		<dc:creator>Renato</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 12:24:04 +0000</pubDate>
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		<description>Ivens, quem mora em cidade grande dentro do ar condicionado não tem condições de definir o que é ou não trabalho escravo, vem para ca analisar você vai ver o que é feito e o que é exigido, a questão é só uma, vai acabar o emprego, vão entupir de veneno e depois quero só ver o desemprego que ja é grande.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ivens, quem mora em cidade grande dentro do ar condicionado não tem condições de definir o que é ou não trabalho escravo, vem para ca analisar você vai ver o que é feito e o que é exigido, a questão é só uma, vai acabar o emprego, vão entupir de veneno e depois quero só ver o desemprego que ja é grande.</p>
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		<title>Por: Pedrinho</title>
		<link>http://blogdosakamoto.com.br/2010/03/09/algodao-subsidios-retaliacao-e-trabalho-escravo/comment-page-1/#comment-22671</link>
		<dc:creator>Pedrinho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 20:57:55 +0000</pubDate>
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		<description>Qual é a definição exata de trabalho escravo? O que eu entendo por trabalho escravo é a existência de uma senzala, corrente, tronco, feitor, chicote etc. 
A contradição é que o governo federal incentiva a economia informal. Já ouvi falar que no norte do país muitos empregados de fazendas se recusam a ser registrados pra não perder o bolsa família. Além do mais eles ainda receberão a aposentadoria sem precisar recolher um centavo ao INSS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Qual é a definição exata de trabalho escravo? O que eu entendo por trabalho escravo é a existência de uma senzala, corrente, tronco, feitor, chicote etc.<br />
A contradição é que o governo federal incentiva a economia informal. Já ouvi falar que no norte do país muitos empregados de fazendas se recusam a ser registrados pra não perder o bolsa família. Além do mais eles ainda receberão a aposentadoria sem precisar recolher um centavo ao INSS.</p>
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		<title>Por: Ivens Gandra</title>
		<link>http://blogdosakamoto.com.br/2010/03/09/algodao-subsidios-retaliacao-e-trabalho-escravo/comment-page-1/#comment-22662</link>
		<dc:creator>Ivens Gandra</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 14:56:38 +0000</pubDate>
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		<description>Renato, de acordo cm o artigo 149 do Código Penal não é necessário aprisionamento para haver trabalho escravo. O trabalho escravo do Pará é diferente do da Bahia que é diferente do de São Paulo, mas é tudo trabalho escravo.

Se vocês não sabem tratar trabalhador como gente, então não podem expandir a fronteira. 

Reforma agrária também é uma boa idéia...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Renato, de acordo cm o artigo 149 do Código Penal não é necessário aprisionamento para haver trabalho escravo. O trabalho escravo do Pará é diferente do da Bahia que é diferente do de São Paulo, mas é tudo trabalho escravo.</p>
<p>Se vocês não sabem tratar trabalhador como gente, então não podem expandir a fronteira. </p>
<p>Reforma agrária também é uma boa idéia&#8230;</p>
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		<title>Por: Renato</title>
		<link>http://blogdosakamoto.com.br/2010/03/09/algodao-subsidios-retaliacao-e-trabalho-escravo/comment-page-1/#comment-22660</link>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 13:09:47 +0000</pubDate>
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		<description>Trabalho escravo nunca houve no oeste da bahia, enquanto esses petista que acham que todo fazendeiro é ladrão não saberem distinguir problemas de alojamento, erros em horas extras que são sim passivel de multa e merecem ser tratadas como tal de trabalho escravo que é uma situação muito diferente que acontece só aos redores do Pará aonde aprisiona mesmo trabalhadores, vai ficar dificil a espansão, quem mora na região sabe que hoje o emprego não para de diminuir, aonde empregava 1000, hoje não emprega nem 100, sustituindo com veneno, por causa dessa fiscalização ridicula que exige que o funcionário tenha na fazenda muito mais do que ele esta acostumado na propria casa dele, deixando a contratação inviavel, fica como reflexão mostrar o outro lado da situação que as pessoas não estão acostumadas a ouvir. Na minha cidade muitos trabalhadores estão começando a roubar por falta de emprego em  fazendas, pessoas que vem principalmente da região de irecê, sera o correto manter a situação como esta ate estinguir de vez o trabalho principalmente na cata de raiz?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho escravo nunca houve no oeste da bahia, enquanto esses petista que acham que todo fazendeiro é ladrão não saberem distinguir problemas de alojamento, erros em horas extras que são sim passivel de multa e merecem ser tratadas como tal de trabalho escravo que é uma situação muito diferente que acontece só aos redores do Pará aonde aprisiona mesmo trabalhadores, vai ficar dificil a espansão, quem mora na região sabe que hoje o emprego não para de diminuir, aonde empregava 1000, hoje não emprega nem 100, sustituindo com veneno, por causa dessa fiscalização ridicula que exige que o funcionário tenha na fazenda muito mais do que ele esta acostumado na propria casa dele, deixando a contratação inviavel, fica como reflexão mostrar o outro lado da situação que as pessoas não estão acostumadas a ouvir. Na minha cidade muitos trabalhadores estão começando a roubar por falta de emprego em  fazendas, pessoas que vem principalmente da região de irecê, sera o correto manter a situação como esta ate estinguir de vez o trabalho principalmente na cata de raiz?</p>
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		<title>Por: Pedrinho</title>
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		<dc:creator>Pedrinho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 00:36:08 +0000</pubDate>
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		<description>É realmente lamentável que o governo não tome medidas contra o &quot;trabalho escravo&quot;. E de onde vem mesmo a grande maioria das denúncias? Do Pará, que é governado pelo PT. Também é responsabilidade do governo federal que coincidentemente também pertence ao PT. Os petistas tem razão. As autoridades petistas precisam tomar providências contra o &quot;trabalho escravo&quot;. Só que para isso os petistas alegam ser necessário acabar com a independência dos três poderes, ou seja implantar uma ditadura...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É realmente lamentável que o governo não tome medidas contra o &#8220;trabalho escravo&#8221;. E de onde vem mesmo a grande maioria das denúncias? Do Pará, que é governado pelo PT. Também é responsabilidade do governo federal que coincidentemente também pertence ao PT. Os petistas tem razão. As autoridades petistas precisam tomar providências contra o &#8220;trabalho escravo&#8221;. Só que para isso os petistas alegam ser necessário acabar com a independência dos três poderes, ou seja implantar uma ditadura&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Mikayl Uskabelowsky</title>
		<link>http://blogdosakamoto.com.br/2010/03/09/algodao-subsidios-retaliacao-e-trabalho-escravo/comment-page-1/#comment-22648</link>
		<dc:creator>Mikayl Uskabelowsky</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 22:38:41 +0000</pubDate>
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		<description>Quantos todos que são contrarios ou não sobre escravidão, ja pararam pra pensar como é feito o carvão do seu churrasquinho gostoso do fim de semana?
Se pensassem, fariam o churrasco de outra jeito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quantos todos que são contrarios ou não sobre escravidão, ja pararam pra pensar como é feito o carvão do seu churrasquinho gostoso do fim de semana?<br />
Se pensassem, fariam o churrasco de outra jeito.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Blog do Sakamoto</title>
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		<dc:creator>Blog do Sakamoto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 20:23:03 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;strong&gt;Caras e Caros,

Há um limite de caracteres para o tamanho dos comentários. Portanto, alguns acabam fisgados pelo filtro. Vamos tentar ser mais sucintos, OK?

Abraços,

Sakamoto&lt;/strong&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Caras e Caros,</p>
<p>Há um limite de caracteres para o tamanho dos comentários. Portanto, alguns acabam fisgados pelo filtro. Vamos tentar ser mais sucintos, OK?</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Sakamoto</strong></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedrinho</title>
		<link>http://blogdosakamoto.com.br/2010/03/09/algodao-subsidios-retaliacao-e-trabalho-escravo/comment-page-1/#comment-22641</link>
		<dc:creator>Pedrinho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 16:02:00 +0000</pubDate>
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		<description>Nos anos em que morei no interior, conheci vários fazendeiros e todos eles mantinham os seus funcionários registrados em carteira. O que poucas pessoas sabem, é que em cidades de médio porte do interior, a justiça trabalhista é muitas vezes mais eficiente do que na capital paulista, que no caso é super congestionada. Conheci na época alguns caboclos, aparentemente ignorantes e ingênuos. Mas em se tratando de dinheiro, de ingênuos eles não tem nada. Muitos deles, desde o primeiro dia de trabalho, já tensionam extorquir o patrão. É evidente que também existem empregadores mal intencionados. Só acho que os formadores de opinião, que em sua grande maioria moram nos grandes centros urbanos, tem uma imagem muito esteriotipada sobre o interior.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nos anos em que morei no interior, conheci vários fazendeiros e todos eles mantinham os seus funcionários registrados em carteira. O que poucas pessoas sabem, é que em cidades de médio porte do interior, a justiça trabalhista é muitas vezes mais eficiente do que na capital paulista, que no caso é super congestionada. Conheci na época alguns caboclos, aparentemente ignorantes e ingênuos. Mas em se tratando de dinheiro, de ingênuos eles não tem nada. Muitos deles, desde o primeiro dia de trabalho, já tensionam extorquir o patrão. É evidente que também existem empregadores mal intencionados. Só acho que os formadores de opinião, que em sua grande maioria moram nos grandes centros urbanos, tem uma imagem muito esteriotipada sobre o interior.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ciro Lauschner</title>
		<link>http://blogdosakamoto.com.br/2010/03/09/algodao-subsidios-retaliacao-e-trabalho-escravo/comment-page-1/#comment-22639</link>
		<dc:creator>Ciro Lauschner</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 15:34:46 +0000</pubDate>
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		<description>Sr. Nelson :
        O trabalho escravo e infantil é usado no preparo da terra , para o plantio de algodão segundo seu parecer:
Sôbre isso tenho a dizer que raríssimamente vezes    há algum preparo em solos de mata ou cerrado com fim de se plantar algodão.As terras novas geralmente começam com o plantio de arroz, depois, soja-milho e após uns 5  ou  6 anos , inicia-se o plantio de outras culturas, entre elas o algodão.
Quando se prepara o solo normalmente são catadas as raízes e muitos agricultores por não terem máquinas apelam para o serviço temporário terceirizado, é onde entra a figura do empreiteiro(também chamado gato).
As irregularidades trabalhistas normalmente são cometidas por êsses gatos , e a culpa do agricultor  é  por não  conhecer as leis trabalhistas, (aliás, quem as conhece?) ou porque por comodismo não emprega pessoalmente a mão de obra.
 O exagero em chamar isso de escravidão, em sua imensa maioria, tem outros objetivos, que não é a preocupação com a situação social do &quot;liberto&quot;, mas mais a de dar argumentos a europeus e americanos em justificar seus subsídios e não adquirir produtos brasileiros, e  caso  isso fosse ficção com certeza não teria tantas ONGS estrangeiras e brasileiras se beneficiando dessas denuncias, vez que nunca vi ONGS estrangeiras ou nacionais preocupadas em encaminhar os &quot;escravos libertos&quot; para outros serviços mais decentes.
Não por acaso há de maneira recorrente nesse e noutros blogs que se arvoram com preocupação social,um ataque permanente  nos produtos que mais incomodam os &quot;civilizados europeus e americanos&quot; que são a cana, a carne e agora também o algodão.Qual será o proximo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Nelson :<br />
        O trabalho escravo e infantil é usado no preparo da terra , para o plantio de algodão segundo seu parecer:<br />
Sôbre isso tenho a dizer que raríssimamente vezes    há algum preparo em solos de mata ou cerrado com fim de se plantar algodão.As terras novas geralmente começam com o plantio de arroz, depois, soja-milho e após uns 5  ou  6 anos , inicia-se o plantio de outras culturas, entre elas o algodão.<br />
Quando se prepara o solo normalmente são catadas as raízes e muitos agricultores por não terem máquinas apelam para o serviço temporário terceirizado, é onde entra a figura do empreiteiro(também chamado gato).<br />
As irregularidades trabalhistas normalmente são cometidas por êsses gatos , e a culpa do agricultor  é  por não  conhecer as leis trabalhistas, (aliás, quem as conhece?) ou porque por comodismo não emprega pessoalmente a mão de obra.<br />
 O exagero em chamar isso de escravidão, em sua imensa maioria, tem outros objetivos, que não é a preocupação com a situação social do &#8220;liberto&#8221;, mas mais a de dar argumentos a europeus e americanos em justificar seus subsídios e não adquirir produtos brasileiros, e  caso  isso fosse ficção com certeza não teria tantas ONGS estrangeiras e brasileiras se beneficiando dessas denuncias, vez que nunca vi ONGS estrangeiras ou nacionais preocupadas em encaminhar os &#8220;escravos libertos&#8221; para outros serviços mais decentes.<br />
Não por acaso há de maneira recorrente nesse e noutros blogs que se arvoram com preocupação social,um ataque permanente  nos produtos que mais incomodam os &#8220;civilizados europeus e americanos&#8221; que são a cana, a carne e agora também o algodão.Qual será o proximo?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Francisco Neto</title>
		<link>http://blogdosakamoto.com.br/2010/03/09/algodao-subsidios-retaliacao-e-trabalho-escravo/comment-page-1/#comment-22633</link>
		<dc:creator>Francisco Neto</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:39:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blogdosakamoto.com.br/?p=6787#comment-22633</guid>
		<description>Para quem discorda do Sakamoto e não sabe ler, indico o texto abaixo (bem melhor que o texto do direitopata do Demétrio &quot;Quero Grana&quot; Magnoli):

FOLHA SP : ELIO GASPARI

A TEORIA NEGREIRA DO DEM SAIU DO ARMÁRIO

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é uma espécie de líder parlamentar da oposição às cotas para estimular a entrada de negros nas universidades públicas. O principal argumento contra essa iniciativa contesta sua legalidade, e o caso está no Supremo Tribunal Federal, onde realizaram-se audiências públicas destinadas a enriquecer o debate.
Na quarta-feira o senador Demóstenes foi ao STF, argumentou contra as cotas e disse o seguinte:
“[Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. Gilberto Freyre, que hoje é renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual”.
O senador precisa definir o que vem a ser “forma muito mais consensual” numa relação sexual entre um homem e uma mulher que, pela lei, podia ser açoitada, vendida e até mesmo separada dos filhos.
Gilberto Freyre escreveu o seguinte:
“Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime”.
“O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com a sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do sinhô-moço. Desejo, não: ordem.”
“Não eram as negras que iam esfregar-se pelas pernas dos adolescentes louros: estes é que no sul dos Estados Unidos, como nos engenhos de cana do Brasil, os filhos dos senhores, criavam-se desde pequenos para garanhões. (…) Imagine-se um país com os meninos armados de faca de ponta! Pois foi assim o Brasil do tempo da escravidão.”
Demóstenes Torres disse mais:
“Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. (…) Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da economia africana”.
Nós, quem, cara-pálida? Ao longo de três séculos, algo entre 9 milhões e 12 milhões de africanos foram tirados de suas terras e trazidos para a América. O tráfico negreiro foi um empreendimento das metrópoles europeias e de suas colônias americanas. Se a instituição fosse africana, os filhos brasileiros dos escravos seriam trabalhadores livres.
No início do século 20 os escravos não eram o principal “item de exportação da economia africana”. Àquela altura o tráfico tornara-se economicamente irrelevante. Ademais, não existia “economia africana”, pois o continente fora partilhado pelas potências europeias. Demóstenes Torres estudou história com o professor de contabilidade de seu ex-correligionário José Roberto Arruda.
O senador exibiu um pedaço do nível intelectual mobilizado no combate às cotas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem discorda do Sakamoto e não sabe ler, indico o texto abaixo (bem melhor que o texto do direitopata do Demétrio &#8220;Quero Grana&#8221; Magnoli):</p>
<p>FOLHA SP : ELIO GASPARI</p>
<p>A TEORIA NEGREIRA DO DEM SAIU DO ARMÁRIO</p>
<p>O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é uma espécie de líder parlamentar da oposição às cotas para estimular a entrada de negros nas universidades públicas. O principal argumento contra essa iniciativa contesta sua legalidade, e o caso está no Supremo Tribunal Federal, onde realizaram-se audiências públicas destinadas a enriquecer o debate.<br />
Na quarta-feira o senador Demóstenes foi ao STF, argumentou contra as cotas e disse o seguinte:<br />
“[Fala-se que] as negras foram estupradas no Brasil. [Fala-se que] a miscigenação deu-se no Brasil pelo estupro. Gilberto Freyre, que hoje é renegado, mostra que isso se deu de forma muito mais consensual”.<br />
O senador precisa definir o que vem a ser “forma muito mais consensual” numa relação sexual entre um homem e uma mulher que, pela lei, podia ser açoitada, vendida e até mesmo separada dos filhos.<br />
Gilberto Freyre escreveu o seguinte:<br />
“Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime”.<br />
“O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com a sua docilidade de escrava: abrindo as pernas ao primeiro desejo do sinhô-moço. Desejo, não: ordem.”<br />
“Não eram as negras que iam esfregar-se pelas pernas dos adolescentes louros: estes é que no sul dos Estados Unidos, como nos engenhos de cana do Brasil, os filhos dos senhores, criavam-se desde pequenos para garanhões. (…) Imagine-se um país com os meninos armados de faca de ponta! Pois foi assim o Brasil do tempo da escravidão.”<br />
Demóstenes Torres disse mais:<br />
“Todos nós sabemos que a África subsaariana forneceu escravos para o mundo antigo, para o mundo islâmico, para a Europa e para a América. Lamentavelmente. Não deveriam ter chegado aqui na condição de escravos. Mas chegaram. (…) Até o princípio do século 20, o escravo era o principal item de exportação da economia africana”.<br />
Nós, quem, cara-pálida? Ao longo de três séculos, algo entre 9 milhões e 12 milhões de africanos foram tirados de suas terras e trazidos para a América. O tráfico negreiro foi um empreendimento das metrópoles europeias e de suas colônias americanas. Se a instituição fosse africana, os filhos brasileiros dos escravos seriam trabalhadores livres.<br />
No início do século 20 os escravos não eram o principal “item de exportação da economia africana”. Àquela altura o tráfico tornara-se economicamente irrelevante. Ademais, não existia “economia africana”, pois o continente fora partilhado pelas potências europeias. Demóstenes Torres estudou história com o professor de contabilidade de seu ex-correligionário José Roberto Arruda.<br />
O senador exibiu um pedaço do nível intelectual mobilizado no combate às cotas.</p>
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