Churrasco forçado: mais de 80 são libertados em carvoarias
A produção de carvão vegetal é, certamente, uma das atividades mais insalubres e perigosas a que um ser humano pode se dedicar por conta das altíssimas temperaturas dos fornos que queimam os pedaços de madeira. Ou seja, já é naturalmente penosa quando as condições de trabalho oferecidas estão dentro dos patamares mínimos de dignidade. Imagine, então, o cotidiano de quem é escravizado em uma dessas sucursais no inferno.
A Superintendência Regional do Trabalho de Goiás (SRTE/GO), em parceria com o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal, resgatou 81 pessoas de 14 carvoarias em Jussara, Estado de Goiás. As vítimas, boa parte delas aliciadas em Minas Gerais, desmatavam a vegetação, retiravam a lenha e produziam carvão. Essa história foi contada na Repórter Brasil pela jornalista Bianca Pyl, da qual retiro alguns trechos:
- Os alojamentos eram feitos de restos de madeiras e lonas em chão de terra batida ou areia. Alguns eram localizados próximos a lamaçais. Os trabalhadores dormiam em camas improvisadas com tocos de madeira e utilizavam pedaços de espumas velhas e sujas como colchões. Não havia roupas de cama e nem armários individuais para guardar pertences;
- Para tomar banho, os trabalhadores utilizavam copos para jogar água no corpo. Não havia cozinhas. Os alimentos eram preparados dentro dos alojamentos, em fogões improvisados, com risco de incêndios. Não havia instalações sanitárias ou elétricas. Os empregadores não forneciam água potável. Algumas esposas e filhos de carvoeiros também moravam nas mesmas condições;
- Equipamento de Proteção Individual (EPI) era lenda. “A maioria dos carvoeiros trabalhava apenas de bermudas e chinelos, mesmo estando expostos ao calor intenso, à fumaça e à fuligem produzidas pela produção e remoção do carvão”, explicou Roberto Mendes, coordenador da ação;
- As vítimas estavam submetidas a uma jornada exaustiva, sem descanso semanal renumerado, trabalhando de segunda a segunda, inclusive aos domingos. Direitos trabalhistas não eram recolhidos;
- E como cereja do bolo, infrações ambientais. Os fiscais verificaram que duas carvoarias funcionavam sem autorização e que nenhuma das mais de dez motosserras tinha licença do órgão ambiental responsável. Houve registro de queimadas irregulares após a derrubada de Cerrado. Durante a operação, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou a Agência Ambiental de Goiás sobre as irregularidades e solicitou a presença de representantes no local, mas até o fim da fiscalização ninguém do órgão estadual compareceu.
No total, os trabalhadores resgatados receberam mais de R$ 200 mil referentes às verbas rescisórias. Além disso, receberão três parcelas de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, no valor de um salário mínimo cada. Todas as carvoarias foram interditadas.
E, para registro: 14 carvoarias estavam localizadas nas seguintes propriedades: Fazenda Água Limpa do Araguaia, de propriedade de Antônio Joaquim Duarte; Fazenda Pompéia, que pertence a Jairo Benedito Perillo; Fazenda Nossa Senhora Aparecida, de Labib Adas; Fazenda Chaparral, de Renato Rodrigues da Costa; e Fazenda Santa Rosa do Araguaia, da empresa Oesteval Agropastoril Ltda. As carvoarias funcionavam há cerca de quatro anos. Nesse período, trabalhadores mudavam de uma fazenda para outra.
Em tempo: Dias desses, alguém me perguntou para que se faz tanto carvão no Brasil e se o destino são as churrasqueiras. Bem, carvão vegetal é um dos insumos na fabricação de ferro-gusa, matéria-prima do aço. Aço que é usado para fazer carros com ar condicionado e geladeiras, que fazem nossa vida mais agradável nos dias quentes. Fica, portanto, o nosso muito obrigado às pessoas que acabam torrando feito churrasco em carvoarias fora da lei pelo país afora.



Rapaz, esse texto não é um post é uma pedrada! Continue trazendo essas coisas para cá, por favor.
Onde vamos parar , será que esses caras não percebem que seu dinheiro facil, vai acabar e mal por sinal.
esse perillo é parente do ex-governador, senador , etc, acho que é ronaldo perillo??
E voce é parente da gimenes que engravidou do roqueiro? Cuidado em usar politica em um caso sério como este. Se voce não entendeu, o carro que voce usa tem haver com este abuso do ser-humano.
Bom, pro cara aí embaixo, que engrossou a voz: esse cara aí foi: ex-Secretário de Interior e Justiça do Estado de Goiás; Procurador Jurídico da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás aposentado. O cara não é pouca porcaria não….
Queria saber sobre as marcas que vendem carvão destinado ao consumo doméstico que se utilizam desse trabalho escravo para que possamos boicotar.
Ah, Carolina, até Você anda fazendo “churrasco forçado”. Ainda bem que a Bianca não brinca em serviço e acabou descobrindo. Assim Você vai passar churrasqueira do George Foreman, eliminando o problema. Combinado?
Quanta ingenuidade… aposto que ela apagou a luz de toda a casa na tal “Hora do planeta”, como se isso pudesse resolver os problemas ligados ao aquecimento global.
Pontinhas do iceberg…
E nisso tudo, o que me deixa triste é saber que nehum destes fazendeiros pagam pelo delito cometido. E ainda fecha em um dia e abre no outro. a multa ( quando tem ) eles pagam com meia fornada.
É ISSO MESMO,TEMOS QUE AGRADECER ESTES ESCRAVOS,POBRES COITADOS; E REPUDIAR A OMISSÃO DE QUEM É PAGO PARA FISCALIZAR E NÃO FAZ, ASSIM COMO REPUDIAR OS CORONÉIS, QUE INSISTEM NO CORONEISMO NO BRASIL AFORA!
Sr. José,
Não existe mais Coronelismo em Góias!!
Essa condição de trabalho degradante, hoje, é minoria. E, quem emprega nessas condições, entra para a LISTA NEGRA do Ministério do Trabalho.
As empresas que lá estão, ficam fora de licitações, empréstimos, etc.
Infelizmente ninguém vai ser punido, se voltarem daqui alguns meses a carvoaria vai estar funcionando novamente, atá que se acabe com a vegetação… ai eles se mudam para a floresta mais proxima.
Isso é falta de fé. Se houvesse mais fé esses trabalhadores não estariam nessa condição.
“Isso é falta de fé. Se houvesse mais fé esses trabalhadores não estariam nessa condição”
Só pode ser piada tal comentário…
O Sakamoto usou a palavra inferno. Ele não tem idéia do que acontece com quem profana os céus com tais palavras. Deveria pensar duas vezes para nao ter sua lama açoitada pelos anjos.
Marcos Paulo está com a razão!
É errado falar em INFERNO, já que os trabalhadores viviam mesmo é com o pé na terra e na lama. Melhor do que viver no mundo da lua, que nem certos comentaristas crentes….
Com certeza é zoação, não liguem!
Pastor Marcio …
Seu comentário é ridículo.
Você deveria estar nessas condições… já que sua fé é tanta.
Não zombe da desgraça dos outros, amanhã pode ser vc.
É e algumas empresas propalam sua responsabilidade social e compromisso com a sustentabilidade ambiental e muitas vezes são elos desta corrente…
Sakamoto,
E aí estamos bem pertin, né? Afunde prô Maranhão, Pará, etc. A coisa deve ser bem mais feia.
Alguém tem que sustentar a mordomia de poucos, não é?
E depois alguns dirigentes (NA ÉPOCA DA DITADURA) disseram e os neoliberais dizem: HÁ QUE SE AUMENTAR O BOLO PRÁ DEPOIS REPARTI-LO.
Repatir com quem? Só se for entre eles. E à custa da miséria de quem?
Só destruindo este mundo e começando outro. O ser humano é inacreditável mesmo.
Pastor Marcio, o que uma coisa tem a ver com a outra? O que fé tem a ver com exploração? Acho que as Igrejas (religiões), todas, tem a ver com essa exploração humana em todos os tempos. Ou fecham os olhos ou endossam a exploração do homem pelo homem.
Goiás? Há! Por que não me admira?
Onde vamos parar…!?
Absurdo total !!!
Nossa realmente a ambição de muitos ultrapassa todos os limites “aceitáveis”. Não tenho nem palavras para explicar o quanto fico indignada e triste com tudo isso.
nao existe uma lei que desapropie estas terras pelo uso indevido? E faça dos explorados donos da propiedade, seria uma boa nao acham?
Pastor falando de f’e ,e a respeito daqueles que sao feito lavagem cerebral dentro dos templos , esses tbem sao escravos ou nao ?
Diriamos caro Pastor que isso e falta de vergonha mesmo , falta de amor por parte daqueles que vendem indulgencias em troca suor alheio , nao sei se sao pior os fazendeiros ou os ditos doutores da lei .
por que ñ fechar as montadoras de automovéis e ficar com o carvão só para churrasco? e todo mundo comprar um jumento para andar?
Porra, muito obrigado mesmo a todo esse pessoal que torra nas carvoarias. Eu adoro minha geladeira e meu ar-condicionado. Continuem produzindo carvão e torrando por ai, valeu!
CULPA DISSO TUDO È DESTA JUSTIÇA BRASILEIRA, QUE NUNCA PUNE ESSES CANALHAS QUE FAZEM ISSO COM PESSOA HUMILDES. QUANTOS ANOS VEMOS FALAR EM TRABALHO ESCRAVO NA CARVOARIAS PELO BRASIL Á FORA? MUITOS ANOS. AQUI NO MS, ESTE TIPO DE TRABALHO ERA CRONICO DEU UMA MELHORADA MAIS AINDA EXISTE ,MAIS UMA VEZ DIGO ESTA JUSTIÇA BRASILEIRA È LIXO COMO ESTES QUE FAZEM ISSO COM SERES HUMANOS.
(ABELARDO)ALEM DE BABACA E NÃO COMPADEÇER COM SOFRIMENTO ALHEIO,VC TAMBEM È UM LIXO.
Não acredito que ainda estamos vivendo num país que existe escravidão, e isso se dá por causa de uma má administração , pois o nosso governo muitas vezes não facilita a vida dos cidadãos, fazendo com que aquelas pessoas menos favorecidas, caiam nas garras dessas pessoas que gostam de aproveitar das outras, sem ter o minímo de compaixão, e mtas vezes esses senhores ainda acham que fazem mto pela população pois acham que o emprego que eles oferecem é mto bom, realmente estamos a mercê de tudo isso, se o nosso povo e os nossos governantes não mudarem a situação, ainda teremos mtas e mtas notícias desagradáveis como essa…
Caro($) Pastor
Não consigo definir se o senhor tem “fé-de-menos” ou “fé-de-mais”!
Gostaria de saber se, caso fosse um de seus familiares, o caro Pastor
diria as mesmas palavras com tanta “fé”. Se esta é a conduta que o
Pastor adota em sua catequeze, Deus nos livre e guarde de tanta maldade de sua parte. Vá estudar teologia. Vá a uma igreja (qualquer que seja). Pode optar por uma dessas carvoarias malditas.
Melhor ainda: vá pro inferno…
Primeiro tomei um tapa na cara bem dado com a seguinte afirmação do Presidente do Sindicato dos Médicos de Maringá, sr. Marco Aurélio Valadão Fagundes, dada para o jornal O Diário do Norte do Paraná: “Para ganhar 9 mil reais é preferível ir vender pastel na feira. Você mal paga a escola de uma criança e o aluguel de uma casa (…). O médico não vai andar com um carro velho. Precisa ter uma casa em um condomínio, um lugar seguro”. Percebi da pior forma o quanto ganho mal, caí na real, quer dizer, na minha falta de real. Partindo da premissa do médico todos que ganham menos de 9 mil reais devem se recusar a trabalhar, porque com este salário não dá para sobreviver (Ou só os médico é que precisam ganhar mais do que isto para sobrevier?). Do outro lado vem a vida daqueles que morrem por exaustão no trabalho para trazer conforto a uma minoria que pode se utilizar do carvão (e ganham mais de 9 mil reais!). Qual é a relação entre estas duas notícias? A relação está na profunda desigualdade existente no Brasil, na conivência daqueles que ganham mais de 9 mil por mês e se informam principalmente através das revistas semanais e dos jornais nacionais. Está no descaramento de alguns que não ficam nem vermelhos ao dizer que se recusam a trabalhar por 9 mil reais diante dos milhões de brasileiros que, como mostra o blog, definham diariamente para ganhar uma gota de energia para continuar a ser escravos. E a escravidão na atualidade é mais perversa do que no passado porque agora não é moeda de troca, não vale nada. Se morrer um, logo tem outro para por no lugar. E quem se importa com gente morrendo cozida? Em resumo: profissionais de todas as áreas (tão necessários quanto os médicos, nesta sociedade doente.), não trabalhem por menos de 9 reais! (Pura ironia!) Para os que empregam trabalho escravo em suas propriedades, que o Estado não reconheça o tão defendido direito a propriedade! Devolva-nos as terras usadas para aprisionar os humanos!
Transformar o Cerrado em carvão é a primeira fase da ocupação da terra pelo boi. Depois do carvão vem o pasto, portanto, a carne do churrasco. Poucas entidades ambientalistas se preocupam com o Cerrado, porque as árvores são baixas, tortas e perdem as folhas na seca. Nada estimulante perto das longas, retilíneas e grossas árvores da Amazônia (qualquer relação fálica aí, não é coincidência).
Ainda pior que isso é que o trabalho escravo pode ser acertado com a regularização trabalhista dos empregados, que serão demitidos logo em seguida. O fazendeiro continuará limpo, e pronto para escravizar outros. Fosse na Amazônia, ele seria preso por derrubar a mata, mas não por escravizar gente. Como é no Cerrado, nada acontecerá. Cerrado e gente valem a mesma coisa: nada.
Estou com vergonha do meu churrasco de fim de semana. Mas o pior é que tem gente grande (Siderurgicas) que também compram carvão sem se preocupar com a origem. Também percebi outro problema no Centro-Oeste. Estão desmatando Cerrado, fazendo carvão e ainda plantando eucalipto e com autorização de autoridades ambientais, talvez com a desculpa de aproveitamento de áreas já desmatadas ou pastagens degradadas.
Rodrigo, li em algum lugar que tudo é relativo, menos o lucro. E como a paisagem do Cerrado é menos vendável do que a da Mata Atlântica e Amazônica, então não tem importância comprometer a diversidade animal e vegetal. Atear fogo em árvores baixas, cascas duras, troncos tortuosos é menos condenável do que cortar árvores frondosas, troncos grossos… Na terra do lucro a qualquer custo cozinhar gente e ditar qual vegetação é mais importante (Meu! A gente hierarquiza até as plantas! Tem as que podem ser extintas e as que tem que sobrevier! Né louco isto!) é justificável. Gente tem sobrando e paisagem de Cerrado não dá belos postais. Então pau neles! Ou fogo neles! (Tudo com muita ironia!)
Sinceramente, a mídia tinha que explorar estes crimes contra a humanidade – que deveriam estar caracterizados na categoria de crimes hediondos – em tempo integral e no horário nobre, para sensibilizar a opinão pública e levar a sociedade a acompanhar o julgamento destes escravocratas e todas as empresas que sabem e se beneficiam desta relação. Isto não acontece só no Brasil, é global. Não basta só a medida que propõe erradicar o trabalho-escravo no Brasil, tem que haver a erradicação dos escravocratas do “universo”.
“Fica, portanto, o nosso muito obrigado às pessoas que acabam torrando feito churrasco em carvoarias fora da lei pelo país afora.”
Na verdade, não podemos nos culpar porque usamos, carros, eletrodomesticos,comemos carne, fazemos churrasco ou usufruimos de maneira direta ou indireta do carvão feito por essas carvoarias e por esses seres humanos! A obrigação de fiscalizar as condições de trabalho é do ministerio do trabalho. É para isso também que serve varias ramificações do governo (PF, Ministerios publicos etc…)
Então ficar se colocando de: “–Ah! essas pessoas trabalham para que nós possamos comer churrasco, andar de carro, bla bla bla .” É a mais pura hipocrisia. E tirando o Pastor, aqui não postou nenhum idiota! Portanto. É hipocrisia sim. Porque se você meu amigo tem uma empresa e emprega um cara por 6 meses e não assina a carteira dele. Se ele for na justiça do trabalho, você vai ter q pagar até tudo bonitinho.. Inss, fgts, 13º proporcional, ferias, hora extra… etc… Então nós cumprimos com a nossa obrigação de cidadãos de bem, pagando nossos impostos, criando emgregos, ou desenvolvendo sua profissão sendo empregado e sendo digno em tudo que possa envolver sua vida… Portanto a obrigação é do governo de cuidar dos menos favorecidos, dos invisiveis (socialmente), dos insuficientes, dos doentes, dos incapazes, dos q não tiveram a oportunidade nem se quer de aprender a ler e a escrever e que por isso não tiveram outra chance na vida a não ser trabalhar em qualquer condição numa carvoaria como essa citada na reportagem. Parabéns aos orgãos envolvidos na operação e obrigado ao Leonardo Sakamoto pela belissima reportagem.
Husthom Parente
Mais um brasileiro qualquer!
@husthom no twitter
Acho muito válida a sua opinião, embora não concorde inteiramente com a sua fala de que não temos nenhuma responsabilidade pelo que consumimos. Sim, a obrigação de fiscalizar é dos governos, mas é nossa obrigação elegê-los. Nosso dever como cidadãos é garantir que estejam no poder pessoas que de fato representem os nossos interesses, e não vejo serem denunciados os governantes que muitas vezes estão envolvidos eles mesmos em práticas de trabalho escravo (infelizmente venho de uma cidade em que o próprio prefeito foi flagrado duas vezes com trabalho escravo em suas fazendas, mas não foi incluído na lista suja por uma liminar de um juiz local).
Ainda na linha de que, no fim, temos alguma responsabilidade sobre essas pessoas, a minha opinião é que não existe almoço grátis. Quando fazemos nossas compras, do carvão do churrasco à geladeira e ao veículo, temos critérios para escolher os produtos que consumimos. Quando escolhemos um produto mais barato sem parar para pensar no porquê desta suposta vantagem, justamente porque ele tira os custos da remuneração de sua força de trabalho, estamos sendo coniventes com essa prática, estamos transferindo a conta para essas pessoas maltratadas. Quando achamos que estamos “tirando vantagem”, na verdade só estamos mandando a sociedade e o meio ambiente pagarem pelo nosso conforto.
Não tenho nada contra o consumo, embora ache que hoje em dia consumimos demais, muito mais do que o que realmente precisamos (apenas 25% da população mundial consegue consumir acima das suas necessidades básicas, e mesmo assim utilizamos 30% mais recursos do que o planeta consegue renovar). Mas acho que podemos, sim, ser mais engajados e nos preocupar com a origem do que colocamos em nossas garagens, casas, mesas e churrasqueiras.
Leonardo, mais um post brilhante. Parabéns!
Acho que eles sabiam e recebiam propina!
“Durante a operação, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou a Agência Ambiental de Goiás sobre as irregularidades e solicitou a presença de representantes no local, mas até o fim da fiscalização ninguém do órgão estadual compareceu. “
Léo, vc é realmente incrivel. É absurdo que denúncias como as que vc vem fazendo não abalam as estruturas dos poderes e nem da sociedade. Que país é esse!? De qq forma saiba que tenho orgulh ode ter sido seu aluno na PUC. Grande abraço, Léo Áquilla
Vivemos numa sociedade doente e somos frutos desta sociedade, portanto frutos doentes tb. não sei se perdi a esperança porque estou deprimida ou se estou deprimida por ter perdido a esperança. sinto-me completamente impotente, porque acho que todos nós somos diretamente ou indiretamente responsáveis por tudo isto.
germinal – 1885.
http://www.youtube.com/watch?v=e7q66C6cFmM&feature=related
GOSTEI DA MATERIA TEMOS QUE DENUNCIAR SIM ESTE TRABALHO ESCRAVO QUE SO ENRIQUECEM OS RICOS
E ESSES PODEROSOS QUE FAZ DO BRASIL UMA IMAGEM SUJA TEMOS QUE FAZER UMA LIMPEZA NESSES CARAS A ESCRAVIDAO ACABOU FAZ TEMPO A SOCIEDADE TEM QUE SE MANEFESTAR TAMBEM NAO PODE FICAR DE BRACOS ABERTO DENUCIEN E A MELHOR COISA
Fatos:
1) trabalho escravo tem que ser banido deste país.
2) os “carvoeiros” que não estão mais trabalhando se encontram hoje pelos bares da região se enchendo de cachaça (falo isso porque moro na região) aumentando a violência, teve caso de agressão a faca.
3) associar esta abominação trabalhista ao churrasco é uma idéia no mínimo infeliz. Todo este carvão vai para industria do aço, o próprio texto fala de Minas que é a região onde se encontram as indústrias. É incrível como as pessoas “politicamente corretas” estão se tornando pequenos ditadores. Infeliz também a idéia de querer encher de culpa os proprietários de veículos.
Não tomei tapa na cara, não penso que seja falta de fé, coitado do diabo e dos anjos e dos deuses. O que há de ser feito é a condenação dos fazendeiros (políticos ou não) e dada uma nova oportunidade de vida a esses pobres trabalhadores. Concordo com o Husthom. @keilaker
Se todo mundo fosse vegetariano, não haveria a necessidade de confinar essas pobres pessoas nessas condições de vida. Quem alimenta essa situação são as próprias pessoas que comem carne por achar que tal alimento faz bem à saúde. Uma pena.
Bom dia,esta matéria para nós aqui no MS não é novidade. Sou presidente do sindicato dos Trabalhadores em Carvoarias daqui do Estado e todos os dias denunciamos o trabalho escravo ao ministério publico e ao ministério do trabalho. Temos que precionar os parlamentares para aprovar a PEC do Trabalho escravo.Só assim começaremos a resolver o problema. Cadeia aos escravagistas e desapropriação das terras.
Nesses casos so matando esses vermes exploradores, a puniçao,se houver,nao pode ser cadeia,e muito pouco pra esses calhordas,pois essa gente humilde e a classe mais pura da sociedade brasileira,e por favor,nao deixem esses “pa$tore$” EXPLORADORES opinar mais aqui,pois esse caso e muito serio.
Então,
Em continuidade a reportagem, pode alguém me dizer onde foram parar esses pobres e miseraveis trabalhadores analfabetos depois de receber as três parcelas de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, no valor de um salário mínimo cada? Vão voltar para outras. O problema não acaba ai. Pois com certeza eles não tem nem onde morar.
Não sei porque ainda choro quando vejo essas coisas… É absurdo pensar, mas enquanto alguns pagam fortunas em roupas caras, outros sequer tem o direito a um banho… Que país é esse? É p… do Brasil!
Vanessa, é um direito de todos escolher o que é melhor e o que quer. O erro não está em comprar roupas caras, está em como se consegue esse dinheiro para comprar essas roupas…
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This post was mentioned on Twitter by marcelrique: http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/03/30/churrasco-forcado-mais-de-80-sao-libertados-em-carvoarias/ Puxa vida!!!…
TRABALHO ESCRAVO PARECE QUE AINDA EXISTE. OS NEGROS FORAM LIBERTADOS DOS FERROS NAS PERNAS E BRAÇOS, ASSIM COMO ALGUNS POBRES E HUMILDES DAS FAVELAS QUE VIRARAM COMUNIDADES, MAS AINDA CONTINUAM NO SUB-EMPREGO E PRESOS PROFISIONALMENTE PELAS CLASSES DOMINANTES E SENHORES DE MUITAS TERRAS IMPRODUTIVAS QUE PASSAM DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO PRATICANDO MONOCULTURAS MECANIZADAS. DEVERIA TER UM PLANEJAMENTO PARA ESSE SETOR E APROVEITAR AS MUITAS “ÁREAS DESTINADAS A PRESERVAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA” PARA CULTIVO DE VÁRIAS ESPÉCIES A FIM DE MATER O HOMEM DO CAMPO NO CAMPO. CREIO QUE AS SERRARIAS, EM TODO CANTO DESSE PAÍS DEVERIAM CEDER PÓ DE SERRA ÀS COMUNIDADES POBRES PARA FAZEREM O BRIQUETE (SERRAGEM PRENSADA COM ALGUM TIPO DE AGLOMERANTE VEGETAL, TIPO ÁGUA DE BATATA, MANDIOCA, ETC) – SEM QUEIMA – PARA POR NA CHURRASQUEIRA E ASSIM SALVAR O NOBRE CHURRASCO. NO MAIS É DENUNCIAR AS PRÁTICAS ILÍCITAS AO MINISTÉRIO PÚBLICO E VOTAR NOS CIDADÃOS QUE RESPEITEM EM 1o. LUGAR A VIDA E AS FUTURAS GERAÇÕES.
Pontinhas do iceberg mesmo, conforme ûm comentário acima…há pouco soube de uns empresários picaretas que vivem dessa exploração num eixo minas-goiás-paraguai e vivem nababescamente em sua cidade natal.
É, mas ninguém quer deixar de comer o seu churrasquinho…
Cristina, assino em baixo o que vc escreveu. Esse país é uma vergonha mesmo. É gente morrendo cozida, assassinada, sendo torturada toda santa manhã e toda santa tarde nos transportes públicos das capitais, enquanto castelos são construídos aqui e acolá. O nome disso é impunidade, e não “falta de fé”. Aliás, por que esse pessoal tem que misturar religião com tudo, hein? Coisa de louco! Acabem com essa porcaria de doutrinamento logo. Como já disseram aqui, é outro tipo de escravidão que serve, na verdade, como consolo pra quem é achincalhado diariamente pela sociedade. É só um fator de conformação, pra que as revoltas sejam diminuídas. Enfim… Ótima reportagem. Pena que as chances de alguma coisa mudar para esses pobres coitados – onde nos incluímos também – é mínima. E nem vou comentar essa do médico que não trabalha por R$9000,00. Ele que vá vender pastel na feira mesmo…
Parabens a estes herois Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho, Procuradores do Ministério Publico do Trabalho e P. Federal.
Estes herois, everedam por estes matos, sem as mínimas condições de trabalho, enfrentando jagunços dos proprietários destas fazendas, que geralmente são senadores,deputados,prefeitos ou parentes destes.
O Sr Mânica que contratou jagunços para matar os fiscais do Ministério do Trabalho em Minas Gerais há mas de 5 anos, continua livre, prefeito de Unaí e os 4 funcionários do M. do Trabalho que ele mandou matar, foram para o ceu?Sr. Mânica era um destes escravisadores em suas fazendas em Minas. Os fiscais, foram fuzilados
por estar cumprindo seus deveres de resgatar estas pessoas
Que JUSTIÇA A ESSA!!!!
Nossa, até me senti mal agora depois dessa triste informação.
É como se o churrasco do fim de semana ficasse intalado.
De qualquer maneira, muito obrigado pela informação.
Abs,
Tiago
A noticia tá ai pra quem ler e refletir.
Atraves dela talvez mude alguma coisa, ou pelo menos tomamos conciência do que está acontecendo.
Não existe mais dignidade humana e respeito a vida, a ganancia sufocou tudo.
“-Pra que banheiro se tem um matinho bem ali, uma caminha com lençol , ah, tem uma tarimba com conlchão véio que dá pra dormir , água tem a do córrego que é boa, sempre bebi dela, tô vivo até hoje, luva, bota, avental, pra isso que serve o couro do peão ,e a sola do pé é igual a do sapato não precisa de bota não, o horário de começar a trabalhar é quando o sol nasce , parar só a hora que a última fornado tiver boa, esses negócio de horario pra isso ou pra aquilo aqui não vale, isso tudo é coisa pra fresco, coisinhas de mulherzinha, esses pés duro não se pode dar moleza, se não eles não trabalham, a gente tem que ser duro com eles.”
Esse é um comentário que ouvi um dia desses na casa de um vizinho, na qual ele estava sendo contratado para trabalhar em uma carvoaria aqui no Mato Grosso, ele era pra comandar o pessoal.
E se alguém reclamar manda embora, e não paga nada, já deu prejuizo com a bóia.”
Fiquei indignado com essas colocações de um patrão covarde sem escrúpulos que escravisa o ser trabalhador é uma peça substituível a qualquer tempo, e sem valor.
“Homens de pouca fé,” pra que se precisa de fé pra ser escravo, basta acreditar em ser escravo é bom, que vai ser salvo porque que está pagando as suas penitências.
Que vida é essa.