A pobreza muda de cara. A violência também
Após uma jovem ser baleada e um homem assassinado na rua Apinajés, em Perdizes, bairro de classe média alta de São Paulo, a polícia militar surgiu. As viaturas que, agora, olham qualquer movimento não vieram por geração espontânea, mas são decorrência da grita dos moradores – através da mídia – assustados com a percepção da violência às portas de casa. Em depoimento a jornalistas, o comandante do policiamento da região disse que já havia segurança, mas a presença das viaturas iria trazer a percepção de que tudo estava bem.
Na mesma época, uma mulher foi assaltada por um bando de motoqueiros no bairro do Campo Limpo, periferia da capital paulista. Derrubada ao chão, acabou espancada e teve seus pertences levados embora. Ficou internada no hospital. Os vizinhos dizem que este não foi o primeiro ataque de uma gangue como essa na região e, infelizmente, não será a última. Foi sorte que, dessa vez, a vítima sobreviveu.
Até aí, nada de novo. Sabemos que a presença do Estado na vida de uma comunidade é diretamente proporcional ao seu poder econômico e, consequentemente, sua capacidade de mobilização. Seria de se esperar, portanto, uma resposta rápida no primeiro caso, mesmo que cosmética e temporária, e um deixa-pra-lá-a-vida-é-assim-levanta-e-não-reclama no segundo. Cidadania de verdade só para quem é fino.
Contudo, a situação agora é um pouco diferente. O crescimento pela qual as classes C e D vêm passando aumentou a renda na periferia. Os mais pobres ganharam poder de compra, ou seja, estão adquirindo bens de consumo, carros, motos, roupas. Ao mesmo tempo, o policiamento se faz mais presente em áreas ricas do que em áreas pobres, espalhando determinados tipos de crimes para as bordas da capital.
Como o Estado deveria agir para garantir segurança a essas áreas? O mais óbvio seria se fazer presente através de policiamento. Mas isso é secundário frente ao desafio de se fazer realmente presente, através de instituições que efetivem a cidadania em toda a cidade (educação, saúde, lazer, enfim, aquilo que todo mundo quer e poucos têm).
Pobreza não gera violência, mas exclusão social e desigualdade crônica (daquelas que funcionam como um tabefe bem dado no meio do rosto), como a que temos nas nossas grandes cidades, sim. Violência essa que está atingindo aqueles que, até pouco tempo, não tinham muita coisa, mas que já se diferenciam daqueles que não têm nada. Significa que os que nada têm, aquela “horda de bárbaros” que insistimos em jogar para fora, está atacando? Não, significa que continuamos falhando como sociedade.
Um jovem que entra em um grupo criminoso pensa antes de fazer isso e toma a decisão por falta de opções. Mais do que uma escolha pelo crime, é uma escolha pelo emprego e pelo reconhecimento social. Um trabalho ilegal, violento e de extremo risco, mas em que o dinheiro entra de forma rápida. Dessa forma, pode ajudar a família, melhorar de vida, dar vazão às suas aspirações de consumo em país cada vez mais consumista – pois não são apenas os jovens de classe média alta que querem o tênis novo que saiu na TV. Ganhar respeito de um grupo, se impor contra a violência da polícia. E uma vez dentro desse sistema, terá que agir sob suas normas. Matando e morrendo, em uma batalha que para cada baixa, fica uma família, de um lado e de outro.
O que mostra que não adianta muito o Brasil crescer para uma parte e deixar uma outra do lado de fora. Está cada vez mais claro que ninguém conseguirá desfrutar de tranquilidade enquanto não houver igualdade de condições. Ou o país é de todos, ou não será de ninguém.


Na verdade a causa primária de toda forma de violência reside num pequeno monstrinho que todos temos dentro de nós, chamado INVEJA. Esse fato fica bem claro quando vemos que não é a probreza que causa a violência, e sim a desigualdade. Ou seja, eu não ligo de ser pobre se todos forem pobres. Mas se o meu vizinho está numa situação melhor que a minha, o monstrinho da inveja acorda dentro de mim. O ser humano é realmente uma merda…
Nao acho que o que gere violência seja inveja. Talvez um senso organico de igualidade, que todo ser humano possui. Principalmente quando a desigualdade não foi construída com o trabalho de quem tem mais, mas com o trabalho de quem tem menos, através da violência. O senso histórico do comentário acima é uma merda. A capacidade de se rebelar contra a tirania e a opressão no ser humano é divina
Típico comentário de pobre invejoso…
kkk, o Sr é um fanfarrão.
Mas invejosos ou não, torça para apenas baterem a sua carteira ou te darem um tiro, e não queimarem sua casa com a familia dentro ou estuprarem sua esposa, irmã e filhas, como fizeram e fazem os invejáveis, pacíficos e trabalhadores nobres e seus capatazes ao longo da história destas terras do “novo” mundo.
Querem realmente mexer nesta ferida? O homem acha que é diferente dos animais, mas no fundo é a mesma coisa. Só não deixam que ele use as mesmas ferramentas.
Na nossa sociedade, ter é ser. E todos querem ser. Faz parte de pertencer a um grupo, de ter seu lugar, status, poderes, influências na sociedade. Faz parte de conseguir um parceiro para acasalamento, de conseguir comida ( ou dinheiro, emprego, promoção, etc.).
Só que não não aceitamos o simples ‘tomar”.
Maldita a mídia que nos almaldiçoa a todos, com a “obrigação” de sermos felizes, bonitos e bem-sucedidos.
Acordem: uma grande parte de nós será sempre de desgraçados. Aliás, felicidade é um momento efêmero. Triste é viver pelo que os outros acham.
Pobreza é algo muito relativo. Posso ser pobre por morar na rua e não tem comida. Posso me sentir pobre por morar de aluguel e ter um carro popular. Posso me sentir pobre pois só vou para o Litoral Norte e não para o Caribe. Posso me sentir pobre porque uso rexona e não C.H. Posso me sentir pobre porque meu pai era sapateiro, mesmo eu andando de Jaguar.
Humanos foram feitos quando Deus estava em um dia muito ácido. Maldito seja o livre arbítrio.
Vc confundiu inveja com sentimento de injustiça. Trocou as bolas.
A questão não é ficar insatisfeito pq outra pessoa está numa situação melhor, mas a incompreensão de outra pessoa tem mais oportunidades que eu. É extremamente injusto alguns terem mais oportunidades do que outros, considerando que essa condição de diferença seletiva de acesso e oportunidades é produzida pela sociedade (nós mesmos) e não pela Natureza (o que a faria imutável).
Entendeu agora a diferença?
Troque para: “mate um político corrupto e salve uma nação”
O invejoso sempre acha que é um injustiçado…
Todo o problema estar na educação e esta não se resume em saber assinar o nome e ler algumas palavras. A educação está presente em todos os nossos atos. Temos que saber realmente o conceito de tal, ou, ao menos termos uma noção. a sociedade estar cada vez mais apática, passiva e individualista. Se não cobrarmos dos políticos( e só eles podem realmente fazer algo)pq damos o poder à eles para usar contra ou a nosso favor, nada mudará. Lembrando sempre que só há um poder, o “PODER POLÍTICO”. Somos regidos por normas, leis impostas… e isto vem de onde…? mas pelo jeito vai demorar muito, pois os políticos que temos aí, ou melhor, que elegemos… sem comentários… entaum digo aquela frase.. “quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais”… Agora dizer que o jovem pobre pensa antes de entrar no mundo do crime e que entra por falta de opção!!?? francamente hein??!!
Descupem…vc conhecem a lei de causa e efeito…?
isso é o que passa no nosso pais, como uma sociaedade que nega suas origens pode superar las diferencias existentes?
Todo Brasileiro quere ser extrangero , Italiano,Alemao,etc…
Ninguem quer ser descendente de esclavo.
Que a difenreça social cause o amento da violencia isso
é obvio.
Eu moro na europa e aqui é muito dificil haver um assacinato o roubo com morte …isso demostra que uma sociedade com mais igualde é menos violenta…
uma sociedade com mas educaçao o resultado é mais
bem estar… menos violecia.
parabens são de pessoas como voce que precisamos cada vez mais.
a sociedade é um reflexo daquilo que nos tornamos desde nosso estado primitivo…nunca havera igualdade de condições e oportunidades…nos nao queremos isso…na natureza tbm nunca exisitiu…senao provavelmente nossa evolução nao nos traria aqui.
“Um jovem que entra em um grupo criminoso pensa antes de fazer isso e toma a decisão por falta de opções.”
Seu raciocínio é por demais simplista. Então quer dizer que todo pobre fatalmente se tornará criminoso, e todo rico é um nobre e correto cidadão??
Achei o texto interessante, mas de fato, esta declaração matou a coisa toda:
“Um jovem que entra em um grupo criminoso pensa antes de fazer isso e toma a decisão por falta de opções.”
Todo jovem REALMENTE pensa tanto assim antes de optar pelo crime? Todo jovem REALMENTE o faz porque não há NENHUMA outra opção, ou muitas vezes porque é o caminho mais fácil, ainda que perigoso?
Dizer que é só falta de opção é afirmar que não existe individualidade, e que o ser humano é, exclusivamente, fruto do meio.
E o perigo de analisar desta forma é parar de levar em consideração as falhas de caráter individuais, e começar a passar a mão na cabeça de criminosos
o pobre não se torna criminoso ,por opção . o ploblema em si é a educação .
é claro que todo o pai ou mãe protegerá seu filho dos males que podem vir á acontecer , mas dependendo do [ deixa a vida me levar ] ás coisas acontecem ,
aí tudo se perde em seu rumo tanto na vida social como pessoal . vc ou eu não estamos obrigando á ele se tornar criminoso , depende da onde ele mora , como ele vive , que oportunidades ele pode ter em sua comunidade , etc .orientação e informação são fundamentais na vida de uma pessoa p/ se construir seu caráter e sua personalidade , depende de vc mesmo ver o seu caminho .
um jovem de 13 anos , já sabe distinguir o que é certo e o que é errado ,
se faz errado , faz consciente em seu ato só não se importa com as consequências .
Parabéns Sakamoto! Seria complexo expor o conjunto de práticas diferentes de violência sob uma mesma denominação, mas certamente a lógica perversa é uma constante já que a violencia deixou de ser um evento extraordinário, passando a um evento previsivel e cotidiano.
Nao acho que o que gere violência seja inveja. Talvez um senso organico de igualidade, que todo ser humano possui. Principalmente quando a desigualdade não foi construída com o trabalho de quem tem mais, mas com o trabalho de quem tem menos, através da violência. O senso histórico do comentário acima é uma merda. A capacidade de se rebelar contra a tirania e a opressão no ser humano é divina.
Gostei da matéria. recentemente, eu fui vítima de roubo a mão armada no bairro do Campo Belo próximo ao Aeroporto de Congonhas. Observo situação semelhante ao ocorrido em Perdizes. O policiamento demorou e fiquei paralisada diante do ocorrido. Nossos impostos servem prá que?
Caro Engajado Faz-Nada, sei que em seu planeta não existe nem miséria nem violência mas lamentavelmente aqui na Terra a violencia e miséria não é um privilegio de governo do PSDB não tá? Na França tem, na Itália tem. Até nos EUA, o grande “monstro” também sofre com isso viu?
Desculpe te revelar isso assim sem aviso prévio.
Tem no Pará também, Estado administrado pelo PT…
Gosto muito dos artigos do Leonardo.
Ele tem os pés no chão e é do lado dos pobres em suas análises.
O outro, o diferente, como o negro e os ciganos, em nosso país devem ter mais visibilidade e serem tratados em sua dignidade.
Obrigado pela sua reflexão.
Artifo muito fraco. O cara acha que todo criminoso só se tornou bandido por falta de opções, e ainda fala que o crime é uma maneira de ganhar dinheiro “para ajudar a família”. Esse tipo de criminoso é uma parcela tão pequena, mas tão pequena, que é irrisória. Se probreza fosse causa primordial de criminalidade e violência, todo pobre seria criminoso, o que é uma mentira, essa é apenas uma parcela ínfima da população pobre. E existe criminalidade também em outras faixas sociais, classe média, ricos, o que mostra que a pessoa não entra no crime por falta de opções, e sim porque ela opta por tentar ganhar dinheiro do jeito mais fácil mesmo. Sakamoto sempre mostra uma visão simplista e limitada das coisas, deveria se aprofundar mais nas questões rpa ão soltar uma dessas.
Falou pouco, mas falou bonito!
Perfeito seu comentário. É muito simples dizer que bandido é bandido porque é pobre. Isso tanto é verdade que existem marginais vindos de classes abastadas da sociedade.
Hoje, no Brasil, vivemos o tempo do “tudo pode”: pode roubar, porque será considerado “vítima da sociedade de consumo”; pode estuprar, porque será considerado como um “doente”; pode repetir de ano na escola pública, porque será aprovado do mesmo jeito; e por aí vai.
Não importa a classe social que a pessoa pertença. O que importa é o desejo da pessoa em transgredir a lei e se dar bem com o menor esforço possível; afinal de contas, no “gueto” dele, ele será tido por herói, e a polícia, mal paga, despreparada e sem mecanismos eficazes, será a bandida na história.
Isso precisa acabar. Bandido tem que ser tratado como bandido e receber a mão pesada da lei nas costas.
É ingênuo pensar que a atividade criminosa decorre somente de condições sociais e que, mudando isso, haverá redução da criminalidade. Ora, o crime se tornou uma atividade econômica como outra qualquer, haja vista que cada vez mais pessoas da chamada classe média (baixa e alta) estão cometendo delitos patrimoniais (furto, estelionato e, sobretudo, roubo, sequestros, latrocínio, etc.). Pode-se dizer que o crime, hoje, é resultado de uma detida reflexão entre o benefício que será auferido, o risco de ser preso, e a pena a ser aplicada. E como esses riscos são cada vez menores, pois a construção de presídios (em número suficiente para acomodar a grande massa de delinquentes que atormenta a população ordeira de nossas cidades) não dá voto, é mais facíl evitar a superpolução carcerária, que gera incômodo para os nossos políticos, com a criação de leis cada vez mais brandas, que diminuem o tempo de permanência dos delinquentes na prisão. E a população como fica? Ora, a população que se dane, até porque o “politicamente correto” hoje em dia é defender criminosos, “na busca de uma sociedade mais justa e solidária”.
Eu moro nos EUA , ja morei na Europa por muitos anos. Sempre digo, que a vida para as classes media/media alta eh bem mais facil no Brasil. A qualidade de vida eh bem melhor, porem acho impossivel conviver com a violencia. Quando tive meu primeiro filho, passei um bom tempo no Brasil, e tinha medo de sair com o meu bebe. E eu estava no Brasil, quando ocorreu aquele caso do menino que foi arrastado no Rio e morreu. Tive uma especie de ataque de panico e quis ir embora para nunca mais voltar.Mais voltei…rsrsrs…Adoro o Brasil!
Eu entendo que a violencia no Brasil, eh sim, diretamente ligada a pobreza. Pelo menos eu acredito que tenha comecado assim. E hoje, existem outras causas sociais. Na minha opiniao, eh um ciclo vicioso , dificil de se resolver. Os jovens das favelas e periferias do Brasil, nao tem realmente opcoes. Talvez a pobreza, ja nao seja nem tanta, acho que as classes baixas estao sim ‘melhorando de vida’. Sera que se criou , dentro dessa juventude a “cultura da violencia”?Sera que a cultura da violencia e parte integrante da sociedade brasileira?Mesmo nas classes altas, se ve o fenomeno dos chamados “pit boys”.O trafico de drogas eh um determinante?A criacao de escolas publicas de qualidade, resolveria o problema?Um policia mais bem equipada, e preparada ajudaria?A policia americana eh realmente muito boa(isso tenho que reconhecer)
Na minha cidade nos EUA, existe muita violencia, (para os padroes americanos), mas nao chega aos pes do Brasil. Aqui tb tem pobreza , nas comunidades afro-americanas e latinas. Na Gra- Bretanha aonde morei tb tem pobreza, muita gente vive de esmolas governamentais naqueles predios do publicos, mas sao mais conformados com a situacao.
O que quero dizer eh, se no Brasil nas grandes cidades, nao temos mais(ou quase nao temos) a pobreza extrema, porque a violencia so cresce?Como resolver essa situacao?
é escolha pura e simples.
se não a maioria seria bandida!
e aqueles playboys da zona sul que traficam? olha que eles tiveram opções, hein!
Mas o problema eh que um grande percentual eh bandida..o que fazer?
Interessante o que o Antonio Oliveira disse. De certa forma eu concordo, parece que no Brasil agora , se perdeu um pouco o senso do correto. Uma especie de “vale tudo por dinheiro”. Mesmo para os jovens das classes mais abastadas. Sera uma crise de valores?
Talvez o “vale tudo por dinheiro” tenha chegado ao Brasil desde os tempos em que este ainda era uma simples colônia portuguesa. Parece uma espécie de vírus que durantes séculos vem contaminando um número cada vez maior de pessoas, independentemente de sua classe social ou poder econômico, é como se NÃO “fazer tudo por dinheiro” fosse um atestado de estupidez. Infelizmente, ser uma pessoa idônea, de bom caráter é como ser um “tolinho” no meio dos grandes espertalhões que a todo custo buscam mais e mais dinheiro e poder, independente da motivação ou real necessidade.
Desigualdade + Sociedade de consumo = Crise de valores. Simplista sim essa construção, porém é base essencial para começarmos a entender certas dinâmicas de nossa sociedade. Numa sociedade em que a imagem, o parecer e o ter são determinantes para o seu reconhecimento como indivíduo, a gritante desigualdade existente no Brasil serve como combustível para a ampliação da violência. Nenhum individuo é a-histórico, sendo assim somente nos apercebendo de como se dão nossas relações sociais entenderemos essa crise de valor. A violência é fruto das dinâmicas de exclusão sim! Ser humano é reativo de sua realidade, numa sociedade que despreza quem não consome, que se enoja da pobreza, sem combate-la, o que esperar de uma massa deixada à margem? Não se trata de determinismo, longe disso, porém ninguém vive no etéreo as realidades e oportunidades influem no “destino” dos sujeitos.
Ilusão sim é achar que existem Self-made men que transcendem suas realidades unica e exclusivamente por esforço próprio. (sem capital não há ascensão).
Gostaria que aprovassem uma lei para proibir caronas em motos. Com a facilidade de se adquirir motos, os bandidos as estão usando para praticar crimes com a ajuda dos caronas.Também concordo que com o aumento do policiamento nas ruas, há a inibição de crimes.Chibatadas nesses vagabundos seria muito bom também.
… o problema agora são as motos …. para né!!!!!
Ah como seria simples… Queimem as motos e livrem-se dos criminosos!
Sou da periferia, nasci e me criei lá, assim como eu, tinha mais um punhado de jovens com as mesmas oportunidades, cresci, estudei e me desenvolvi com as mesmas condições deste punhado, a diferença é que a maioria deles (pelo menos 80%), estão mortos hoje, alguns pela polícia, outros por bandidos, e dos 20% restante mais da da metade está presa, o que sobra conseguiu “sobreviver”, ora por ajuda de alguma igreja evangélica, ora por ajuda da família (esse foi meu caso). Ao longo do tempo pude perceber que o que leva uma pessoa ao mundo do crime é uma série de fatores, que podem acontecer isoladamente ou não (falta de estrutura familiar, influência, desvio de conduta), ou seja, podemos ter uma série de fatores combinados, ou simplesmente a presença de um só, falar em falta de oprtunidades não leva em consideração aqueles delinquentes que são oriundos da classe média, considerando apenas os crimes “usuais” (latrocínio, homicídio, seuqestro, etc.), sem levar em consideração crimes cometidos pelos chamados “letrados” que podem ser políticos, empresários, juízes, advogados, jornalistas, etc.. O fato é que, da série de fatores que leva uma pessoa jovem ao mundo do crime o principal está relacionado às características de uma sociopata, este é um nome bacana pra dizer que ele é do tipo de pessoa que quer ter alguma coisa mas não se importa com o que ele tem que fazer para conseguir seu objetivo, e deste tipo não é somente o mundo do crime que está cheio não é mesmo!!!!
muito boa sua explicacao, concordo muitissimo com a definicao de sociopata. Eles estao no mundo todo ..eh como…
mas, como resolver o problema?
o problema da criminalidade comum. pq o sociopata deve ir ao psiquiatra.
Texto bonzinho…mas superficial.
“Um jovem que entra em um grupo criminoso pensa
antes de fazer isso e toma a decisão por falta de opções”.
“Dessa forma, pode ajudar a família, melhorar de vida,
dar vazão às suas aspirações de consumo…”
Sinceramente não concordo.Assim seríamos simplistas demais.
O melhor do seu texto
é a consequencia que ele cria.
Como já foi dito, texto simplista de pouca profundidade, mais um a “acoitadar” os criminosos.
“Você faz as suas escolhas e suas ecolhas fazem você” não sei quem é o altor, porem acho muito verdadeiro, por isto acho pura falta de carater das pessoas que partem para a bandidagem, pois não fosse assim não teria honestos nas favelas.
assim tb eh simplista. existem pessoas que sao naturalmente mais fortes e saem de situacoes dificeis com mais facilidade. A maioria nao. eu acho que a falta de oportunidade eh sim, uma das causas na maioria dos casos.
Alguma solucao tem que existir. e talvez seja sim, a criacao de oportunidades, aliada a uma politica de repressao mais eficiente.
Às vezes antes mesmo de estarem com o caráter formado muitas crianças e jovens são aliciados por criminosos (criminosos que às vezes pertencem ao próprio núcleo familiar). Nem sempre são feitas escolhas, ou mesmo escolhas conscientes.
A solução é simples, voltar armar a população , dois tiros é legítima defesa , aumenta para 7 ou 10 tiros, cada pessoa armada e principalmente treinada pra atirar. O ladrão irá pensar duas vezes em abordar alguém armado. Vaipreferir roubar banco , e meter a mão no bolso do verdadeiro ladrão nacional , o banqueiro. Vai acontecer o caos… Velho oeste americano em alguns lugares, mas depois de morrrer um monte… As coisas se normalizam. Sinto falta dos antigos justiceiros , pessoas que não se inconformavam com tanta impunidade e resolvia com as próprias mãoos fazer limpeza. O serviço sujo que os defensores dos “direitos dos manos ” naõ permitem. Quanto as oportunidades , o FHC aboliu o trabalho com carteira assinada na adolescência, para evitar as aposentadorias de pessoas jovens. Pra aliviar seu orçamento nebuloso, logo piorou mais o desemprego e a criminalidade. Eu trabalhei na adolescencia , desde meus 11 anos trabalho. Era incentivado no trabalo a me preparar e estudar mais para galgar degraus no plano de carreira. Aprendi que conquistas são frutos de trabalo e dedicação com ética , valores! Valores que políticos destroem. Agradeço ao meu pai que , me ensinou ser um homem. A lutar para conquistar ,e não tomar o que é alhieio , a não pensar no jeio mais fácil, sempre no caminho do menor esforço. Acontece que , como todo brasileiro, a vagabundagem sempre quer dar o jeitinho e sempre caminha pelo caminho mais fácil , e que se dane os meios , se mate ou se roube , tá fácil , estudar e trabalhar pra que? Se o mané já fez isso por mim. Esse tipo de gente , é gente sem cura, mentalidade preguiçosa não merece viver. Mas essa raça vota… E se vota tem valor.
Mais um texto simplista e mentiroso que só impressiona aos dementes que tem a consciência pesada. Pq será que o autor não fala que o Campo Limpo foi construído em cima de grilagem e de regularização de imóveis fora da lei ? Que os próprios periféricos vivem de alugar a preços altíssimos as casas de fundo e de baixo ? Que os jovens entram pro crime pra comprar droga, viajar pra praia e impressionar a mulherada da área ?
O arautos da miséria alheia vivem de apontar as mazelas e indicar culpados, mas sempre com meias-verdades ou mentiras completas.
O centro virou uma grande terra de zumbis que defecam nas ruas e alternam as horas entre a droga e a preguiça, pq tem uma horda de gente mal intencionada a criticar qualquer ação do “estado”. Os moradores e comerciantes que realmente trazem benefícios a cidade, são privados das praças públicas, tem que pisar na merda e conviver com o cheiro de urina porque uma gama cada vez maior de vadios toma conta de tudo sem que se garanta o direito de quem paga altos impostos. Que acabam nos bolsos dos pilantras que dirigem ongs que vivem da miséria alheia…
Extremamente sensata a colocação do Luis, esquecem que , a periferia é habitada principalmetne de gente que quis ser mais “esperta” . Morar perto do centro , pagando pouco. Ter casa própria , ás custas de isenção de iptu. Moro no ABC paulista e vejo que esse mal da capital já chegou aqui também. Isso não é um povo , é um câncer que se alestra , e vai deixar a grande SP em estádo de metástase.
Bem nazista esse comentário, hein? Parece que simplistas são vocês, não acham?
Meus caros, façam um favor a sociedade, estudem a história de vosso pais, vejam como se montou a arquitetura da exclusão neste pais desde o fim da colonização…
Depois disso ficará mais inteligível o absurdo de alegações como estas que colocam o problema da miséria como algo simplesmente restrito ao individuo.
Amigos e historia não é só fato não viu!!! É senso critico frente a eles!!!
DOUTOR LEONARDO O SENHOR FORÇOU AO AFIRMAR QUE O POBRE DESCAMBA PARA A VIOLÊNCIA POR FALTA DE OPÇÃO. O CRIMINOSO HOJE NÃO É SO O DE PELE NEGRA NAO É SO “POBRE” E NEM PERTENCE SOMENTE AS CLASSES INFERIORES. A REALIDAE É OUTRA. TALVEZ SUAS IDEIA SERVISSEM PARA EXPLICAR A VIOLÊNCIA NA DÉCADA DE 80 MAS EM PLENO SÉCULO XXI NÃO DA.
Nosso país é um dos mais desiguais do mundo, disso todo mundo sabe, mas querer atribuir a pobreza à violência é uma premissa falsa, pois se fosse assim, todo pobre seria bandido e como no nosso país o número de pessoas que ganham um salário mínimo é imenso, o número de bandidos também deveria ser.
Um jovem que parte para o crime é acima de tudo egoísta, assim como aqueles que se beneficiam da desigualdade social e que desejam a sua perpetuação, pois ele não se importa de tirar a vida de pais de família, causando transtornos financeiros irremediaveis a esta ou de tirar a vida de filhos, causando o sofrimento de seus pais o qual gera consequências danosas á família, para conseguir dinheiro para a sua “melhoria” de vida. É preciso entender que existem outras formas muito mais eficazes e duradouras de se exigir justiça social. Uma delas é o voto, que o povo mal sabe utilizar( o Estado de São Paulo que o diga e antes qua alguém pense, não sou petista), o outro são as passeatas, atos de protesto, afim de pressionar, colocar literalmente contra a parede os nossos queridos políticos do nosso país que privatizaram o Estado, fazendo- o funciona apenas para eles, para aqueles que contribuem financeiramente com a campanha dos seus respectivos partidos políticos e para as classes de maior poder aquisitivo da nação. Injustiça social não se combate com Injustiça e sim com atuação política e social.
Sinceramente, já fui socialista na juventude, defensor dos direitos humanos por muito tempo, mas cada dia que passa estou mais pessimista. Vejo um país de bandidos, por todos os lados, em todos os bairros. Desculpe, mas ando cada dia mais pragmático e seduzido a pensar que um pedaço ed concreto nos pés e serem jogados no mar seria o mais prudente a fazer. Cadeia pra que? Elimine o problema e faça valer a lei para quem tem direito a ela… todos? animais tem que ser tratados como animais… desculpe.
Então que se alimente outros animais, pra que sujar o mar , já tão poluído?
Nazista detected!
É simples chamar o comentarista de “nazista”. Agora, o nossa amigo César, que deve ter uma brilhante idéia para solucionar o problema, deveria albergar todos os bandidos em sua casa, e cuidar deles direitinho.
É nazista, é fascista aquele que acha que a solução é exterminar os indesejáveis, ao invés de exterminar as causas.
Em nenhum momento eu escrevo que tenho a solução, cara pálida. E em nenhum momento eu escrevo que a solução é ser paternalista, cara pálida.
O berço tem haver com a violência, seja ela branda ou o genocídio que presenciamos todos os dia.
O nosso berço é o Brasil, onde a safadeza e a sem vergonhice é lei. Este país se banalizou, vulgarizou-se.
Não é só o estado que é falho, não é somente a polícia que é falha, somos nós em princípio que somos falhos.
Somos omissos, ninguém existe para ser mais um Sakamoto, existimos para retrucar o que o outro escreve, tudo isso produz muito resultado para dar uma solução.
Na asia tem muitos paises pobres, e lá a miséria não quer dizer violência. Quer uma prova ? Escolha um daqueles paises e vá lá andar a pé de noite com uma câmera no pescoço. Não vai acontecer nada ! Igualzinho aquí.
Falou tudo , o mal do Brasil e principalmente de SP é a falta de berço.
as vezes da vontade de pensar assim.. eu acho que realmente quem cresceu na rua cheirando cola nos anos 80, se sobreviveu, hoje eh um ser sem solucao. mas uma crianca de quatro anos ainda tem solucao. e eh ai que os esforcos devem ser concentrados
ok, até 4 anos = recuperação. fora isso, comida para animais.
Aonde ele fala que pobreza gera violência? Ele diz que desigualdade gera violência. Ô gente burra que não entende.
Tipificar e objetivar a forma simplista e devastadora da sua sintaxe, nos remete ao perigo da formação acadêmica, triste e medonho seu raciocinio; caro, busque o conhecimento mais abrangente, para poder textualizar com mais veracidade.
PS:Meus sentimentos.
Estou me tornando leitora e gostado bastante de seus textos. Descomplicados, claros, agradáveis.
Sobre a comparação entre pessoas e fauna, ninguém melhor do que Saramago já observou que “o homem inventou a crueldade, que inexiste nos animais”. Declaração feita no programa do Jô, tempos atrás.
O brasil precisa dar continuidade a politicas de inclusao social, que implantou nesses ultimos anos. A eleite branca brasileira precisa entender- como entenderam os brancos do “apartheide” na africa do sul, que somente com uma sociedade justa e com inclusao social é que teremos uma vida menos violenta. Para isso, uns devem diminuir o uisque, para que outros tenha acesso ao leite nosso de cada dia
Cidadão , a reportagem fala de uma realidade da capital paulista, onde não existe o bolsa-vagabundagem petista , aqui a maioria do povo prefere trabalhar do que viver de esmola. Inclusão social daqui é trabalhar e vencer, querer é poder, correr atrás , aqui se vive assim , por isso o lema em latim é Conduzo , não sou conduzido. É o lema de vida que os verdadeiros cidadãos de bem , que sustentam essa política de vagabudagem. Queria ver de onde iriam bancar tanto bolsa-familia se a grande SP nãomandasse um tostão de imposto para Brasília.
O cara continua com a visão de milimetros à frente.Doutor em quê mesmo camarada? Volte pros bancos da escola que não aprendeste nada…
Não duvido que o jovem pense antes de formar ou “entrar em grupo criminoso”. Porém, duvido que ele “decida por falta de opção”. Se não houvesse opção não haveria o que pensar. Ele simplesmente pensa o imediato e opta pelo mal menor: de prazer correspondente ao desafio do perigo, à sensação de poder, como bem mais presente.
Por isso, concluir pela ausência do Estado é insuficiente para explicar a “cara da violência” dos “filhinhos do papai” assaltando carros e condomínios de luxo. Pois, confundir-se-ia ausência do Estado com falta de policiamento. Mas o tal “desvio de caráter” também não explica, porque o papel da educação é orientar para a coletividade o caráter individual. Então, qual o projeto de Brasil para agregar o potencial jovem, através da Educação? E qual o modelo familiar na orientação da criança para a boa convivência? A nova cara da pobreza também precisa ser modelada com boa educação. O Estado precisa manter os jovens ocupados com a mente em projetos de futuro. Pois, desocupados, eles só pensam no imediato.
Tá, criminoso agora não tem opção e é coitadinho. Os casas mutiram famílias, matam, estupram, tudo isso por falta de opção. Aqui vai uma opção, então: paredão e bala neles…
Aqui outro nazista!
Gosta de cuidar de marginal ? leva então o estrupador pra casa, e cuide dele… O cara não é nazist a, só não aguenta mais tanta palhaçada.
Como já sisse antes:
É nazista, é fascista aquele que acha que a solução é exterminar os indesejáveis, ao invés de exterminar as causas.
Em nenhum momento eu escrevo que tenho a solução, cara pálida. E em nenhum momento eu escrevo que a solução é ser paternalista, cara pálida.
Estrutura familiar, direitos à boa educaçao, saude publica assegurada, boa alimentaçao, menos roubo, respeito pelos outros, mais cidadania, etc…
<Participaçao social, dialogo com representantes (governo, midia,etc) , direitos cumpridos, ai parece que a coisa caminha… sem isso, ou tudo isso, e algo mais, ao meu ver so duvidas e tensoes.
A questão não é pobreza, desigualdade ou exclusão social. A questão é caráter, índole. Ser pobre ou excluído não é justificativa para o crime, ainda q mtos, como o texto do Sakamoto fala, apelem para essa explicação como motivação para participar do mundo do tráfico e da ilegalidade. No entanto, muitos desses jovens q vivem nessas regiões, e q não participam desse mundo consumista e glamuroso q vemos na TV não embarcam nessa onda. Pq? Pq, d alguma forma, msm com educação deficiente e estrutura familiar precária, possuem caráter, sabem qual o tipo d conduta social devem adotar. Falo com conhecimento d causa, trabalhei mais d cinco anos na região + pobre e violenta d São Paulo (Grajaú), onde a presença do poder público é quase nula, mas não significa q cem por cento d quem vive lá é bandido.
Por outro lado, é indiscutível q educação, saúde, saneamento básico e os serviços básicos q o governo precisa prestar para a população são indispensáveis para a promoção da inclusão social e, por consequência, d uma melhor igualdade entre as pessoas. No entanto, ainda existirão bandidos, ainda existirão criminosos. Pq a ganância exagerada, disseminada mtas vezes pelo próprio consumismo propagado pelos meios d comunicação, continuará existindo. Uma visita a qq favela da cidade vai comprovar q mtos dos barracos contam com TVs (no plural msm), inclusive aquelas d plasma e d telas grandes, + caras. E, ao msm tpo, nesses msms barracos, mtas famílias não têm nem msm o q comer.
Finalmente, há a questão da impunidade. Com uma lei + firme, e fiscalização + rígida e eficaz (policiamento d verdade, ostensivo, mas não violento), mtos desses msms jovens q “optam” pelo caminho do crime como meio d vida não o fariam, pois saberiam das consequências caso descobertos e devidamente punidos. Afinal, como mto se fala em filmes e desenhos animados, sempre existe uma opção. Pq nós podemos trabalhar oito horas por dia, ou até +, cinco ou seis vezes por semana, e ganhar um salário q mtas vezes não condiz com o serviço realizado, msm após anos d estudo e investimento em formação pessoal, e um jovem d periferia não pode fazer o msm?
Enfim, como sempre, a culpa não é só d um. Não é só do governo, não é só da sociedade (leia-se classe média). Todos, numa democracia, são responsáveis pelas mazelas do sistema, inclusive as supostas vítimas, q o são até certo ponto. É mto fácil escolher o caminho do enriquecimento fácil e ilícito tendo como desculpa a exclusão social e a falta d oportunidades. Afinal, ninguém tem culpa d nascer rico ou pobre, e tentar reduzir essa distância por vias ilegais é tão errado qto a prática dos nossos políticos em Brasília.
Vale sempre comparar: na ìndia, com 1 bilhão de habitantes e uns 90% de pobres não se registra o mesmo nível de violencia que convivemos no Brasil. Isso é algo para se pensar.
Acho que a questão,maior não é a inveja do outro e sim o oportunidade de ter condições de se ter uma vida digna, já que somos brasileiros trabalhadores, e por isso merecemos ter uma vida digna, ver nos pais envelhecerem com dignidade pela sociedade e pelo setor previdênciário, ver nossos filhos irem para escola e vir com uma desenho de uma fazenda com patinhos, crescerem casarem e ter condições de cursar uma faculdade decente, enfim……. Gente o que nós brasileiros pedimos e respeito, dignidade e segurança pra gente poder ir atrás do nosso pão de cada dia.
Até quando a gente vai ser rotulado de pais da violência, do desmatamento e da robaleira.
Aproveitem esse ano politico pra mudar esse jogo, só na época de eleições que a gente tem o poder nas mãos, de virar a situação a favor do nosso´país, gente chega de individualismo, fa gente querer só pta gente, vamos dedicar um tempo pra ser voluntário, ajudar a quem tem menos que a gente, pra tentar acabar com essa falta de oportunidades, é as crianças o nosso maior patrimônio, pensamos na cracolândia, nas favelas, nas crianças no farol, e tantos outros exemplos.
O Brasil quer respeito e dignidade e segurança. Pensem nisso na hora de votar, tem a ver com a politica sim!, se a gente prestar atenção nessa gente que só coloca dinheiro na cueca, que fica viajando de jatinho, por cima das balas perdidas e da pobreza, nada contra o PT e nem a favor , temos um presidente patético e inesperiente, brincando de Deus.
caro Sakamoto,
sou um leitor frequente de seu blog. sempre encontro aqui boas reflexões e provocações intrigantes que suscitam longos debates com os leitores. me interessa acompanhar isso. Porém, este texto especificamente me deixou incomodado. Creio que sua leitura esteja equivocada quando identifica que alguns tipos de crime agora atingem tbm as classes C e D. Desde quando esses crimes não aconteciam nas áreas pobres da cidade? Que indicadores vc está utilizando para afirmar isso? Que a renda das classes C e D cresceu, todos sabemos. Há indicadores. Mas com base em quê vc faz a afimação quanto ao tipo de crime? Pessoalmente, creio que esses crimes sempre estiveram nas bordas (para ursar um termo que vc sugere). talvez agora, com a notícia do espancamento da senhora, você tenha percebido isso. Mas creio que não seja novidade para quem faz parte deste “segmento social”. Seja pela ausência do estado, pela desigualdade ou pela violência. Asslatos, roubos, latrocínios não são novidade para os “pobres”. Por fim, outro aspecto que me incomoda é essa leitura que associa violência à exclusão social ou a pobreza. A violência não é mérito dos probres nem dos jovens que se abalam com o apelo consumista de nossa sociedade. Não podemos aceitar este argumento que me parece facista ou ingênuo. O problema da criminalidade é social, sim. Mas essa relação é muito mais complexas do que o seu texto parece indicar. Fique atento para não ser leviano na sua análise. Cuidado pois a simplicidade interpretativa do militante que quase sempre é o seu maior trunfo para arrebatar seguidores, é tbm a sua maior vulnerabilidade para ajudar a mudar a realidade.
OK concordo que algumas soluções drásticas seriam até certo ponto eficazes, mas o único probleminha que veja é na implementação das mesmas, gostaria de perguntar aos senhores favoráveis ao paredão, bala neles, joga-no-mar, alimente os bichos e etc. se eles confiariam na nossa atual polícia, e no nosso atual judiciário para a execução de tais planos de limpeza????? E ai confiam ou não???? Claro que confiam né!!!!!. Desculpem mas quem sofreria as maiores baixas seriam pretos e pobres. A violência mudaria de cara outra vez, só isso.
Agora sim, eis a questão, será que algum rico, político ou celebridade iria para o paredão? Para quem seria a pena de morte? Só para quem não pode pagar pela sua impunidade?
A Índia tem uma população de 1 bilhão e 200 milhões de habitantes, tem um contigente de excluídos muito maior do que o do Brasil e não tem a violência que temos aqui. Não será a impunidade e os maus exemplos das autoridades maiores do país que estimulam o crime? O ser humano é movido a estímulos. Uma nação com um ordenamento jurídico que estimula o vício e inibe a virtude não pode sonhar com a paz! Onde a justiça não funciona, onde não existe meritocracia, não se pode esperar nada de bom, nada de positivo. Fôssemos nós policiais, por que arriscaríamos nossas vidas para desvendar crimes, prender criminosos se esses voltam às ruas em pouquíssimo tempo? E retornando às ruas os bandidos tornam-se ameaça a quem os prendeu!!!
Vejo muitos comentários reacionários (pior que dá vontade ser reacionário mesmo). Falta de oportunidades? Não diria isso. Eu, que tenho mais de 40, cresci e vivi na periferia “braba”, “pobre” (entre aspas mesmo), e nunca, mas nunca mesmo passou pela minha cabeça partir para a marginalidade para ter “retorno” financeiro rápido. Sempre fui atrás dos meus objetivos (creio que nobres) desde adolescente e progredí muito (considerando minhas origens). É certo que comecei trabalhar cedo, e vejam, tenho plena convicção disso: o trabalho digno, desde cedo, só faz bem para o jovem, para a família e para a sociedade. E tem mais, não larguei a escola por causa disso, não deixei de jogar meu “futebolzinho”. Nunca esperei as coisas “boas” cairem do céu, contudo,tive paciência e perseverância. Sou afro-brasileiro, constiuí família, trabalho numa multinacional, falo inglês e estou terminando um MBA. Não tive ajuda de governo, nem de ONG, fui atrás, era incoformado mas de forma positiva (claro que meu pai teve influência, exigindo, porém, sem ter como ajudar financeiramente). Portanto, reitero que é o carácter, a índole que define a conduta da pessoa. Por outro lado, considero que a corrupção, a má gestão, a má-fé, a ganância dos nossos políticos e elites (sem simplismo), são as principais causas dessa barbárie de violência e miséria que vivemos nesse páis. É só ver que trabalhamos 5 mesmes por ano para pagar impostos, alguém aí pode me falar de algum retorno digno à população dessa outra barbárie? A chave está aí…Eu gostaria muito de colocar minhas filhas na escola pública de boa qualidade, bem conservada, ficaria muito feliz, pois os impostos que pago/pagamos estariam bem empregados e ainda economizaria para as outras coisas da família, como lazer, previdência, etc. Tenho muito receio de um dia isso “explodir” e talvez não demore muito.
Parabéns, Luis Carlos. Seus comentários, sim, são prudentes e claros.
Chega de passar a mão na cabeça de bandido. Nem todo pobre é bandido. Bandido o é por pura opção pessoal. Basta ver o comentário acima: o comentarista, mesmo vindo de uma condição não muito boa, procurou cuidar de sua vida e buscar o crescimento pessoal (e, certamente, de todos que estavam a sua volta) de uma maneira digna, às custas de muito suor e trabalho.
É desse tipo de exemplo que esse país precisa!
Tenho uma pequena chácara. Plantei árvores onde existia apenas o capim braquiarão. Tacaram fogo na braquia e queimou as minhas árvores . Não desisti. Comprei mais árvores de lei , mudas de ipê branco, amarelo, verde (já viu ipê verde é muito bonito), aroeira, jacarandá, pau mulato …. ! Então entraram num unico momento de vacilo meu e assaltaram minha casa . Eu mesmo construi, eu mesmo plantei, com as minhas mãos. Sou um tipo de arquiteto e ecologista que põe a mão no barro. Depois de incendiar e me roubar resolvi vender a chácara . Está a venda . O que fazer com estes meliantes que queimaram minhas árvores e assaltaram minha chácara ? Coloca-los num grande navio petroleiro, adaptado como presidio e mandar o petroleiro pro meio do mar. Eh assim que eu penso que os ladrões de pequenos furtos e grandes furtos deveriam ficar. No meio do mar . Aih vão me dizer . Não funciona ! Funciona sim ! Hoje nós temos tecnologia , não estamos nos tempos antigos de armas do tipo mosquetão ! Põe todo ladrão no navio petroleiro e mande pro mar ! Coloque vigias e pronto . Não voltam mais . Fiquem por lá ! Aih vamos ter paz !
“Um jovem que entra em um grupo criminoso pensa antes de fazer isso e toma a decisão por falta de opções.”……….”Dessa forma, pode ajudar a família, melhorar de vida, dar vazão às suas aspirações de consumo em país cada vez mais consumista – pois não são apenas os jovens de classe média alta que querem o tênis novo que saiu na TV.” Por essa razão que todos os jovens entram para o crime, eles pensam muito e optam e por essa outra razão o consumismo, “fruto de uma sociedade capitalista” o consumismo também entram para o crime. Senhor Sakamoto eu uma vez já disse e volto a repetir, quando não tem o que escrever, faça o seguinte, deite e medite, assim evita a escrever bobagens.
Sakamoto, gosto dos seus textos, mas esse venho a discordar no mesmo ponto que todos.
Violência não é uma opçào, e sim uma escolha.
A culpa não é só do Estado. O brasileiro gosta de viver com o jeitinho brasileiro de “dar um jeitinho” em tudo. Quem aqui sempre agiu 100% corretamente em todas as ocasiões?? Nunca deixou de dar uma “mudadinha”na declaração do imposto, nunca “aproveitou” que alguém errou o anúncio do preço ou o troco???
E dessa maneira, todos vão conseguindo sobreviver na sociedae que é o Brasil, por isso não há muita força por parte da massa de promover uma mudança, para endireitar a política e rever os preincípios de se viver em uma sociedade mais justa… Não dá só pra reclamar da situação em que todos se encontram….
E vamos vivendo…com o nosso jeitinho.
Gosto de acompanhar as discussões que surgem de seus textos. Sinal de que as pessoas participam das mesmas idéias que, embora com enfoques diferentes desejam a mesma coisa: não violência, melhores condições de vida em todos os sentidos, dignidade e paz.
Sabemos que estamos diante de um enorme problema social do qual todos participam:como bandidos ou vítimas. E a coisa chegou a esse ponto porque falta-nos a base de tudo: a educação. A educação no sentido amplo, total: o lar, escola, respeito mútuo, amizades saudáveis e programas sociais válidos. Primeiro deve-se ter em mente que o indivíduo deve crescer, evoluir em todos os sentidos e dar a ele esta condição.
Brasileiro, povo esperto, querendo vantagem em tudo…..pagar net, pra quê? Faz o “gato”……..Esperar o semaforo abrir, pra quê? passa no vermelho !! Valorizar o próximo, pra quê? enrolar, traição, humilhação, desvalorização……São Paulo e talvez o Brasil esteja passando por uma falta de valorização do ser humano, de caráter, de personalidade, de eduação….oq é bom é pra sí e oq sobra é do outro…..os fatores para uma vida mais violenta estão mais claros nas familias mais pobres…mas mesmo assim a bandidagem cresce, seja no ambiente pobre ou no rico……só muda a forma de roubar. Um político consegue roubar facilmente e não é pobre (falta de caráter?) quem nao tem oq fazer, fica um dia na Defensoria Pública de São Paulo e vejam alguns casos…a coisa tá feia, amigos…..quem faz o certo é ultrapassado e desvalorizado pela propria sociedade….o ritmo do “desrespeito” é graande…influencia, falta de conceito, de personalidade….enfim…..
Parabens,
Belo texto,
principalmente porque reconhece que o crescimento economico também gera violência. Acho que deveríamos estagnar a economia novamente, para nos recompor.
Por isso vou votar no Serra.
Não que o artigo seja ruim, mas sim lugar comum. A discussão sobre inclusão social apesar de todo o contexto político e econômico que têm sim certa relevância se depara com um fator, que na minha humilde opinião, é o mais relevante de todos. O fator ” seres humanos”. Somos seres complexos que agem, vivem e pensam sem regras e sem explicações relacionadas somente a causa e consequência. Não foi a sociedade vil e cruel, não foi o capitalismo desenfreado, não foi a corrupcão e nunca deixará de ser nenhum destes fatores. Somos e seremos sempre nós mesmos, com a incapacidade de aceitar nossa natureza imperfeita.
Mas para tentar enriquecer um pouco:
Moro em curitiba, cidade qeu sofre muito com a violência atualmente. Eu e alguns vizinhos resolvemos sair da dependência do estado (polícia civil e militar) e contratar uma empresa de segurança para nos proteger. Para manter 4 vigias (em três turnos) no quarteirão de nossas residências, gastariamos cerca de 500 reais por mes cada um. Desistimos depois de chegar a esse valor.
Mas, se nós não podemos pagar por essa proteção, pq esperar que o estado pague? Sim, pq mesmo com policiais concursados, o valor não seria diferente. E de onde viria o custeio desta segurança? De nossos impostos? Mas nós já pagamos tanto! Logo, a conta não fecha.
O que quero dizer é que simplesmente desejar que o governo contrate um milhão de policiais, que coloque todos os bandidos em cadeias e que garanta boas escolas e hospitais é um clamor ignorante. Não há como promover essa mudança pagando o que pagamos de imposto!!!
Com um significativo aumento da carga tributária isso seria possível, mas tenho certeza que ninguem quer pagar por isso!
Fico chateado quando as pessoas fazem crÍticas mas não propõe soluções para aquilo que foi criticado. Por isso, a minha sugestão para o problema da violência no Brasil é uma reforma na legislação brasileira.
O bandido marginal é muito protegido no Brasil, é preciso punir realmente essa corja. Por isso sou favorável a trabalhos forçados e pena de morte.
GENTE, PRECISAMOS REAGIR, ESTAMOS NO MEIO DE UMA GUERRA.
Trabalhos forçados e pena de morte para quem? Para os criminosos indistintamente ou para aqueles que não podem pagar o preço da sua grata impunidade?
Para o morador de Curitiba: Na colombia de 1945 havia a guerrilha e um estado fraco, conclusão: os endinheirados passaram a pagar milicias e paramilitares para manter a segurança em um estado falido. Hoje a Colombia é dividida em partes controladas pelo estado, partes controladas pela guerrilha e partes controladas por paramilitares… que país é esse que tem tres governos? tirando o RJ e o PCC em São Paulo, estamos perto ou longe de virarmos uma Colombia?
Imagine que o Brasil é a Matrix, começou errado, sempre foi errado, é como um vírus implantad, não tem jeito, aceite e seja feliz!
Malditas indústrias de tênis que fazem os jovens matarem e roubarem e fumarem crack somente pra andar na moda!
O ponto principal da violência no Brasil está na falências das principais intituições do país. A família, a igreja e entidades educacionais que formam a base formadora de carater e princípios da sociedade de qualquer nação, no Brasil deixaram de atender ao seu propósito. Este despreparo atinge a todas as camadas da sociedade brasileira. faz-se mensalão do PT, DEM e PSDB e tudo fica como está, ninguém é punido, pelo contrário tornan-se Santos idolatrados, ignorando-se todas as regras de ética e moral que são o pilar de uma nação igualitária. O Brasil de hoje é cada um por si, não ligando se aquilo que o está favorencendo naquele momento advem por meios não legais, éticos ou morais.
SAKAMOTO MAIS ISSO SEMPRE EXISTIU.QUANDO MATA UM RICO ALGUEM FAMOSO A POLICIA MIDIA SE MOBILIZA, DE UMA FORMA BEM DIFERENTE DO QUE COM UM POBRE.TALVEZ SE MATASSE UM RICO TODO DIA NO BRASIL A COISA MUDARIA.
PARA GENTE QUE ACHA QUE SÓ POBRE É BANDIDO.O QUE VCS ME DIZ DESSES POLITICOS LADRÃO, VAGABUNDOS,CANALHAS LIXO QUE ROUBA NOSSO DINHEIRO. E NÃO ACONTECE NADA COM ESSES VAGABUNDOS?
O que vejo na realidade é que as pessoas estão sempre procurando respostas simplistas para problemas complexos. Na leitura dos comentários vemos a velha discussão: pobreza gera violência, SIM ou NÃO? Esse debate tolo já deveria ter sido ultrapassado. É lógico que os pobres não vão se tornar todos bandidos, porém o que acontece é que as condições miséráveis em que vive grande parcela da nossa população criam um ambiente propício, ou seja, sem a presença do Estado, ao desenvolvimento de atividades criminosas por parte de grupos de indivíduos. Vide o estabelecimento do tráfico de drogas nas áreas mais pobres dos grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo. Parece lógico que um número de pessoas, que felizmente, não é a maioria, vão ceder ao apelo da vida criminosa do dinheiro rápido e “fácil”, pelos mais variados motivos ambição, inveja, poder, status e etc. Agora, o principal fator de ingresso na vida criminosa é a falta de perspectiva de vida, ou melhor, é a falta de uma vida digna no passado e de uma vida, igualmente, digna no futuro. Alguém duvida? Caso esteja interessado em uma análise séria e honesta procure saber qual o perfil social das pessoas que hoje se encontram presas. E, também, vamos encontrar aqueles casos de pessoas que tiveram todas as oportunidades na vida e enveredaram pelo mundo do crime, mas esses são exceções à regra. E ainda temos os chamados crimes do “colarinho branco” cometidos por pessoas de classes mais abastadas, porém o post não se refere a eles, sendo assim uma outra discussão. O texto do Sr. Leonardo Sakamoto chama atenção para um fato por demais importante que é a necessidade de dar ao maior número possível de pessoas melhores oportunidades de progresso em suas vidas, pois caso não façamos isto, e ele tem toda a razão, nossas cidades continuarão a amargar os seus índices crescentes de violência e, consequentemente, qualquer um de nós pode ser a próxima vítima. Sem mais, abraços!!
EXCELENTE!!!Eu concordo plenamente, porem acho que este projeto funcionara com as novas geracoes. Agora nos precisamos e de uma reforma da legislacao para garantir seguranca a populacao e uma policia preparada para reinforcar as leis. Aliada a uma politica forte de inclusao social das criancas e jovens.
Acabar com o trafico eos traficantes porque eles sao um cancer que cresce a cada dia em nossas favelas e periferias. Duras leis para eles , pena de morte sim!!Para todos os traficantes.
Bom, agora que ja sabemos como chegar a uma solucao eh hora de agir. O Brasil todo tem que sair as ruas e exigir do governo uma reforma imediata da legislacao, e uma politica justa de inclusao social. Ma eu digo, sair as ruas mesmo!!Como as pessoas fazem aqui fora.
Principalmente na Europa, quebrar tudo!! Como fizeram na Grecia.
No Brasil as pessoas tem o habito de esperar tudo cair do ceu!
a causa da violencia no brasil agora é maucaratismo individual?
vim lendo os comentarios acima e vomitando até o wellington gaetho me acalentar.
nego pensa q pensa, com raciocínios “orgulhosamente” INSENSIVEIS.
mas sem um pingo de sensibilidade a razao se torna irracional. nao relativiza.
a situação é sempre mais complexa, mt mais complexa e DELICADA do que os fascistoides e suas inteligencias raquíticas podem supor ou desejam considerar.
é, tou com o cesar: é nazista, sim, a idéia de q um estado forte e assassino vai resolver nossos problemas sociais, econômicos, políticos e éticos.
livre das distorçoes, belo texto do menino sakamoto!
Estava lendo todos os comentários, gostei das opinioes diferente, a divergencia nas criticas. Então aqui vai uma sugestão que tal fazer um manifesto público e convocarmos governo e sociedade para uma discursão do assunto em público.
Parabens Sakamoto, você foi direto ao ponto. Tivemos na decada de 70 o milagra que beneficiou uma minoria, agora , estamos com um outro milagre que alguns não veem com bons olhos porque diminui a suposta “exclusividade da classa média” mas é justamente o que precisamos. A maior causa da violencia é economica, e quem duvidar que experimente viver na miseria e sem perspectivas pelo menos três meses , para contar a históriadepois e ver o que é “bom para tosse”!
Na hora do julgamento deveria-se sempre considerar a situação economica do réu.
ps. A Austrália e o Canadá são países mais pobres que o Brasil e no entanto a distribuição de renda e qualidade de vida são muito melhores.
será que não foi a má qualidade da colonização?