Um tapinha em criança dói. E por muito tempo

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Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que 74% dos homens e 69% das mulheres já apanharam dos pais e que 69% das mães e 44% dos pais admitiram ter batido nos seus filhos. Isso explica o fato de 54% dos entrevistados serem contra a lei proposta do governo federal que proíbe castigos físicos (socos, palmadas, beliscões, empurrões, chineladas, entre outros) em crianças. Hoje, o Estatuto da Criança e do Adolescente não especifica o que são maus tratos.

Sei que muitos pais que amam seus filhos e são zelosos por sua educação acreditam que uma palmada em determinadas circunstâncias extremas pode ter um efeito simbólico poderoso na educação de uma criança. Muitas vezes, fazendo reportagens sobre direitos da infância, ouvi um complemento explicativo para isso que se repetia como um mantra: “apanhei quando pequeno e isso me mostrou limites, ajudou a formar o caráter que tenho agora”.

A idéia é muito semelhante a “trabalhei quando criança e isso formou meu caráter, portanto sou a favor de criança ter que trabalhar para não ficar fazendo arruaça na rua”. Neste blog, como já disse anteriormente, boa parte dos comentários postados sobre trabalho infantil são maniqueístas: ou a criança tem que ser burro de carga ou vai assaltar nos semáforos – não existe a opção estudar-brincar-crescer. Até entendo que muita gente sinta que sua experiência de superação seja bonita o suficiente para ser copiada pelo seu filho. Mas será que eles não imaginam que o trabalho infantil não precisa ser hereditário? E se “o trabalho liberta”, a “palmada educa”. Não estou dizendo que um ato é igual ao outro, mas é interessante notar que ações envolvendo algum tipo de violência contra crianças tem em si a reprodução de modelos aprendidos.

Educar alguém não é fácil. Eu, por exemplo, conseguia ser uma peste quando criança – portanto agradeço enormemente aos meus pais pela educação que me deram. Mas o ser humano evolui, a sociedade evolui, não precisamos permanecer com aquelas velhas práticas simplesmente porque foram adotadas em nossa infância ou na infância de nossos pais. Romper a inércia é difícil, mas fundamental.

Uma amiga (uma das melhores mães que conheço) me contou que, pela primeira vez, deu umas palmadas leves em seu filho dia desses, pois havia esgotado o repertório para deixar claro que ele estava extrapolando. Para sua surpresa – e tristeza – foi chamada na escolinha porque o filho, que normalmente é calmo, começou a bater em seus colegas. Poderia citar casos de amigos de infância que apanharam muito e hoje são pessoas que não pensam duas vezes antes de ir para uma solução, digamos, mais robusta para os problemas. Mas isso significa que todo mundo que levou palmadas vai virar um serial killer de nível 21 na escala de maldade? Claro que não… xô simplismo!

Dependendo da circunstância e do ambiente em que a criança está inserida, há conseqüências sim para a sua formação, que podem ser inesperadas. No mínimo, fica a pergunta: qual o exemplo de respeito ao diálogo, à tolerância, ao entendimento e a soluções não-violentas estamos dando com o uso desses métodos? Será que realmente não havia outra saída ou não conhecíamos outra alternativa? O quanto estamos sendo os nossos pais e os pais deles e não nós mesmos nesse momento?

Bem, ninguém disse que educar alguém era fácil ou que a tarefa dará certo muitas vezes. Mas podemos optar por um caminho de paz ou de porrada. Este último pode ser até mais simples, mas o outro tende a ser mais alegre e saudável.

Por fim, o debate aponta que modelo de país queremos ter. A sistemática ausência do Estado e a mais sistemática ação de determinados grupos ditos liberais de reduzir a importância da ação estatal ajudou a espalhar cada vez mais aberrações do tipo “o Estado não deve regular nossa vida”. Quando, na verdade, leis que criminalizam a violência contra a criança estão criando regras para balizar mais liberdade e menos dor. Para muita gente, a discussão deveria sair do âmbito das políticas públicas (que existem exatamente para dar apoio a grupos fragilizados) e passar unicamente para o espaço privado. Pois o Estado tem que se preocupar com coisas mais importantes, como auxiliar o capitalismo brasileiro a se desenvolver serelepe. Por esse pensamento, leis que concederam direitos e que dependeram da ação do Estado, mesmo indo contra grupos numericamente relevantes ou economicamente poderosos, nunca teriam sido aprovadas.

Enfim, o debate não se encerra aqui, mas a lei será útil. Infelizmente, muitos de nós só se darão conta disso daqui a uma geração. Que os críticos dela tenham vida longa para ver de perto um mundo que acharam não ser possível criar.

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  1. Sim. Faz parte do trabalho de re-socialização de um indivíduo.

    Infelizmente existem psicopatologias que não tem cura, mas isso não significa que devemos tratar a pessoa violenta com mais violência ainda.
    Para indivíduos com doenças temos os manicômios judiciários.

    Hoje, nosso sistema presidiário é repleto de violência. O sujeito sai da cadeia muito pior do que entrou. Simplesmente não funciona. Como eu disse, violência gera violência.

    O ideal seria que ele pudesse se recuperar, aprender a conviver em sociedade, trabalhar e sair da cadeia com uma opção de trabalho ao invés de fazer carreira no crime.

    Assassinos em série, psicopatas, e pessoas com doenças psiquiátricas que representem uma ameaça a população, precisam ser afastadas do convívio social para a segurança das pessoas. São um caso a parte. Isso não significa que essas pessoas devem ser tratadas com violência, mesmo porque não resolve em nada.

    De qualquer forma, os nossos filhos, não são bandidos. Este é um outros assunto.

    O ideal seria que as pessoas saíssem do “Eu acho” e dessem uma olhada nas pesquisas científicas, nas estatísticas. Com dados concretos, temos os argumentos que sustentam a lei.

    Bater não é necessário. Não é eficiente. Se fosse assim, as crianças que apanham não fariam nenhum tipo de desobediência novamente. Bater gera raiva, gera MEDO, gera formas de fazer o que se quer escondido.

    Com diálogo, com paciência, cria-se CONSCIÊNCIA que é o que nos difere dos animais.

    O cão não sabe dialogar. Por isso ele morde. Nós temos a OPÇÃO de diálogo que permite CRIAR consciência sobre um comportamento, sobre um assunto.

    A consciência não se cria imediatamente. Muitas vezes temos de repetir uma mesma conversa várias vezes até que se abra espaço para essa conscientização. Leva tempo, dá trabalho é verdade. Mas é eficiente.

    Que tal REFLETIR sobre esse ponto de vista. Você que discorda não é obrigado a concordar, mas peço que reflita:

    Se você pai/ mãe soubesse que PODE EDUCAR E IMPOR LIMITES SIM, sem bater, você preferiria?

  2. Marcelo disse:

    Cara Lis …

    Leia o que escrevi antes de fazer comentários sem sentido sobre o que foi escrito. Eu disse que existem coisas mais importantes para se aprovar do que lei antifumo, lei do casamento gay e lei da palmada. Só nesse sentido envolvi o governo. O problema do brasileiro é que ele entende parcialmente o que foi colocado, e acha que isso é uma critica generalizada.
    Preste atenção na satira da árvore .. o que eu disse é q não adianta fazer o pai parar de bater no filho, se o pai é mal educado, pq o avô foi mal educado.. “não adianta arrancar uma folha, a raiz continua crescendo” … A falta de educação desse país é sim um problema .. inclusive, seu, meu e de todo o governo.

  3. Sakamoto,

    Bacana sua visão e, ao longo do tempo, venho mudando minha opinião em relação a isso. Vivemos novos tempos e não precisamos nos prender a um modelo arcaico de educação, que, além de ser comprovadamente bom (e mais fácil), também tem seus pontos negativos – e que são muitos, como você enumerou.

    Digo isso porque já tomei algumas palmada, nada que tenha doído bastante fisicamente mas que me ensinaram a caminhar na linha. Devemos relembrar que a violência provoca o temor, e o temor pode ser uma arma perigosa durante o desenvolvimento da criança/adolescente.

    Obrigado por me fazer pensar de uma nova maneira.

    Abs,
    Tiago

  4. Luiz Carlos disse:

    PL nº. 2.654/03(sancionada no dia 14 passado) contra o uso de punições corporais, e castigos com agressões físicas, contra as crianças e adolescentes mesmo para fins pedagógicos. A recém intitulada “Lei da Palmada”. A lei muda um texto do ECA também.
    As principais mudanças propostas pela lei está no Artigo 18 do ECA. A definição de “castigo” passa a ser incluída no artigo 18 do Estatuto como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”.

    Ao contrário do que se falou nos últimos dias, a lei define, no texto, quais são as ações punidas:
    • Palmadas
    • Beliscões
    • Tapinhas na mão
    • Pontapés
    • Puxão de cabelo
    • Rejeição ou desqualificação da criança ou do adolescente
    • Bater com a mão ou com um objeto (vara, cinto, chicote, sapato, fios)
    • Xingamentos, humilhações
    • Castigos excessivos, recriminações, culpabilização
    • Ameaças
    • Uso da criança como intermediário de desqualificações mutuas entre os pais em processo de separação
    • Responsabilidades excessivas para a idade
    • Sacudir ou empurrar a criança
    • Clima de violência entre os pais e de descarga emocional em cima da criança
    • Obrigá-la a permanecer em posições incômodas ou indecorosas
    • Obrigá-la a fazer exercícios físicos excessivos.
    • Surras
    • Chacoalhar a criança.

  5. Luiz Carlos (O velho) disse:

    O projeto(PL-2654/2003) foi proposto pela deputada Maria do Rosário – do PT/RS, em 2 de dezembro de 2003.

    Desde a mais remota antiguidade sabe-se que, ao criar uma nova lei, de certa forma o governo está,também, criando novos criminosos. No Brasil há mais de 400 mil presos e alguns outros milhares aguardando captura.

    O rumoroso caso da modelo e o goleiro, mostrou o quanto é inútil leis pretensiosas. No caso, a vítima de maus-tratos denunciou formalmente o agressor, gravou um vídeo e fez uma matéria num Jornal, na frente da delegacia da mulher.A moça, inclusive, foi abandonada grávida e o DNA só foi feito 8 meses depois da denúncia.

  6. Eu sou a favor de bater até em adulto! A surra de chibata, se fosse adotada como pena para diversos crimes em nosso país, com certeza iria fazer muito marmanjo pensar 3 vezes antes de cometer o mesmo crime pela segunda vez… Escrevi sobre isso um dia desses: http://nanoberger.blogspot.com/2010/05/contrata-se-se-carrasco-com-experiencia.html

    Saudações!

  7. Gostei tanto do seu post que me inspirou a escrever o meu sobre o assunto!
    Convido a ler: http://divinastetas.blogspot.com/2010/07/forca-e-opress.html
    Até

  8. Grace Olsson disse:

    Sakamoto,

    vamos combinar uam coisa: o pai ou mae que apoia a palmada é, na verdade, refém de seus próprios medos e traumas.
    A maioria deles apoia a palmada por que já nao sabe como lidar com a falta de limites que deveriam ser impostos aos filhos. Desde o comecinho da vida deles.
    A palmada vem, acredite, por falta de controle emocional. Ninguém me diga o contrário por que sou mae.E nao vamos ser hipócritas em dizer que a palmada nao dói, nao machuca, porq ue essa cartilha está atrasada e muito. No fundo, queremos falar: SERÁ QUE A PALMADA RESOLVE ALGUMA COISA?

    Claro que nao resolve. Se palmada resolvesse, os bandidos sairiam de uma primeira reclusao, curados…para nao mais coemter crimes.
    pensem nisso…A crianca rescinde no ato por que nao vê a palmada como uma resposta segura…

  9. Franco disse:

    Quem é contra uma palmadinha DADA PELOS PAIS para ensinar limites aos filhos, é porque não tem filhos, ou, se os tem, é adepto do “eles que se virem quando o mundo real vier”.

    Ensinar limites (usando uma palmadinha como último recurso) é um sinal de amor.

  10. Einstein do Nascimento disse:

    Vamos parar de acreditar e jogar toda a responsabilidade para o Deus Estado-Governo? O Governo já intervêm demais na nossa vida! E se essa intervenção fosse indiferente, poderíamos até ignorar.
    Quem n”ao sabe que não se pode espancar crianças? Agora proibir os pais de baterem… Daqui a pouco vão proibir dos pais gritarem com os filhos, porque pode constrangê-los… E sei lá o q vai vir depois.

    O Estado deveria só ser solicitado quando indivíduos não conseguissem se resolver… E o problema iria escalonando as instancias até chegar no nivel de nação… Não pedirmos por favor para o estado para podermos educar nossos filhos.

    Os pais tem que ter bom-senso e se responsabilizarem por isso. Simples assim.

  11. Proftel disse:

    Caramba!

    Há uma diferença brutal entre espancamento observado em pais urbanóides estressados e corretivos físicos.

    Sakamoto colocou algo interessante que contesto a saber: “…o ser humano evolui, a sociedade evolui…”, costumo questionar onde se deu evolução dos dois nos últimos quarenta anos.

    Antigamente a molecada ia prá roça acordando cedo e dormindo cedo moído de tanto trabalhar, não havia tempo para pensar em drogas, no máximo o próximo “arraiá” do santo do mês.

    Quando a gente fazia alguma besteira (nas férias eu ficava em Ponta Grossa nalguma fazenda dos meus tios e pegava no batente sem dó com os primos) como entrar num melancial, pegar as melancias “verdes” (pequenas) e jogar em cima das grandes para comer só o “miolo” das grandes sem semente (digo prôceis, é mesma coisa que mel), errar a visada e acertar um beija-flor ou curruíra, entrar no paiol com vela acesa, mexer na caixa de dinamite para pegar (havia mina de cal) pavio e brincar de “buscapé”, não limpar as espingardas sábado de manhã (depois da noite varada na caça atrás de tatús ou veados) era imposto corretivo físico ou psicológico a saber:

    - Físico: Debulhar milho (uma debulhadora manual que arrebentava os braços da gente de tanto girar manivela). De acordo com a “falta” eram “x” sacos de milho a serem debulhados.

    - Psicológico: O infeliz na próxima festa deveria ficar de guarda no rancho (aqui chamam de “sede da fazenda”) com as “meninas” enquanto o Tio/Tia/primos estivessem na festa do santo do mês (e quem “fica” nessas condições não pode tomar vinho, deve estar com a espingarda (a 28 dois canos com chumbo grosso) “de pronto” (na mão) e com o “trêsoitão”, equidistante entre a porteira e o fogão a lenha (naquele tempo, década de 70 já haviam furtos e roubos em fazendas, hoje o povo procura a polícia, naquela época isso era resolvido por lá mesmo).

    A sociedade não evoluiu, só aumentou de tamanho e se concentrou nas cidades, grande parte dessa (mesma) prole hoje está trancada dentro de apartamentos fazendo o que? Usufruindo de Tecnologia, gastando energia e acumulando gordura.

    Jovens urbanóides de hoje aprontam, fazem o que lhes dá na telha sempre contando com aqueles pais que dentro do apartamento lhes deram segurança, nunca viram o mundo lá fora que é cruel, quando saem de casa depois dos dezoito anos acham que são os donos do mundo.

    Nunca levaram um tombo de árvore sozinhos, a vida deles sempre foi amparada.

    Muita tecnologia, muito tempo ocioso, energia gasta em academias de musculação, nenhuma produção, não sabem quanto custa ganhar dinheiro com suor do rosto.

    Há um “velho deitado” que versa: “Cabeça vazia oficina do Diabo”.

    Adolescentes urbanos de hoje não produzem porra nenhuma (talvez alguns videozinhos de sexo on-line como o veiculado hoje nos jornais), estão a virar “Emos”, “Skinheads” etc., tudo em prol da “educação”.

    Daqui uns dias surge uma tribo de “Botocudos” a saborear carne alheia humana, a matar já começaram.

    A implosão da sociedade começa aí, falta do que fazer, há é uma “involução” social em áreas urbanas no que tange aos adolescentes, isso é extremamente perigoso, quando surgir o primeiro “Nero”, pobres de nós, será tarde.

    Comecei a trabalhar com carteira assinada aos quatorze anos porque meu pai não queria comprar uma motocicleta Yamaha 125-RS (havia um Dodge Charger R/T, uma “Brasília” e um “Chevette” zero na garagem para sete carros em casa). Meu pai com duas Imobiliárias e eu, fui trabalhar com um amigo dele que tinha também uma Imobiliária.

    Qual “filhinho de papai” faz isso hoje em dia?

    Desculpem o desabafo permeado por experiências próprias.

    ?

  12. Proftel disse:

    Pessoal, seguinte:

    Absurdo contra criança é não arrumar local seguro prá eles brincarem.

    Dêem uma olhada nisso, insiro o link logo após o texto:

    ” O adolescente Josiel Miguel do Carmo, de 14 anos, morreu nesta quarta-feira (28) em Mongaguá, no litoral de São Paulo, quando corria atrás de uma pipa.

    De acordo com moradores da Vila Seabra, onde ocorreu o acidente, o garoto tropeçou em uma lajota solta na rua e bateu a cabeça no chão. A lajota fazia parte de entulho de uma obra de responsabilidade da Sabesp.

    “Ele tropeçou no paralelepípedo e bateu a cabeça forte no chão”, disse a manicure Maria José dos Santos.”

    Link:

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/07/garoto-morre-no-litoral-de-sp-apos-tropecar-em-pedra-solta-na-calcada.html

    :-/

  13. Porrada
    Agredir crianças é torpeza indesculpável em qualquer circunstância. A defesa da infame “palmadinha” reproduz a tolerância popular com os abusos cotidianos praticados por autoridades públicas. Afinal, tem gente que “merece” levar uma surra dos policiais.
    Qual seria o equivalente adulto da hostilidade educativa? Que tal desferir um tapa na cara de todo motorista que burla regras de trânsito? Ou apertar as banhas de quem joga lixo na rua com uma chave inglesa? E não é bom também dar umas cintadas na mulher, para ensiná-la a se comportar?
    O lamentável disso tudo é que o demente, quando se torna pai, desconta as violências da própria infância em seres inocentes e indefesos, que não podem responder à altura. Na hora de encarar gente do seu tamanho, o machão afina.

  14. barbarela disse:

    Comparar um feto, que não é um indivíduo formado, pleno e “independente”, com uma criança, além de inapropriado é patético. O saco gestacional de 1 mês, sente, raciocina e tem consciência exatamente como os seres formados e nascidos…Quanta balela.

    Seja contra a legalização do aborto, mas por favor, encontre argumentos mais racionais do que esse. Adoro como os homens e as machistas de plantão transformam a mãe em incubadora insignificante, ainda que o feto seja totalmente dependente dela.

    Mas a lógica é pertinente. Quem acha natural bater, dar palmadas não entende que educa-se uma criança para viver na coletividade, no quão sério é educar alguém. Justamente por isso eles acham que fazer filho é assumir responsabilidade, a responsabilidade´é colocar no mundo, não criar com civilidade. Parabéns, vc é um verdadeiro pitbul.

  15. [...] Um tapinha em criança dói. E por muito tempo [...]

  16. Camila disse:

    Acho que além de ser agressiva, uma pessoa precisa ser muito burra para precisar apelar pra porrada para conseguir explicar para uma criança porque ela está errada.

  17. [...] Um tapinha em criança dói. E por muito tempo(link blog do sakamoto) [...]

  18. Mariel disse:

    Adorei as colocacões e também quando citasse a questão do trabalho infantil.
    Já morei na Suécia e estou voltando em pouco tempo pra me estabelecer lá. Lei semelhante a nossa existe há cerca de 30 anos e hoje nem sequer se levanta o debate, castigo físico é relacionado a época medieval.
    Pra mim esse debate que ainda se dá no Brasil tem muita relacão com a visão que se tem das criancas. Se na Suécia elas são cidadãs, no Brasil elas ainda são propriedade dos pais.
    A lei é um avanco e espero que sirva de “inspiracão”, que ajude a esclarescer os pais que vêem na palmada a forma mais eficaz de instrucão, ignorando suas consequências.

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