Jovens são libertados no cultivo do morango em MG
E na época do morango…
Duas adolescentes (de 14 e 16 anos de idade) e outro jovem 17 foram libertados, junto com outras 43 pessoas, de duas áreas produtoras de morango no Sul de Minas Gerais. A operação envolveu a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e a Polícia Rodoviária Federal. As vítimas (algumas delas há quatro meses nas fazendas e moradoras da região) faziam o manejo das plantações, além da colheita, seleção e embalagem dos morangos. A informação é de Rodrigo Rocha, da Repórter Brasil.
“A situação era de risco grave e iminente por conta da possibilidade de contaminação por agrotóxicos e das péssimas condições sanitárias. A situação era de trabalho degradante, uma das características do trabalho análogo ao de escravo”, afirmou a auditora fiscal, Valéria Guerra Mendes.
De acordo com o grupo de fiscalização, as libertações ocorreram no Sítio Pinhal, em Estiva (MG), de propriedade de Nelson Luiz Pereira, que possui cerca 500 mil pés de morango. E nos sítios Pinhalzinho dos Policas e Lagoinha (que formam um imóvel único nos municípios de Itapeva e Senador Amaral) pertencente a Sebastião Roelto Andrade. Mais de 300 mil pés de morango eram cultivados no local. As verbas rescisórias chegaram a aproximadamente R$ 246 mil.
Casos de crianças e adolescentes libertados não são a maioria na agropecuária. No Brasil, a incidência de trabalho escravo com finalidade de exploração econômica em serviços rurais tem sido predominantemente de homens adultos (entre 2003 e outubro de 2009, 62,8% dos resgatados tinham entre 18 e 34 anos – no mesmo período, 2,91% contavam com menos de 18 anos, dados do Ministério do Trabalho e Emprego). A explicação: as atividades para as quais os escravos são aliciados no campo são aquelas que demandam uso de força física, como a limpeza de pasto, a catação de raízes, a derrubada de mata nativa, a colheita de cana. Contudo, se considerarmos o trabalho escravo com finalidade de exploração sexual, as posições se invertem, sendo mulheres e crianças e adolescentes os principais alvos, de acordo com as autoridades envolvidas no combate a esse crime.
Atualizado às 20h15.


[...] This post was mentioned on Twitter by antoun13, cearax, mhelenah, antoun13, blogdosakamoto and others. blogdosakamoto said: Adolescente de 14 anos é libertada da escravidão no cultivo do morango em MG: http://is.gd/dYHoj [...]
[...] Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Já foi professor de jornalismo na USP e, hoje, ministra aulas na pós-graduação da PUC-SP. Trabalhou em diversos veículos de comunicação, cobrindo os problemas sociais brasileiros. É coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo http://blogdosakamoto.com.br/2010/08/02/jovens-sao-libertados-no-cultivo-do-morango-em-mg/ [...]
Caro Sr.Sakamoto! Como pude ver o sr. é um doutor ,não é uma pessoa comum como são esses trabalhadores e que provavelmente teve oportunidade na vida o contrário dessas pessoas que estavam trabalhando para o o sustento de uma vida simples sendo obrigada a se deslocar do seu estado de origem para não morrer de fome ,para conseguir no mínimo levar comida a mesa porque se nos seus estados de origem se os fazendeiros e os politicos donos de fazendas fossem fiscalizados conforme veio essa fiscalização aqui para denegrir a imagem de mtos trabalhadores honestos o contrario do que disse a equipe de fiscalização que veio aqui e enchergaram conforme convinha a eles sem se quer dar oportunidades e orientação para as pessoas ( produtores) da região se adequarem conforme a necessidade . Chegam impondo , usando do seu poder, deixando os trabalhadores confusos .Porque essa equipe de fisacalização não levam ao conhecimento de pessoas renomadas e instruidas como o Sr. O qto esses produtores contribuem com o estado e com esse recursos os nossos governantes possam devolver criando escolas e cursos orientando os produtores a trabalharem certo ,conforme manda a lei..instruindo e levando ao conhecimento desses as normas ,antes de chegar usando do poder para deixar a região lesada…Porque essa equipe tão justa que veio até aqui não oferece uma pequena porcentagem dos seus salários pra essas pessoas que precisam sair do seu estado de origem para procurar ajuda com os produtores da região pra não morrerem de fome ou se tornar um marginal lá na sua terra.Sr. Sakamoto com todo repseito a sua pessoa e ao seu renomado cv porque vc não vai conhecer o outro lado da história antes de fazer pré julgamento de pessoas honestas ,porém sem instrução adequada..
E outra coisa ,será que vocês podem mesmo divulgar e denegrir a imagem de gente honesta e trabalhadora sem direito de defesa? Será que isso não cabe um processo por danos morais?
Que triste ainda ler notícias dessas no nosso maravilhoso Brasil, se aqui fosse um País sério esses latifundiários estariam presos e suas terras confiscadas. Crianças e jovens devem brincar,estudar e curtir a vida, onde já se viu estarem trabalhando nessa idade, por isso que nosso País não avança, as pessoas querem repetir o modelo de seus pais ou avós, que trabalhavam nas roças desde a infância!!! Parabéns ao nosso valorosos funcionários do MTE que aplicam a lei ao pé da letra, basta de irregularidades, a lei tem que ser aplicada doa a quem doer!! E se vc. quer comer morangos baratos vai plantar!!!!
http://arededacidadania.wordpress.com/2010/08/02/e-na-epoca-do-morango%e2%80%a6-jovens-sao-libertados-no-cultivo-do-morango-em-mg/
Uai! Vocês não querem morando barato? Ficam reclamando do preço quando ele aumento no mercado? Acharam que isso viria de graça?
Que ignorancia, o comentario da Maria do Carmo.
Maria do Carmo você e fazendeiro fazem um belo par de ignorantes.
Maria do Carmo,
Uma pergunta – você tem filhos????
acho que basta né, ainda há muito que aprender.
Se a Maria do Carmo foi irônica eu vou pela mesma linha, não existe mágica e nenhum produtor entrega seu produto por um valor abaixo do custo de produção, se está barato é porque não cumpre com todos os encargos trabalhistas e impostos. O que me fez escrever tambem foi o fato de eu ter comprado morangos na beira da Fernão Dias entre Pouso Alegre e Camanducaia uns dias atrás, será que não vieram de uma das fazendas citadas?
Pelo que parece ,Maria do Carmo , você desconhece o sentido das palavras dignidade , respeito , cidadania , humanidade . Justificar o preço do morango a troco de exploração humana é uma ignomínia ou no mínimo insensatez . É um absurdo ainda não vigorarem leis que punam exemplarmente quem pratica esse tipo de exploração humana . Quando houver a corretas privação do direito de propriedade a quem privou seu semelhante da LIBERDADE teremos , pelo menos equanimidade .
Sakamoto, quando será que teremos uma legislação voltada para o trabalho no baseada nos moldes da Nova Zelândia?
Enquanto tivermos a política do produto rural subfaturado estaremos prejudicando nossos trabalhadores, querendo ou não essa é uma das causas.
Desculpem-me, eu quis dizer trabalho no campo.
Pra ganhar 246 mil até eu trabalho uns meses colhendo morango.
HRP, a grana será dividida entre 46 pessoas e você não precisa colher morangos para ter os seus direitos reconhecidos, se em qualquer profissão não forem respeitados os seus direitos de cidadão e tralhador, direitos que a constituição reconhece, você também poderá ser recompensado.
Ressarcido, não recompensado, Gerci
A menos, é claro, que vc seja funcionário do TJ de São Paulo…
Marcelo, você tem toda razão.
Um absurdo o que fazem com as nossas crianças,trabalho escravo,sem dar nenhuma condição…Por outro lado criança dessa idade tem que estar na escola…Mas isso quer dizer isso acontece mundialmente,pq a nossa politica é falida…E as familias tambem levam culpa nisso,pois traça um destino muito ruim para as suas crianças…Fazem filhos sem pensar nas consequencias…Apesar que trabalhar não mata ninguem,mas tem a idade certa para isso…Reforma politica é o caminho para começar ter soluções para esses problemas
angela qual a idade certa pra trabalhar? porque eu vejo isso que vcs chamam dse criança de 14 anos assima roubando matando trabalhador e pai dse familia mais isso ninguem faz nada isso nao entemdo obrigado
ACIMA!
Altair, a idade para se trabalhar é depois de ter feito o ensino médio ou algum curso técnico. Mas como temos um”exército de reserva” poderoso e uma corja na política, nos três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, não esperemos outra alternativa. Confiscar as terras dos escavocratas e a REFORMA AGRÁRIA, pra ontem!. Urge que se faça a reforma agrária. REFORMA AGRÀRIA + EDUCAÇÂO=DESENVOLVIMENTO..
Realmente é um fato lamentável e que ainda persistem em manter mesmo sob as condições legais que as leis determinam. Isto prova-nos que ainda há crença na impunalibilidade e que a Lei pode ser burlada a qualquer momento.
É preciso que haja maior rigor na punição dos infratores tanto quanto aos intermediários, os ‘gatos’ que aliciam os incautos funcionários para o trabalho. Não apenas apenas em valores pecuniários mas também na questão de não se permitir a continuidade das atividades afins que gerou o trabalho ‘escravo’ ou quer que seja denominado.
É melhor estar trabalhando do que nas ruas fumando crack,o governo não faz nada para dar educação adequada aos jovens e faz este tipo de demagogia para aparecer bem diante de ONGS estrangeiras, por outro lado muita gente que bate palmas para isto adora um moranguinho barato e finge não saber que o preço esta baixo exatamente porque os trabalhadores ganham pouco.
Acredito que o assunto é extremamente polêmico realmente.
Vejo que no moldes atuais de nossas leis trabalhistas ainda não se adequa as necessidades enfrentadas por trabalhadores e empregadores.
Entendo que pessoas jovens/menores não poderiam estar trabalhando, mas não entendo direito o por que? Isso porque vejo pessoas jovens pelas ruas fumando, bebendo e fazendo barbáries… Outro dia mesmo vi uma reportagem de um menino de 12 anos comentendo assassinato, vejo constantemente menores de idade cometendo assaltos…. E ainda sou obrigado a ver casos como este pobre agricultor que é obrigado a pagar uma multa de mais de R$ 200 mil por empregar esses jovens…. Será que realmente eram condições como as citadas? Quais fatos pode comprovar isso? Será que sem emprego esses jovens estariam em condições melhores?
Sei que o assunto é muito polêmico, mas não entendo o porque as pessoas continuam insistir em acretidar que um produtor de menos de 10 hectares poderia estar colocando pessoas em “escravidão” como citado.
Penso que se ocorrem estas situações é um conjunto de coisas que no nos permeia como a falta de estrutura social: como emprego para os pais destes jovens, condições de estudo e melhoria de vida para os jovens e do outro lado também, como condições seguras a produção agrícola, seguro agrícola do ponto de vista climático (granizo, geadas,seca,etc) e do ponto de vista economico (custos e receitas).
Após conseguirmos essa liberdade, acredito que qualquer fiscal, Ministério Público ou outra coisa do tipo tem sim o Direito de exigir algo, até lá…. Imagino que Somos Escravos da mesma forma como citada na reportagem.
Att:
Carlos Katto – Eng. Agronomo
Sr. Katto:
O Ministério do Trabalho inventou um trololó de mais de 50 itens, que se o empregador não cumprir êle é taxado de aliciar trabalho escravo.
É óbvio que êsse caso não é um caso que sequer possa remotamente de ser chamado de trabalho escravo. Houve infrações porque não registrou carteira, por empregar menores e talvez não oferecer alojamento com luz elétrica e água encanada, o que aliás não é uma raridade para quem vive no campo.
Agora, creio que é para justificar uma multa de 246.000 reais que com certeza não será paga até por ser absurda e dizer que êsse Ministério afinal serve para alguma coisa.
Sr. Ciro,
Sou auditor fiscal do trabalho. Apenas para explicar: esses 246 mil não são multas. São salários atrasados, impostos e outras coisas devidas pelo empregador. Dinheiro que deveria ter ido ao bolso do trabalhador e virou lucro no bolso do produtor.
Abraço.
Não sei que conta que voces fazem, provavelmente amparado por portarias, instruções normativas ou resoluções, que são as leis feitas pelos órgãos públicos para se sobrepor ao congresso nacional que é quem deve fazer leis e dizer que os menores tinham 246.000,oo em crédito por trabalho de quem planta morangos deve ser uma piada. Devem ter trabalhado uns 50 anos para ter êsse direito.
Ciro,
R$246mil dividido por 46 trabalhadores = cerca de R$5.350 pra cada um. Esse valor é de horas extras, adicional por insalubridade, férias, décimo terceiro, FGTS, INSS, indenizações, etc.
Quem contrata trabalhadores deve se informar sobre as leis e regulamentações pertinentes. Alguém que contrata quase 50 trabalhadores não pode dizer que não sabia, não é mesmo? As leis trabalhistas estão disponíveis de graça na internet pra quem quiser ler. Além da Constituição Federal.
E se discordam, procurem seus deputados e senadores pra mudar as leis. Mas enquanto elas vigoram, quem contrata trabalhadores se sujeita a elas. Mas imagina se no seu trabalho não te pagassem suas férias, seu décimo terceiro, horas extras, provavelmente não ia gostar, não é mesmo?
Moro no sul de Minas. Por aqui não foi divulgada nenhuma linha na impressa escrita e não foi feita nenhuma menção nas tvs ou rádios locais sobre isto. Eu não quero defender quem empregou estas pessoas porque simplesmente não há defesa para isto. Os produtores rurais se aproveitaram da situação de miséria destas pessoas e isto é muito comum por aqui. O que eu vejo muito aqui e isto não é um problema local e restrito á minha região é a impossibilidade de se quebrar o círculo vicioso da miséria e do (semi) analfabetismo. As crianças e os adolescentes não frequentam a escola porque têm que ajudar os pais no sustento da casa. Os pais não param de ter filhos porque não têm conhecimento sobre métodos anticoncepcionais. Os filhos seguirão o mesmo destino dos pais porque sem educação eles não irão passar de mão-de-obra barata para produtores de morango, de café, de milho, de cana-de-açucar e assim as coisas vão se sucedendo.
Análise simples e perfeita.
Não me contive somente lendo, mesmo porque já escrevi em meu blog sobre o assunto há algum tempo.
Sou educadora e jornalista. Moro em Pouso Alegre, sul de Minas, grande produtora de morango e tenho certa proximidade com pessoas envolvidas no plantio em diferentes segmentos.
Trabalho infantil: errado, mesmo que saibamos que em um passado não tão distante filhos sempre ajudavam os pais no campo, inclusive tendo o calendário escolar flexibilidade para atender aos alunos em época de colheita.
Trabalho escravo: uma vergonha para o ser humano.
Trabalho escravo no sul de Minas na lavoura de morango: digamos que um certo exagero, talvez pelo uso da palavra escravo e a imagem a que nos remete.
Entendo e acredito que várias das posições aqui explicitadas, mesmo antagônicas, fazem sentido e não são tão absurdas se imaginarmos o que as pessoas sabem sobre todo o contexto que envolve o assunto.
Realmente, pode parecer coisa de louco multar quem emprega crianças de 14 anos, que não incomodam ninguém, enquanto menores de 10 anos empunham armas nos morros do Rio. Ou menos radical, meninos de 14 que seguram placas de vendas de imóveis em avenidas movimentadas de São Paulo, tudo sem multa alguma, sem ninguém querer “salvar” a vida dos mesmos. Mas estes fatos serem reais e acontecerem todo o dia e todos saberem não é desculpa para que aconteça qualquer coisa semelhante.
Para não ser mais prolixa do que o costume, irei diretamente ao assunto em Pouso Alegre, onde há muitas famílias vindas do Tocantins.
Primeiro: as crianças estudam. Ponto. E na escola se alimentam muito bem, aprendendo não apenas o que conseguem em termos de alfabetização e tudo mais, mas muitos também a sentar-se à mesa, comer com talheres, noções básicas de higiene e convívio saudável.
Os pais viajam em busca de algo melhor do que existe onde vivem. E aqui mora a causa de uma das maiores polêmicas: as condições de moradia. O que para nós é penúria pode ser luxo para eles. Muitos optam em morar em “cabanas” no meio da lavoura para não precisar gastar com aluguel e transporte. E quem vai dizer que estão errados neste contexto?
Algumas crianças convivem com situações familiares bastante complicadas – o que existe também em alguns bairros urbanos da cidade.
Se todos os adultos estão na plantação, onde ficam as crianças? Lembrando que mal tem o que vestir…
Enfim, existem inúmeros detalhes e todo um contexto que não é comentado ou conhecido. Ninguém, por exemplo, analisa o que o Ministério do Trabalho anda exigindo dos produtores e seus meeiros (os escravos). Não se perguntam se é razoável, exagero ou se algo poderia ser modificado. Presume-se sempre que as medidas são as corretas e o produtor-empregador sempre o vilão.
Saindo das lavouras, a ideia de que o patrão quer ganhar sobre o empregado sempre é a mais vendida.
É inacreditável: uma pessoa trabalhadora ter que pagar mais de R$200000 porque esta dando emprego a alguém.
CHEGA DE DISCRIMINAR AGRICULTORES!
Enquanto alguns engravatados ficam bolando maneiras de ganhar, ou seja, assaltar os agricultores que estão alimentando estes incompetentes, milhares de menores ficam assaltando e fumando crack. Ve se estes engravatados tem coragem de prender os traficantes?
acho mesmo se a coisa continuar assim, vamos acabar importando morangos da suiça.pois estas leis trabalhitas nao retratam a verdadeira situaçao dos agricultores do brasil.estas leis trabalhista foram criadas por pessoas que nao tem o menor conhecimento da realidade no campo..acho que so assistiram em alguma novela.
Sabe o que é pior do que essa situação encontrada? Comentarista dizendo que criança trabalhando é coisa boa porque tira a molecada da rua. Tenha dó!
O que deveria tirar crianças da rua seria escola, atividades extras mas uma vez que os nossos governantes nada fazem ou pouco fazem nesse sentido penso que um menor de 14, 16 anos pode sim trabalhar com seus pais ou terceiros desde que seja em trabalho compatível. Melhor que ficar desocupado, prostituido, viciando-se. Além do mais, agricultores dessa região, estão partindo para trabalhos de meeiros uma vez que a familia já não pode em sua totalidade trabalhar nas lavouras, ele sozinho não dá conta do trabalho e não possui recursos para pagar trabalhadores assalariados. O assunto é polêmico!!!
Sabe de uma coisa? Vou passar a checar a origem do morango que eu compro.
Alfredo, muito bem!
Vejo que o objetivo deste blog está sendo alcançado.
Parabéns pela sua atitude!
Se todos os cidadãos brasileiros agissem assim, teriamos um país muito melhor para se viver.
Cidadãos brasileiros?! Se todas as pessoas do mundo tivessem esta preocupação talvez estivéssemos vivendo uma utopia: O mundo capitalista com justiça. Fui.
É só nao confundir trabalho em lavoura, com trabalho em escritório.
È claro que trablho degradante nao deve ser aceito, mas a lei trata igual, condiçoes diferente.Se voce tem um pequeno sitio, a lei é aplicada em voce como se fosse uma multinacional.
As pessoas que estavam lá, eram obrigadas a trabalhar de forma forçada, ou ficavam porque queriam?
Alem do mais, pedir indenizaçao ou mover processos na justiça, está virando o nosso segundo esporte, e logo passará o futebol.
É bom começarmos ver as coisas com mais cautela.
Se todos olhassem pelo menos os ingredientes de um produto, ou até mesmo o simples fato de pesquisar da onde vem os alimentos q compramos, esse tipo de bizarrice (sim acho bizarro em 2010 ainda existir trabalho escravo) não iria existir. Todos nós temos alguma reclamação sobre nosso trabalho, mas vc ser escravo, não ter liberdade é ridiculo. Artigo 5° esta ai pra isso, so fico triste por existir ainda ignorancia, adolescentes não terem a liberdade de começar uma carreira, de estudar, de ser uma garota normal por causa de escravidão. Agora penso se ainda existe isso, como sera a vida de pessoas que sofrem de trafico humano. So muda o nome o estilo, mas continua sendo a mesma depravação da pobreza dos outros.
*Parabéns pela reportagem.
O termo escravo evoca imagens fortes que não se aplicam ao que acontece na região. Não ter liberdade, crianças sem escola não é o que acontece.
Concordo que temos que ser mais conscientes, mas precisamos pesquisar não só o que comemos mas também o que ouvimos, o que lemos.
A única diferença entre o Brasil escravocrata e hoje é que agora os brancos também são escravizados!
trabalho não para tira adolescente da rua e sim boas escolas, e trabalho tem que ser conforme determina as leis, e pobre trabalhador não tem varios equitares de terra, e tem varios adultos procurando emprego, mas digno para sustentar outros adolescentes, trabalhadores morrem nas plantações de cana e vão morrer nas plantações de morango se ninguem fizer nada
É só parar de comprar morangos dessa região. Vamos fazer como fizeram as redes de supermercados no caso dos frigoríficos que compravam bois de fazendas que desmatavam ilegalmente. Voces se lembram desse fato, pois é, a força do consumidor é muito grande e dita as regras do mercado. Quando comprar morangos, certifiquem-se que não foi produzido nessa região de Minas. Vamos ver o resultado logo, logo.
Resultado: cidade com sérios problemas, agricultores endividados, migrantes migrando para outro tipo de lavoura em um busca de um pouco ao invés do nada. Não vamos exagerar. Pesquisem mais.
Não acredito que issso acontesa nas lavouras de morango
Eles deveriam saber a diferença entre trabalho escravo
de trabalho onesto.A REPORTAGEM NÃO DIZ se eles estavão trabalhando de graça,ou erão obrigados a trabalhar.
Não vejo nada de + em um jovem de 14 anos trabalhar desde que não atrapalhe nos estudos!
É melhor aprender a trabalhar do que roubar,criticar ou multar alguem
é facil.ou vc acha melhor deixar esses jovens na rua .
A vida na lavoura não é facil para ninguem!
é melhor ter um emprego do que se envoulver com drogas
É melhor trampar como um animal do que se envolver com drogas.
Ah, sim, o sujeito é libertado pelo governo e ele vivia em um spa.
Deixa de ser tosco, meu.
deixa de ser hipocrita
desde quando 1 jovem de 17 anos é criança
grande ajuda o governo faz aos pequenos produtores!
esse SAKAMOTO devia ver melhor os fatos antes de sair
publicando.
Este caso específico eu desconheço morando na região, mas pelo histórico da divulgação deste tipo, “libertado pelo governo” é simplesmente ridículo.
Eu adoro morangos com creme.
Seria uma ótima ideia que as pessoas deixassem de se matar com as drogas e mudassem para o trabalho de risco. É fácil falar quando se tem o moranguinho de baixo custo fresquinho na mesa. Comodidade é o lema desse século.
E eu que achei que o baixo custo vinha do progresso… ha ha
É BRINCADEIRA NÉ O SR.1º KAMOTO, VC PEGA AS INFORMAÇÕES NO AR , DO JEITO QUE ELAS SÃO INTERPRETADAS POR ESSES FISCAIS E JOGA NA REDE,2º ISSOOOO NÃO EXISTE, OS FATOS FORAM TOTALMENTE DISTORCIDOS E NÃO CONDIZ COM A REALIDADE DOS FATOS. NÂO HAVIAM ESCRAVOS LÁ , OS TRABALHADORES TINHAM TRANSPORTE E RECEBIAM SALÁRIO TODA SEMANA,QUEM É TRABALHA 4 MESES SEM RECEBER SALARIO. OS ADOLESCENTES Q LÁ SE ENCONTRAVAM AJUDAVAM SEUS PAIS,POIS,ERA UM DIA DE SÁBADO E SÁBADO NÃO TEM AULA . A REGIÃO INTEIRA ESTÁ INDIGNADA PELA FORA Q OS 2 DONOS DE LAVOURA FORAM HUMILHADOS PELA FISCAL VALÉRIA. NO FINAL COM AS LAVOURAS INTERDITADAS, FICARAM COM AS DÍVIDAS Q FORAM FEITAS PARA FORMAR A LAVOURA. SÓ LEMBRANDO Q DAQUI A 2 MESES TEM ELEIÇÃO E O LULA GANHOU MAIS 43 VOTOS PQ COM 16 ANOS O FILHO NÃO PODE AJUDAR O PAI NA LAVOURA,MAS, VOTAR PODE.
O comentario acima foi o mais sensato de todos! Embora nao justifique a presenca de criancas na colheita, sob qualquer condicao. A politica de desenvolvimento humano no Brasil ainda eh inexistente, pois crianca e adolescente devem ser primeiramente preparados para o trabalho atraves da educacao formal e adequado treinamento, para na vida adulta ter discernimento para utilizar suas habilidades bem como se posicionar adequadamente diante de das barbaries cometidas pelo sistema capitalista.
Sr. Rodrigo:
Êsses fiscais abusados como voce falou cometeram abusos de autoridade e isso deveria ser objeto de processo criminal contra a pessoa da fiscal no caso a Valéria e não contra o órgão, porque ela utilizou um órgão público, (lembra-se o público somos nós) para cometer o delito de abuso de autoridade.
Se todos fizessemos isso quando somos vítimas de órgãos públicos sustentados por nós, creio que acabariam essa palhaçadas
Típico caso de fiscal que “joga” uma multa pra renegociar 10% por fora…
é assim em qqer lugar….
só q agora fedeu…quero ver quem vai pagar…
Rodrigo, vc disse tudo, com 16 anos a ‘criança’ pode votar e dirigir.Mas não pode trabalhar nem responder pelos seus atos.Deveria ser tudo, ou nada.
Eu gostaria de saber se os defensores dos agricultores citados na matéria teriam a mesma opinião se os explorados fossem seus filhos ou parentes
É facil sair nas roças de morango para multar, e interditando lavouras .
Tirando o ganha pão das familias e das pessoas que ali trabalham.Essas pessoas que vem de outras cidades e regioes vem com planos de ganhar seu dinheiro e dar uma vida melhor a sua familia,por que em sua regiao não tem trabalho.
Elas não sao escravizadas aqui em nossa região,elas recebem as propostas e trabalham de livre vontade,ganhando o que foi combinado,toda safra é assim ,levando no fim da lavoura o dinheiro que ganhou para envestir em sua região.
Mas esquecem que nós produtores envestimos tudo que temos para fazermos uma lavoura.temos que rezar para não entrar pragas e torcer para que não chova granizo.
Pagamos altos impostos e corremos riscos climáticos para que venham ,pessoas e jogam nossos futuros e empregos de trabalhadores no lixo,como se fossemos nós os culpados.
O JOSÉ CARLOS EU TRABALHO NO MORALGAL E AQUI NÃO TEM EXPLORAÇÃO COMO MENSIONA A REPORTAGEM.
todos vcs sao um bando de idiotas
Como permitem este espaço para um “pescador” de notícia… Informação leviana e sem direção…
Jovem jornalista, ponha uma botina e vá amassar barro antes de falar asneira…
Sou produtor e a labuta vai das 5:00 e termina 19:00 e Deus me livre ter funcionário… que fiquem na cidade, aqui cuido eu.
E vocês urbanoides, que jogam suas fezes em rios, que tem 1,2,3 carros e detonam a atmosfera, que compram roupas na 25 feitas por escravos bolivianos, que compram CD piratas, que quando jogam o lixo para fora de suas casas sentem o dever cumprido, param de comer, parem de beber, parem de utilizar carros flex.
Quem sabe tudo melhore
Dá uma olhada nisso, então. Se isso é uma mentira, eu não sei o que é verdade.
É fácil fugir quando a verdade não interessa, né?
http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1292
Roberto dei uma olhada… não, nunca fugirei da verdade, mas e se eu falar para vc que tem uma estória d que nosso presidente cortou o próprio dedo, o q vc me diz?
Bixão, nós estamos cansados de ver este massacre frente a nossa atividade econômica, que por incrível q pareça, abastece sua mesa…somos os poluidores(não, a cidade não polui nada), somos os que desmatam(bom, em cidade não tem árvore), massacramos nossos funcionários(imagina que isto ocorre em cidades grandes!!!)… e tudo isso pq um repórter resolve, de forma leviana, endossar uma reportagem pescada por aí…
Bom, para quem já viu a Hebe Camargo falar contra os trangênicos, só faltava mesmo um Sakamoto da vida…
Sr. Roberto Dias….isso sim é trabalho escravo e deve ser julgado como crime ediondo…caso contrario do que acontece aqui com os honestos trabalhadores da cultura de morangos…provavelmente esse monstro desse fazendeiro que mostra aí nessa matéria deve ser algum político sem escrupulos e que só trabalha em beneficio proprio e so defende os proprios interesses e que ta acosntuma a roubar e abusar de trabalhadores e ainda usa os recursos dos impostos que pagamos para produzir morangos….
Estranhei muito; na feira na qual compro todos finais de semana, sempre tem dois preços para os morangos, um produzido próximo e vendido por R$10,00(4 bandeijinhas de 280gramas) e outro proveniente de algum lugar de Minas Gerais distante 1.000kms vendido
por R$7,00(4 bandeijinhas de 280gramas), perguntei ao feirante qual a causa da diferença tal grande sabendo-se que o de Minas o custo do transporte deveria levar ao preço maior, como o mesmo não soube explicar imaginei que tal fato deveria ser pela alta produtividade, tendo em vista que distancia pelos menos para os produtos High-Tech provenientes da China invadem o mundo a preços baixos, será que lá também não existe trabalho escravo? morango de Minas eu não compro mais, quanto aos produtos chineses como saio dessa?
É sério? Como sai dessa? Morango do sul de Minas você não compra mas quer saber como fazer em relação aos produtos chineses? Não pode viver sem, são produtos de primeira necessidade, é isso?
Sou de Pouso Alegre Sul de Minas e possuo uma loja de carros usados, na epoca da colheita grande parte dos meus clientes são estes adolecentes que estão comprando sua 1º moto ou trocado sua moto pelo seu 1º carro, o movimento das vendas na epoca do morango aumenta em 50 % e a grande maioria são adolecentes de menos de 18 anos.
O artigo 149 do Código Penal prevê que pode haver trabalho escravo mesmo pagando-se salários. Leiam:
Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto:
§ 1o Nas mesmas penas incorre quem:
I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho;
II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho.
§ 2o A pena é aumentada de metade, se o crime é cometido:
I – contra criança ou adolescente;
II – por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem.
Resolvido: não há trabalho escravo nas lavouras de morango!
Só quero dizer uma coisa: quando eu era criança, tanto eu como meus amigos aos dez anos, já estavamos de alguma forma trabalhando em várias profissões como aprendizes, e aos dezoito anos todos nós já tinhamos uma profissão definida e ninguém morreu por isso. Agora pela lei os jóvens são proibidos de trabalhar e chegam a maioridade completamente ociosos é por isso talvez que tenha aumentado a criminalidade entre os adolescentes.
Estiva fica a 150 Km de SP e não a 1000 Km como estão falando e no bairro da Cruz Alta , fica a maior cooperativa dos produtores de morango da região, tem a maior escola rural do Brasil , tem gente querendo comparar uma das cidades que mais se desenvolve em Minas(Pouso Alegre)Com fazendas com mão de obra escrava do Para , acho que esta fiscal deveria fiscalizar as fazendas de Jader Barbario no Para
Pior que a burrice desse tal HRP é a desumanidade e ignorância da também tal Maria do Carmo. Êta povinho medíocre!!!!!
queria dizer que esse tipo de serviço e uma empreita , e feito um acordo , quanto quer para fazer esse seviço , ali tem que ter embutido tudo , como ferias , 13 salario , fundo de garantia ,por isso o produtor nao deve nada a ninguem , se entrarem num acordo tudo bem , o empregado faz o serviço e recebe o combinado, nada de trabalho escravo , sao como trabalhadores autonomos , por isso eles tem que recolher em carne seus beheficios , igual um pedreiro cobra para fazer uma construçao , terminou o serviço recebe o combinado
Oi Elias,
Esse tipo de contrato pode parecer correto à primeira vista. Mas a lei não permite esse tipo de pagamento, pois pode ser usado como uma forma de negligenciar direitos trabalhistas.
Empregado tem direito a horas extras, adicional por insalubridade, férias, décimo terceiro, FGTS, INSS, etc. É assim que funciona.
Quem contrata trabalhadores deve se informar sobre as leis e regulamentações pertinentes. Alguém que contrata quase 50 trabalhadores não pode dizer que não sabia, não é mesmo? As leis trabalhistas estão disponíveis de graça na internet pra quem quiser ler. Além da Constituição Federal e regulamentações do MTE.
Além disso devem ser observadas as condições de higiene e segurança. Segundo a fiscal a condição de trabalho era de risco de contaminação. Não sei se ela exagerou ao enquadrar como trabalho escravo, isso só quem presenciou e tem conhecimento do assunto pode dizer.
Mas dizer que os trabalhadores tavam lá por que queriam é fácil. Na falta de trabalho o cara humilde aceita qualquer coisa. Mas é dever do empregador observar as leis e pagar o que é devido, além de fornecer os equipamentos e condições obrigatórias. Mesmo que pra isso precise aumentar um pouco o preço do morango, ou abrir mão de parte do lucro.
Complementando, existem os contratos de trabalho por prazo determinado, próprios pra esse tipo de trabalho (colheita da safra).
O agricultor deve se informar e seguir o que determina a lei, para não correr o risco de ser multado e acabar no prejuízo.
Todos estamos sujeitos às leis, não é mesmo? Pagamos imposto, não podemos cometer crimes, então não há pq querer excluir alguns. Dá trabalho cumprir tudo, mas quem resolve descumprir tem que assumir o risco.
Se as leis não estão boas, procurem os deputados e senadores nos quais votaram para buscar mudanças nas leis que simplifiquem para o agricultor sem prejudicar o trabalhador.
Abraço!
Acho que não deveriamos só boicotar o morango.Que tal boicotarmos o feijão,arroz,verduras,legumes,carne,café,laranja,banana,etc… já que nós não sabemos a verdadeira origem,quem sabe eles não estão sendo produzidos em condições sub humanas dos empregados desses horriveis produtores rurais.
Deixo aqui uma humilde sugestão:que tal criarmos o bolsa morango,mas tem que ser para os dois lado,já que o produtor vai engrossar a fileira dos desocupados.
Sinto-me repudiado em ouvir que um ser que diz brasileiro pratica este tipo de trabalho em meu Pais. Por favor comentem e divulguem pois é verdade e esta pra todo mundo ver.
Deixem de hipocrisia.
Quem ja viu uma pessoa de 17 anos ser criança…
O produtor rural corre todos os riscos do empreendimento, a concorrência, os juros abusivos dos bancos, e fica uma porção de burocratas posando de corretos, salvadores da pátria.
Quanto aos cortadores de cana são os sindicatos que obrigam as usinas a contratatar uma cota por safra. Para o usineiro seria mais lucrativo utilizar máquinas.
Observem se as exigências da lei trabalhista está de acordo com a realidade de qualquer país. São exigências de quem nunca arriscou seu capital em atividade alguma.
A pequena propriedade no Brasil está mais para a realidade africana do que para a da Nova Zelândia. Esta é uma situação absurda porque é a soma da falta de educação quanto ao uso de agrotóxicos, a difícil situação financeira do pequeno produtor, a falta de empregos suficientes no campo, a rigidez exacerbada da fiscalização que em vez de notificar, orientar, acompanhar, ajudar a ” transformar o limão em limonada”, chega na propriedade com um aparato de guerra: policiais armados, imprensa, intimidação, propaganda. Consequência : quebra o produtor rural, “libertados” desempregados, vantagem para os grandes plantadores de morango, corrosão do fundo seguro desemprego, fiscalização com bônus financeiro. Acabada a festa, os trabalhadores agora sem o seguro e desempregados voltarão para a mesma situação em outra propriedade. Que liberdade é essa?
A Juíza vai levar todos para a casa dela ,ela é mto boazinha e defensora dos direitos humanos, vai dividir o salário dela com os desempregados da região melhor ainda ela vai doar o que ganhou de gratificação por ter se deslocado e trabalhado no feriado aqui na região com os trabalhadores que agora estão sem dinheiro pra comer e voltar para o seu estado de origem….aliás ….será que ela poderia obrigar as pessoas a trabalhar em um dia de feriado e em horario avançado? isso não é crime ?
Quem vai levar alimentos na mesa desse povo agora?…Vai fiscalizar os seus comparsas politicos mulher……vc ta perdendo tempo aqui..Além do risco de ser processada por calúnia e difamação…..
Qualquer trabalho no campo as condições não são iguais as do escritório. Trabalho no campo é pesado mesmo. O que pode acontecer com as duas menores é o seguinte: 1º, podem emigrar para uma grande capital inchando a cidade. 2º, podem se transformar em garotas de programa por falta de condições financeiras, 3º podem morrer de fome por falta de trabalho. Quem se submete ao trabalho manual no campo, É PORQUE É POBRE e precisa trabalhar.
Com a palavra Sakamoto, a Policia Rod. Federal e a Superintendência de Trabalho e Emprego. Deem emprego a estas duas menores, porque suas famílias são pobres e não tem como sustentá-las.
A soluçõa é importar morangos dos EUA, produzidos com a mão-de-obra dos imigrantes mexicanos mantidos em condições sub-humanas por serem mexicanos e ilegais.
Quanto aos produtores brasileiros, vão viver com o bolsa-família.
Farms here (EUA), florests there (Brasil).
O termo “escravo” se aplica a pessoas que trabalham em regime de prisão e sob coação. Estas adolescentes estavam contra a vontade?
Não faço apologia ao errado, mas gosto de diferenciar do ocorrido “real” da fanfarrice de imprensa.
Caro M. Pessoa,
Tenho por princípio de não comentar posts muitos informativos ou narrativos!
A razão é muito simples: é muito fácil para o bloquista joga a bomba informativa nas mãos dos leitores/comentaristas e ficar na posição de observador/narrador vendo como as coisas se passam, testar as reações dos leitores!
Porem seu comentário me obriga a abrir uma exceção a essa regrar!
Vc não acha que é muito cinismo da sua parte que querer abrir um campo de debate sobre a semântica sobre a aplicação do “termo “escravo” nesta situação?
A legislação nacional (lei 8069 de 13 de julho de 1990) que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a situação narrada pelo Sakamoto!
O Estado de Direito brasileiro reconhece o direito da criança e do adolescente “de estar protegida contra a exploração econômica e contra o desempenho de qualquer trabalho que possa ser perigoso ou interferir em sua educação, ou que seja nocivo para sua saúde ou para seu desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral ou social.”
Dá para entender o contrassenso de seu comentário? O aspecto contra produtivo de sua questão sobre a “vontade” de trabalhar?
O pior regime de “prisão” ou de “coação” é a ignorancia!
Dá para perceber ou queres um desenho?
Vcs sabiam que quando uma turma de vadios invade uma fazenda e conseguem entrar na reforma agraria, o governo os mantem por anos a fio? Com alimentos e financiamentos,e mais todo tipo de ajuda?
Mas aquele que consegue comprar um pedacinho de terra ou herda dos pais,se fiser um finaciamento e a lavoura não der nada e ele não conseguir pagar o financiamento o governo lhe tira a terra que foi adquirida com tanto sacrificio,é por isso que está havendo esse exodo rural,nssas leis são porcas que só proteje aquele que não faz nada,o proprietário rural,não aguenta mais trabalhar em troca de nada e ainda por fim aparecem leis que não deixam os jovens trabalharem,na roça todo mundo trabalha desde a mais tenra infancia.
ACho que é mais bonito ver esse povo ir morar nas cidades sem estrutura nenhuma,pra se prostituirem,usar drogas e roubar,porque essa é a unica opção que eles tem.
Até acho justa as suas colocações mas não podemos generalizar as coisas. Por exemplo, afirmar que a luta pela reforma agrária, pela distriuição de terras é coisa de vagabundo, é um pouco precipitado, e a invasão de propriedades improdutivas faz parte dessa luta.
Afirmar que o produtor rural não aguenta mais trabalhar, tbm não é necessariamente verdade. Hoje mesmo o Globo Rural (aquela edição das 05:30) noticiou que os produtore de soja do PR ainda não venderam toda a produção de 2009. Estão esperando que os preços subam ainda mais. E pergunte pra um fazendeiro de soja se ele quer largar a produção! só se for pra viver dos juros da fortuna que amealhou com sua produção bancada por financiamento público. Ou seja, são várias realidades.
No mais, eu sei que não gostaria de ver uma filha com 15, 16 anos, trabalhando com agrotóxicos, sabendo que lá na frente ela vai ter um câncer de mama ou ficar estéril.
Hoje pela manhã, 03.08.2010, Selma Balbino, presidente do sindicato nacional dos aeroviários, em entrevista a radio CBN, explicou o motivo dos atrasos dos vôos da GOL, trata-se de operação padrão dos aeroviários que estão com indicativo de greve.
Foi interessante que na entrevista a sindicalista apontou como principal reivindicação dos trabalhadores o fim da jornada excessiva de trabalho. Pela regulamentação um mecânico de vôo, por exemplo, não poderia dobrar sua jornada, só que na pratica tanto a TAM como a GOL estão usando de tal expediente. Resumo da ópera: a presidente do sindicato foi expressa em denunciar a “inexistência de fiscalização por parte do MTE quanto às empresas de aviação”.
Após 8 anos de governo trabalhista, antes de embarcar num avião, temos de pensar de voaremos com segurança, por insufuciência de fiscalização do MTE.
Já pensaram em todos os produtores que trabalham corretamente!!Como se todos focem iguais!!Para, o Brasil está podre desde que aqui vieram os Portugas!!!Fico imagindo se os produtores paracem de plantar, paracem por um ano!!!Como seria??Afinal de contas a Dima vai ganhar mesmo não vai mudar em nada!
Existe alguns maus produtores sim , mais a´maioria trabalha dentro da lei!!Eles não tiram dinheiro da cueca e nem Relacham e gozam como sujeriu a Dona Marta!!
Trabalham dignamente!
Alberto.
O produtor de soja não usa mão de obra. Usa máquina, geralmente de última geração. Comparar o produtor de soja com um miserável agricultor de morango, é comparar um cambista de estádio com um banqueiro.
Esse discurso da esquerda festiva ninguém aguenta mais.
Como vc ninguém quer filho nenhum cheirando agrotóxico. Como também não quer se drogando, pedindo esmola nas esquinas, etc.
É preciso olhar também o lado do pequeno agricultor. A imprensa sempre coloca quem produz na condição de explorador. É fácil criticar quem está no lado do capital. Só há um problema. Esses pequenos proprietários não estão em lado algum. Estão no limbo. Ninguém fala por eles…Só críticas.
Pessoal, conheço o Nelson e o Roelto. Eles fizeram o que todos aqui fazem. O problema é que pegaram eles e daí se f……!!! Na nossa região é comum ter menores trabalhando. Ao contrário do que foi falado, aqui não existe nenhum tipo de trabalho escravo. Funciona assim:
O menor não tem interesse nehum em estudar, pois não possui uma estrutura familiar, já que seus pais e avós já trabalham desde os 14 anos de idade. Então eles seguem o mesmo caminho, pois se não trabalharem não tem o que comer em casa.
Não obriga esses menores a trabalhar. Eles que chegam nas lavouras de morango e imploram por serviço, já que realmente precisam.
Estão fazendo muito drama nos comentários acima.
Lugar de criança é na escola. Mas e quando essa criança não quer estudar? E quando ela não tem sequer o que comer em casa?
O Nelson e Roelto não escravisaram ninguém. Pra vocês terem ideia, teve gente (de maior) que estava trabalhando há 5 dias somente e recebeu 3.000,00 de indenização. Isso é correto?
Não estou defendendo eles, porém só acho que foi uma injustiça o que fizeram com eles.
João.
E agora? Esses burocratas do governo lançam os nomes de dois agricultores esforçados, sacrificados, para a sanha da imprensa. E agora, a vergonha que estão passando com a pecha de exploradores de menores, escravizadores, etc.
É essencial quem tem o poder da imprensa, de produzir artigos, conheça melhor os fatos. A realidade da vida não é linear.
Ser politicamente correto, se por um lado é um avanço, por outro é uma modismo que traz embutido muito preconceito.
Roberto Almeida está completa e serenamente correto nos seus arrazoados; ele pôs os pontos nos iis quando analisou a situação: “dois agricultores – produtores de Morango – levando a pecha de exploradores de menores e escravizadores”. A imprensa (que de vez em quando parece um poder paralelo…) deve ser livre, (mas sem poder). Estou perfeitamente de acordo que seja livre, mas deve ser primeiramente responsável e não sensacionalista, como o Leonardo Sakamoto foi. Até parece que ele descobriu a roda! Deve estar, neste momento, vibrando de satisfação porque conseguiu o seu objetivo, isto é, colocar seu Blog em evidência. Isto é muito pobre, Sakamoto!
Aqui na região fomos todos criados na lavoura de morango, acho que os pais devem ensinar os filhos a trabalhar desde pequenos na lavoura,(que é nosso ganha pão) sem deixar faltar o estudo.
Pois com 15 16 e 17 anos nos dias de hoje a rua e as drogas já se encarregaram de criar e viciar as nossas crianças !!não vão querer aprender a trabalhar !!!(pq segurança Publica é uma coisa que não existe). O governo sabe muito bem fiscalizar!! e cobrar impostos …isso ele faz direitinho…(o certo deve ser ficar na rua…)
A
Revoltante……
João disse (03/08/2010 às 13:39) “O menor não tem interesse nehum em estudar, pois não possui uma estrutura familiar.”
Muito interessante o que diz esse comentarista!
É um fato universal: os memores estão cada vez mais desinteressados pelos estudos. E a falta de uma estrutura familiar estável, o semi-analfabetismo, o desconhecimento das leis, só vem intensificar esse fenômeno sociocultural brasileiro.
O que há de interessante neste comentário é que ele evoca de maneira simples o círculo vicioso de um certo determinismo sócio-familiar brasileiro:
“Já que seus pais e avós já trabalham desde os 14 anos de idade”.
Tai o fundamento de um determinismo social que o presidente Lula conhece muito bem e que ele soube como quebrar!
O problema que coloca determinismo sócio-familiar brasileiro é que o poder econômico sabe como ninguém tirar proveito desta situação. Ou seja, o poder econômico sabe como utilizar o fatalismo social, tirar proveito do fracasso escolar, da falta de planejamento familiar da política brasileira, da boa-fê do brasileiro: “é melhor ver as crianças trabalhando que se drogando, ou robando”.
Ora, o trabalho infantil é ilegal. É um dever da família de fundar-se nos “princípios da dignidade humana da criança e do adolescente e da paternidade responsável” (art. 226, § 7º).
É do dever da política social, ou dos Estados brasileiros de reconhecem o direito da criança de estarem protegidas contra esse tipo de exploração familiar e econômica, de lutar contra o desempenho de qualquer trabalho que possa ser perigoso ou interferir na educação das crianças e dos adolescentes.
Quando a estrutura familial não assume suas responsabilidade, quando o poder politico não assume também suas responsabilidades, quando a escola não assume seu papel de inclusão social, a porta esta aberta a todas as mórbididades.
O poder econômico sabe como ninguém tirar proveito deste determinismo social, da naturalização das situações sociais.
E assim, “na época do morango” os produtores de morangos colocam em obra meios que são em adequação como essa visão sociopolítica do mundo:
Se os“pais e avós já trabalham desde os 14 anos de idade” “Então eles (crianças e adolescente devem seguir) “o mesmo caminho”!
Marcia Pereira (03/08/2010 às 20:40) disse: “Aqui na região fomos todos criados na lavoura de morango”. Logo “os pais devem ensinar os filhos a trabalhar desde pequenos na lavoura, (que é nosso ganha pão)”!
Mas porque ques as coisas deveriam ser assim?
O Trabalho infantil não é um fatalismo. Além disso, vcs estão vendo que esse determinismo social é ilegal. Vcs estão vendo que esse tipo de visão das coisas esta colocando em risco a vida de suas crianças e de seus adolescentes.
Além disso, se nesta visão das coisas todo mundo sai ganhado:
As crianças e adolescente que não vão a escola encontram um “trabalho”.
Os parentes, um “ganha pão”.
O “feirante” que não sabe explicar uma diferencia de preços, o comerciante que sabe que seus “clientes são estes adolescentes”, que vê o movimento “das vendas na época do morango aumentar em 50 % e a grande maioria são adolescentes de menos de 18 anos”. O consumador que compra morangos mais baratos, etc.
Porem, quer vcs queriam, quer não, o maior beneficiário desta situação é o poder econômico: ele utiliza a “força física” do corpo da criança e do adolescente com finalidades bem precisas: a exploração agrícola. O poder econômico utiliza também a “força física” do corpo com finalidade a exploração sexual!
É o futuro do pais e destas crianças e adolescentes que esta comprometido!
E isso, vcs não podem dizer que não sabiam ou não sabem!
Portanto, ta na hora de desnaturalizar essas visões do mundo, desnaturalizar essas injustiças sociais, colocar a família, o Estado e a instituição escolar face as suas responsabilidades!
Como cidadão e contribuinte brasileiro, acho inaceitável esse tipo de subordinação a essas visões das coisas…
FDA
Não é determinismo nem fatalismo. É a realidade atual. Ninguém quer que isso permaneça, mas não vai mudar enquanto não existir outros meios de sobrevivência para o trabalhador. Nem muda se permanecer o descaso com os pequenos agricultores.
Injustiça social quem comete é um pequeno agricultor de morango?
E o lucro exorbitante dos bancos…não conta?
É toda uma estrutura criada e armada para privilegiar os detentores do capital.
Agora não acho justo jogar ao linchamento moral pequenos agricultores que são tão vítimas quantos o seus empregados.
Não vamos tirar o foco das coisas e seguir essa trilha de sempre eleger um “boi de piranha” para deleite da massa ignara.
Roberto Almeida,
Vc é muito engraçado, viu! Estas querendo enganar quem aqui?
Porquê essa propensão a querer anular retroativamente um fato social: “Não é determinismo nem fatalismo. É a realidade atual”? Ah bom!
Por que então afirmas que “ninguém quer que isso permaneça”! Ta ok, não é determinismo, não é fatalismo, é realidade e ninguém quer que isso permaneça?
Or, ora, Roberto, vc acha que vai longe com essa visão simplista, binaria das coisas: do “culpado” (lucro exorbitante dos bancos; o grande capital) vs da “vítima” ( “vítimas”, “pequeno agricultor”)?
Enquanto as visões das coisas forem vista em termos do “bem” e do “mal”, de “vítima” e de “culpado”, ou seja, dentro de uma visão simplista e binaria, as coisas não vão mudar mesmo!
Roberto Almeda, não gosto de rodeios: vou ser claro e direto com vc!
Sartre dizia que o inferno é sempre os outros. Ou, seja, é mais fácil projetar a culpa nos outros, que de tentar ver o que existe de culpado ou vitima nas nossas próprias ações quotidianas, na nossa participação a “Injustiça social”, no mal que corrompe a Nação ou o povo brasileiro!
Quer vc queira, quer não: “Nos” somos todos responsáveis por essa situação!
Faça a sua parte que estou fazendo a minha!
É so o governo do Maranhao e Tocantins dar emprego pra esse povo lá……
Pois a cada ano só aumenta a quantidade de pessoas desses lugares que vem pra cá em busca de trabalho. Quanham 40,00 o dia de serviço na roça, fazem festa todo fim de semana, passam muito melhor que o povo daqui, compram motos, carros….etc….por isso que muitos não voltam mais a sua terra natal .
Mas a cada ano vem mais e mais pessoas em busca de emprego.