Dilma assina compromisso contra o trabalho escravo
A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff assinou a Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo, comprometendo-se a tornar o tema uma das prioridades de seu governo caso seja eleita.
Quem assina a Carta se compromete, entre outros pontos, a apoiar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que prevê o confisco de imóveis onde for encontrado trabalho análogo ao de escravo (PEC 438/2001), que tramita no Congresso Nacional, e a renunciar ao eventual mandato caso seja descoberto trabalho escravo em suas propriedades, além de exonerar qualquer pessoa que ocupe cargo público de confiança que se beneficie deste tipo de mão-de-obra. O conteúdo completo do documento e o acompanhamento das adesões estão disponíveis no site www.compromissopelaliberdade.org.br.
Antes de Dilma, Plínio de Arruda Sampaio (PSol) e Ivan Pinheiro (PCB) já haviam assinado a Carta-compromisso, considerando os candidatos ao governo federal. Ao todo, 18 candidatos a governos estaduais já aderiram à Carta, muitos deles líderes nas pesquisas de intenção de voto.
Todos os candidatos à Presidência da República e os principais candidatos aos governos dos 26 Estados e do Distrito Federal foram convidados a assinar a Carta-Compromisso. Antes do primeiro turno das eleições, será realizada uma coletiva de imprensa para divulgar o balanço de quem assinou o documento e quem se recusou a fazê-lo.
Em 1995, o Estado brasileiro reconheceu a existência de escravidão contemporânea em seu território diante das Nações Unidas e criou grupos móveis de fiscalização para resgatar trabalhadores. Desde então, mais de 38 mil foram libertados no país. Apesar dos esforços e avanços empreendidos por órgãos governamentais, entidades da sociedade civil, empresas e movimentos sociais, milhares de brasileiros continuam tolhidos de sua liberdade de ir e vir, despidos de seus direitos ou de sua dignidade.
A Carta-compromisso contra o Trabalho Escravo é uma iniciativa de organizações da Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo (para candidatos a governos estaduais e do Distrito Federal e à Presidência da República) e da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (para candidatos à Presidência da República) e está sendo executada pela ONG Repórter Brasil. A campanha contribui para pautar o tema durante as eleições, além de estabelecer um canal direto de diálogo (e eventual cobrança) entre a sociedade civil e os futuros administradores públicos.
Em 2006, a primeira versão da carta-compromisso foi assinada pelos três principais candidatos à Presidência da República e por candidatos a governos estaduais que foram posteriormente eleitos. Políticas públicas adotadas durante suas gestões tiveram origem na carta, como a aprovação de leis que restringem a compra de mercadorias produzidas com trabalho escravo.


A iniciativa do Sakamoto, sem dúvida é muito boa. Mas para mim , o que essa Dilma assina ou diz não deve ser levado em conta, já que sua vida é uma mentira. Seus currículos falsos e sua conivencia com o terrorismo comprovam o fato.
Antes de comentar, que fique claro que abomino o trabalho escravo, ou em “condições análogas à de”.
Mas essa PEC é, no mínimo capciosa. Veja o que você escreveu outro dia: “A PEC prevê o confisco de imóveis em que trabalho análogo ao de escravo for encontrado e os destina à reforma agrária ou a programas de habitação urbana.”
Então o imóvel urbano também poderá ser confiscado, caso haja denúncia de trabalho escravo nele?
É óbvio: o que os autores dessa proposta desejam é relativizar o direito à propriedade !!!
Não sou da TFP…rs, mas qualquer pessoa de bom-senso pode ver o perigo embutido nesta PEC.
Imaginem, a regulamentação dessa Emenda livremente redigida por um Marco Aurélio Garcia, por exemplo.
Imaginem, caros comentaristas, um Emenda Constitucional dessas aprovada, em um regime – quase de – partido único, para o qual caminhamos, nessa negra perspectiva de 20 anos de Lulismo, que se desenha !! Quem nos protegerá contra possíveis arbitrariedades? Vocês confiam tanto assim no nosso Judiciário??
Em primeiro lugar, gostaria de fazer um pequeno adendo, não vejo motivos para imóveis onde se é realizado trabalho escravo não sejam também desapropriados. Todo mundo estica o dedo em riste para falar que é contra trabalho escravo, mas são contra qualquer medida mais intensa tomada contra o mesmo. Não há nada mais degradante para um ser humano do que ser reduzido a condição de/análoga a de escravo. É mais do que óbvio que pessoas que assim o agem, tratando seres humanos como se fossem meras mercadorias, devem sim ser punidas, não apenas nos termos da lei penal, já que o sistema penal brasileiro vem passando por uma crise que se arrasta por mais de 05 décadas (senão mais). Acho que a desapropriação seria sim, uma medida justa. Dois pesos, duas medidas.
Quanto à palavra Lulismo, citada no comentário de Abulafia, gostaria de fazer mais um adendo, pelo comentário do mesmo, pareceu-me ser uma pessoa instruída, então deve saber que o “ismo” empregado no fim de palavras, a classificam como DOENÇA.
Embora hajam críticas, e é claro, não de pode dizer que o governo Lula foi impecável, mas acho que devemos ser ao menos um pouco corajosos a ponto de reconhecer as coisas boas que foram feitas no país nos últimos 8 anos.
Se forem ou não, duas décadas sob o regime do PT, devemos lembrar que antes do ‘Lulismo”, vivemos quase que uma década sob o regime Tucanista, e se não me falha a memória, a população nãp tem grandes lembranças do mesmo. O governo FHC alcançou um dos maiores indíces de desemprego, um dos maiores indíces inflacionários e a maior quantia de PRIVATIZAÇÕES realizadas. Caros senhores, a Telefônica foi privatizada, embora as linhas sejam mais “acessíveis” o serviço está mais degradante do que nunca. Estradas privatizadas, o Estado de SP, sob o governo tucanista há décadas, tem o maior número de pedágios nas estradas do que em qualquer outro Estado brasileiro, temos os impostos mais altos, a nossa polícia é uma das mais mal pagas do Brasil!
Confiar mais 04 anos o nosso governo nas mãos dos “Tucanistas” seria estender aquilo que assistimo no Estado de SP a todo o país.
Lulismo como doença, perfeito!…rs Brincadeira!
A “negra perspectiva de 20 anos de Lulismo” que afirmei refere-se mais à falta de alternância do poder, que se projeta. Circunstância agravada pelo provável controle do Congresso.
Bem, sei que a culpa disso é do PSDB, PFL e PPS, que não souberam fazer oposição de fato. Também acho que a popularidade do Lula pode ser atribuída mais ao que FHC não fez, do que ao que o governo Lula fez. FHC, de fato, é uma figura execrável, e fez um governo péssimo e impopular.
O governo Lula possui méritos, sem dúvida, dos quais destaco a liderança positiva que ele exerceu na crise de 2008/09 e a eliminação da dependência do gás boliviano. Mas, por outro lado, houve o “mensalão”, os “aloprados”, permitiu a expropriação do patrimônio da Petrobrás na Bolívia, destruiu a diplomacia brasileira, apoio a Chaves, Morales, Irã, etc.
Abraço
paraquedismo…………… é uma doença…………(??????????)
Até parece que isso garante alguma coisa…
Gostei do destaque do título…DILMA…, para não perder o embalo, crie uma Carta Compromisso contra o Cancêr e de para Dilma assinar e coloque em destaque também, e continue a criar uma por semana, contra a pobreza, contra as injustiças sociais, etc.. mas não vá sem querer fazer cartas compromissos contra “Aloprados”, “Mensalões”…pois pode ficar sem seu título preferido….não vá correr esse risco…
Rárárá!!!! Muito boa!!! Porque será que ele não postou essa mensagem quando o Plínio assinou a tal carta? Tava esperando a Dilma….
Sakamoto: Não precisas ficar apoiando a Dilma indiretamente. Não acho errado um jornalista manifestar seu apoio a um candidato abertamente. Desse jeito ficas parecendo mais um que segue essa terrivel ditadura do politicaente correto e que é obrigado a ficar em cima do muro em tudo, não combina com ti.
Engraçado… Aqui no Tocantins, o candidato auto-intitulado “Senador da Dilma e do Lula” é o senador João Ribeiro, que teve trabalhadores em situação analoga ao trabalho escravo libertados em 2 fazendas suas, uma em 2005 e outra em 2007. Para ambos os casos o senador conseguiu liminar na justiça que retirou seu nome da lista suja do MTE. Se ele e Dilma forem eleitos, qual compromisso irá prevalecer: O de Dilma com a sociedade (firmado pela carta-compromisso), ou com João Ribeiro???
“O que favorece a gente mostra, o que desfavorece a gente esconde”, pelo amor de Deus, você vem fazer essa pergunta para o Sakamoto? Você deve acreditar em Mula sem cabeça, Boto Côr de Rosa, Saci Perêre e afins, por favor não faça perguntas, que jamais vão ter respostas, pelo menos do Sakamoto, como dira o Robin do Batman..”SANTA IGENUIDADE”
Concordo com a Pec e elogio o fato dos candidatos assinarem a carta.
Os trabalhadores escravos tem sido encontrados em grandes propriedades e a terra deve ser confiscada sim e entregue para a reforma agraria.
A terra tem função social. Muitos dos pecuaristas e produtores do agronegocio invadem area publica , desrepeitando leis ambientais e trabalhistas. E quem discorda do confisco de terras ou propriedade urbana, é porque aprova o trabalho escravo, a humilhacão dos trabalhadores.
Ela assinou ou rubricou?
ká ká ká…Você foi no ponto!! Isso é que é poder de síntese!!
Desmoralização completa do ato político da Dilma, de assinar a carta !!!…rs
Muito bom!
Parabéns, DUALÉM!!!!
Parabéns, Repórter Brasil e Sakamoto pela determinação e afinco que lutam pela erradicação do trabalho escravo, seja de imigrantes ou não.
Confio no compromisso firmado pela candidata, e na honestidade intelectual do autor do blog a informar “a quantas anda a coisa”, já que é dificil obter informações sobre o assunto nos jornalões creio que fica no “aquario”. Abraço a todos
Que bom que ela assinou, espero que respeite o que assinou e dê seqüência aos trabalhos de FHC e Lula, epero, também, que todos assinem e cumpram os seus compromissos…
…..Em 2006, a primeira versão da carta-compromisso foi assinada pelos três principais candidatos à Presidência da República…….
Pô em 4 anos “o cara” não aprovou esta lei e a implementou?
Vai ver estava ocupado doando o terno da posse por 500.000,00 (thanks Eike) aos menos favorecidos.
E no mesmo dia liberando 145 milhoes via BNDS, pro-copa, para reforma do Hotel Gloria.
Hotel de propriedade de quem? tchan tchan tchan tchan, isso mesmo, dele, o companheiro Batista.
Me engana, aquela do terno de R$ 600.000,00 foi um puxassaquismo sem precedentes na história deste país!
Muitos de nós temos alguma idéia do que representa o trabalho das organizações internacionais no que diz respeito a luta pelos direitos humanos, progresso social, melhores condições de vida, dignidade e valor da pessoa, liberdade, igualdade e melhoria das condições de trabalho, e como essa luta que por princípio permeia o plano das abstrações (debates, discurssos, fundamentação filosófica, sociológica e antropológica) deve nortear o trabalho de outras organizações para que as proposições se estabeleçam.
Devemos levar em conta que os princípios norteadores em pauta na luta e revindicações expressas no textos deste blog não se percam ao se esbarrar em nossa confusa percepção de vida, resultado de uma realidade caótica. Sempre nos esquecemos dos vários determinantes históricos que influiram na formação de nossa sociedade, dentre eles, o fato de também ter sido forjada na exploração do trabalho escravo e no preconceito.
É fato,para muitos estudiosos, que estas distorções sociais ( tal como é para nós hoje – pois eram vistos como forma natural de vida na época) precarizou de modo irrestrito nossas relações atuais em todos os níveis(social, político, econômico, pisicológico). Embora muitos trabalhadores obstinados organizaram suas lutas e resistencias em grupos mais ou menos organizados(Qilombolas no Brasil, movimentos negro nos Eua, movimento ambientalista, movimento estudantil etc) para introduzir mudanças de postura nas relações vigentes, estas se esbarraram na imensa montanha criada e consolidada por nosso hábitos sociais, muitos deles reassumindo o velho estilo social patriarcal de nossos colonizadores.
São Eles sim, os nossos políticos, os nossos “Senhores de Engenho” a quem sempre recorremos como último recurso, última esperança (ingrata esperança) que pode por fim à nossa desesperança.
Sakamoto e caros leitores/comentaristas,
Não me surpreende a assinatura da candidata Dilma a Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo. Depois de 1995, o Estado brasileiro esta trabalhando contra essa mazela mundial!
Se o governo do Lula trabalhou esses anos para a libertação de “mais de 38 mil” trabalhadores que viviam na condição análoga ao escravo no país, por que a Candidata Dilma abandonaria a luta contra o trabalho escravo?
Dilma é uma candidata que desde o início de sua campanha assumiu a herança do lulismo. Esta muito claro que sua proposta governamental é de continuidade e talvés de aprimoramento do legado do lulismo, en todo caso, é que um militante de esquerda pode esperar…..
Além disso, dar para notar os esforços “empreendidos por órgãos governamentais”, por “entidades da sociedade civil”, por “movimentos sociais” e “milhares de brasileiros” para que o problema do trabalho escravo seja definitivamente resolvido!
Do meu ponto de vista, infelizmente, existe muito ainda há fazer sobre a questão do trabalho escravo em nosso mundo moderno.
Por exemplo: como é que alguém pode se sentir “um escravo” do seu “smartphone” mesmo sabendo “muito bem os males que ele faz” à sua “saúde física e social” da mesma “forma que” reconhece “as coisas boas”?
Dá para notar minha colocação céptica: apesar dos esfoços recíprocos entre o Estado, órgãos governamentais, entidades da Sociedade civil, do mundo do trabalho, que são fundamentais para a erradicação do trabalho escravo.
No entanto, sem uma auto-reflexão sobre a nossa natureza existencial profunda, a nossa maneira escravagista de viver, a nossa maneira escravista de nos relacionarmos com os outros, seremos certamente livre, nos apropriaremos de nossos direitos fundamentais, reconquistaremos nossa dignidade humana, mas no fundo de si mesmo, seremos sempre “escravo”.
Por que ser escravo de alguma coisa ou de alguem mesmo que seja “nossos políticos” , a meu ver, não é outra coisa que uma derivação da escravidão!
Claro, um desvio da escravidão sobre um objeto, sobre os “outros”. Mas um “escravo” “comme même” diria Lacan….
Estou mentindo?
Esta.
Esta mentindo descaradamente. Estes 38 mil, são desde 1995 e não no governo Lula.
Faz sentido, a Dilma mente descaradamente.
O cabo eleitoral FDA, só está seguindo o exemplo.
Sakamoto escreve assim:
“Em 1995, o Estado brasileiro reconheceu a existência de escravidão contemporânea em seu território diante das Nações Unidas e criou grupos móveis de fiscalização para resgatar trabalhadores”
Em 1995 era o governo do FHC, se fosse governo do Lula, escreveria assim:
“Em 1995, “o governo Lula” reconheceu a existência de escravidão contemporânea em seu território diante das Nações Unidas e criou grupos móveis de fiscalização para resgatar trabalhadores”
Sutilezas que eu chamaria de desonestidade intelectual.
Rapaz eu não sabia que o governo lula tinha começado em 1995.
Hahaha…… FDA, pede pra cagar e sai de fininho.
Mais um protocolo pra “inglês ver”. Pura hipocrisia. Dilma só deverá fazer o simples, o que Lula não fez em 8 anos de governo: fiscalizar e aplicar a lei. Simples assim. No Brasil é permitido o trabalho escravo? Não. Então fiscalizem e apliquem a lei quando o mesmo for praticado por alguém. Se não quiser ter o trabalho de sair procurando é só falar com o repórter Cabrini do SBT que ele tem todo o dossiê sobre trabalho escravo, com nome e sobrenome dos fazendeiros infratores. E você, brasileiro padrão, acredita que alguém vá dirigir esforços para prender meia dúzia de fazendeiros botando em risco a vida dos fiscais? Me engana que eu gosto…
Desmatamento é permitido por aqui? Não. Cadê a fiscalização do governo Lula com as devidas prisões dos infratores? Melhor parar por aqui…
Dilma já está eleita, apesar da campanha fraquíssima do horário eleitoral. Continuam tratando o eleitor como idiota, falando meias verdades e frases de efeito. Mas a equipe de marketing do Serra consegue ser pior que a dela para ajudá-lo a angariar votos em outros estados fora de SP. Fazer o que? O programa social do governo não passa de compra de votos regulamentada para manutenção do poder na próxima eleição, como agora. Quem elege o presidente é quem tem cartão de crédito ou quem tem cartão do cidadão? Quem compõe a massa eleitoral? Pra bom entendedor meia palavra basta…
Saudações a todos!
Zé disse:
“Hahaha…… FDA, pede pra cagar e sai de fininho”! AFD disse “Esta mentindo descaradamente. Estes 38 mil, são desde 1995 e não no governo Lula”
Caros comentaristas, a questão que fecha meu comentário não diz respeito a questão politica muito menos social.
É notório que sou esquerdista. É notório que estou torcendo para que Dilma vença as eleições.
Não, minha questão diz respeito, como é que alguém pode se sentir “um escravo” do seu “smartphone” mesmo sabendo “muito bem os males que ele faz” à sua “saúde física e social” da mesma “forma que” reconhece “as coisas boas”?
E vcs, como todo cidadão reacionario, caíram como uns patinhos na questão “piège”!
Na questão do desemvolvimento e na luta pelo trabalho escravo, do meu ponto de vista, é muito fácil para os trabalhadores jogarem a responsabilidade do trabalho escravo na classe politica, nas entidades da Sociedade civil, nas empresas e nos dirigentes do trabalho.
O difícil é que os trabalhadores se questionem sobre as suas participações na derivação das novas formas de escravidão. Do meu ponto de vista é ai que esta o erro.
Eu me explico.
Para se convencer da minha tese, basta ler atentivamente o post do Sakamoto do 22/08/2010, onde em se interpela os leitores/comentaristas Direitos trabalhistas são entraves ao bem-estar das pessoas?
Na questão da relação existente entre “tempo de trabalho” , “desterritorialização do local de trabalho” e novas tecnologias, Sakamoto afirma: que ele é “um escravo” do seu “smartphone.” E ele acrescenta: “sei muito bem os males que ele faz à minha saúde física” (1) “e social (2)” da mesma “forma que reconheço as coisas boas” (3) .
A asserção tem sentido. Do ponto de vista descritivo, ele fornece inúmeras informações pertinentes sobre o que o autor vive, ele-mesmo, na sua vida profissional de jornalista/professor!
O interessante nesta colocação é a situação ambivalente que vive o autor: ao mesmo tempo que jornalista reconhece ser um “escravo” de um instrumento de trabalho, ele reconhece o “males”-estar que esse instrumento de trabalho produz a sua saúde física(1) e social (2) e o “bem”-(3)estar que esse instrumento de trabalho tem em sua vida!
Como compreender essa colocação paradoxal?
Do ponto meu ponto de vista, é bem melhor reconhecer que si mesmo não é um “escravo” do trabalho, usar da estratégia de recusa, que de reconhecer que si mesmo é um escravo do trabalho.
Ser escravo do trabalho seria ir contra as suas opiniões, suas convicções.
Sakamoto “é coordenador da ONG Repórter Brasil, representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo”. Ou seja, ele tem um nome a zelar, uma identidade socioprofissional a preservar!
Ser escravo do trabalho representa também ir contra a própria jurisprudência do trabalho. Tal jurisprudência é dividida quanto ao assunto de ser ou não ser “um escravo” “do trabalho: o artigo 149 do Código Penal prevê que pode haver trabalho escravo mesmo pagando-se salários”!
Pois bem, caros comentaristas, gostaria muito que alguém aqui me explicasse por que uma pessoa pode se sentir constrangida a usar um instrumento de trabalho ao qual ela reconhece todos os “males”, que lhe reduz a escravage sem fazer nenhuma resistência a esse mal?
Gostaria também que alguém me explicasse por que alguém é constrangido a aumentar ou diminuir seu “tempo de trabalho” , a “desterritorializar seu local de trabalho” sem que a lei trabalhista lhe permita, ou, o faça que a lei trabalhista não manda?
Dá para notar que esta em jogo aqui nesta situação paradoxal é como conciliar os constrangimentos provocados pelas condições de trabalho flexível (disponibilidade, agilidade, ritmo frenético do trabalho) que coloca em xeque as proprias legislações trabalhistas.
Assim, reconhecer ser um “escravo” de um instrumento de trabalho, reconhecer os “Males”-estar que esse instrumento de trabalho produz a sua saúde física(1) e social (2) e o “bem”-(3)estar se chama, a meu ver, uma estratégia de racionalização!
Ou seja, uma boa maneira para o autor de não se sentir “escravo” do trabalho é de substituir, de deslocar o “ser” pelo “ter”: não sou escravo do trabalho, no entanto, sou escravo de um “instrumento de trabalho” : por que tenho “o smartphone”.
Tai o fundamento desta confissão publica do “bem” e do “mal”-estar no trabalho, tai o fundamento da “escravidão” causada pelas “novas tecnologias.
Como a legislação trabalhista não é muito clara com essa novas situações de trabalho, nem sobre a distinção entre o lugar onde o trabalho é feito (social (2)) e, como o trabalho é feito (1) os empregadores usam e abusam das interpretações, da motivação, da servidão voluntária dos assalariados….
Em suma, para o jornalista é bem melhor se senti escravo de um objeto de trabalho que se sentir escravo do trabalho.
Se sentir escravo do trabalho exigiriam, de um modo geral, uma explicação do seu comportamento, a atitude incoerente com os temas defendidos pelo o autor. O compromisso encontrado pelo autor é de afirmar que o trabalho é ambivalente na sua vida.
Ele reconhece os “Males” e o Bem- estar nas situações de trabalho sem nunca se perguntar, auto-reflechir em que ele participa a essa nova maneira de se sentir escravo do trabalho!
Você escreveu
“Se o governo do Lula trabalhou esses anos para a libertação de “mais de 38 mil” trabalhadores que viviam na condição análoga ao escravo no país, por que a Candidata Dilma abandonaria a luta contra o trabalho escravo?”
Isto é uma mentira, depois vc enrola, enrola, e vem dizer que outros comentaristas cairam como patinhos.
Aqui não tem patinho não, FDA. Você mentiu.
Caro Francisco,
Sera que terei que fazer uma explicação de formulações retoricas para vc?
Amigo Francisco, a afirmação “se” implica quase sempre uma colocação hipotética: seria uma pretensão a uma verdade!
Vc pode concordar ou discordar. Porem um e outro necessita de uma argumentação!
Um primeiro exemplo. Se vc acha que o Lula não trabalhou esses anos para a libertação de “mais de 38 mil” trabalhadores que viviam na condição análoga ao escravo no país, vc teria que argumentar então sobre o número fornecido pelo jornalista.
De ond ele tirou esse número. Qual seria o número exato de trabalhadores que viviam na condição análoga ao escravo no país antes de Lula, e quantos foram liberados pelo governo do Lula!
Dar para entender! Como vc não tem argumentos, é preguiçoso intelectualmente e sem informações pertinentes a acrescentar ao debate vc faz um ataque ad hominem à minha pessoa…
Por que tanto desespero, caro franciso? É a futura eleição da Dilma que lhe coloca nesse estado!
Paciência, caro Francisco: nada ainda este decidido…
Um segundo exemplo: “se” vc não é otário é bem provável que vais compreender o que digo!
O que há de subentendido neste exemplo é a pretensão a verdade que vc é uma pessoa inteligente sinão não estaria perdendo meu tempo aqui a dialogar com vc.
Visto que demonstras não ter a competência para debater. Mais se vc não é essa pessoas que imagino ou que faço a hipótese que es, é que vc é otário mesmo ai o problema não é meu: o problema é seu!
Dar para entender?
Primeiro.
Vc mentiu, ponto.
Segundo
Se Lula estivesse preocupado com trabalho escravo, já teria aprovado a PEC que o Sakamoto se refere. Ou será que 8 anos não é tempo suficiente para isso?
O resto é masturbação ideologica que não tenho tempo nem saco pra ler.
E não tem desespero nenhum, só constatei que vc mentiu.
A máscara caiu.
FDA o(a) mentiroso(a) do Blog.
Siga o conselho do Zé.
FDA é mentiroso compulsivo.
Em outro post escreveu que durante a ditadura, lula foi preso e condenado, por isso recebe indenização de 5 mil por mês.
Mentira, lula não foi condenado. Lula foi detido 30 dias, ficou lá pedindo pizza por telefone e assediando o menino do MEP, não perdeu o emprego pois ja era sindicalista.
Mesmo assim pediu indenização e por estes 30 dias, esta recebendo 5 mil por mes pelo resto da vida.
Dilma assinou contra o trabalho escravo? E o Collor que é Dilma e o Jader Barbalho E o Sarney et caterva? Nos poupe por favor.
Diga para ela assinar contra briga de galos, cachorros desamparados etc.etc.
Ela assina sem ler. Ja assinou coisa pior sem ler e nem se alterou.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”…
Estimado Sakamoto, meus cumprimentos. Voltei uma página em seu “blog” para ler um pouco sobre um assunto que considero deveras interessante. Nos comentários constatei uma dialética legal: o FDA “versus” Francisco. Sem querer adentrar no mérito dos questionamentos, todos respeitáveis, gostei muito dos argumentos do FDA (que talvez poderia ser um Francisco De Assis-FDA=Francisco, quem sabe?). As perorações por ele desenvolvidas sobre o constrangimento causado pelo “trabalho escravo voluntário” o “apego ao objeto-senhor” são curiosas. Muito embora tenha, imagino, esquecido dos condicionamentos sociais sofridos pelos trabalhadores-escravos, ele teceu um discurso sobre natureza e fundamentos da relação de trabalho escravo muito intrigantes. Gostei.
Olá! Caros Comentaristas! E, SAKAMOTO!
Toda a iniciativa no sentido de reduzir tensões e evitar o trabalho escravo é POSITIVA!
Entretanto, o trabalho escravo acontece no meio urbano. E o trabalho escravo possui várias faces e artimanhas.
Tenho dificuldade em substituir direitos ou subtrair direitos, trocando ou fazendo escambo, por outros direitos. A sensação que fico é que o alívio é meramente psicológico. Mal comparando com algo financeiro, parece-me uma troca de DÍVIDA maior por uma MENOR que a qualquer momento poderá produzir o mesmo ciclo. Ciclo que fica ao sabor das circunstâncias muitas sem controle efetivo dos interessados.
O que me chama atenção é: Só se reduz trabalho escravo com o conjunto da sociedade evoluindo, crescendo e se desenvolvendo e com políticas que permitam, além do simples mercado, falo de mecanismos que induzam a pulverização de partes significativas, que possam fazer a roda girar. Podemos entender como mercado consumidor ampliado e poupança associada aos investimentos e algumas mudanças em impostos pontuais e pensando sempre no todo, que é efetivamente o BRASIL ao invés de regionalizar, a espinha dorsal do desenvolvimento-crescimento.
Quanto maior prosperidade maior serão as oportunidades aos que lutarem por ela.
A simples e singela legislação CASTRANTE de PUNIR sem que programas e projetos arrojados INDUZAM novos comportamentos nos mais diversos setores levará a falsa sensação de solução e em breve futuro estaremos discutindo o mesmo TEMA.
O que observo é que há leis já assinadas e uma outra caminhando no congresso para produzir a retirada de parte da titularidade dos proprietários-titulares donos de garagens.
Fico preocupado, pois, ouvi declarações de entidades acreditando ser uma boa alternativa. Considero uma PÉSSIMA e ERRADA alternativa, além de: Inconstitucional e Ilegal. Aí, me ocorre que saí exatamente do congresso nacional, câmara de deputados e senadores, essa CAPENGA, inconstitucional e ilegal lei. A pergunta que fica é POR QUÊ? PRA QUÊ? Qual o real objetivo por trás dessas – meia-bocas – leis ou pseudo leis ineficazes e ineficientes?
Vejam: A lei 9.514-1997, já é restritiva de direitos à propriedade. Há um argumento financista e só! Porém, poderá ser um caso interessante, somado a recente alteração à lei inquilinária, está legal, porém, IMORAL. Isso somado a lei ficha limpa, inconstitucional neste momento, e ILEGAL lá, em junho de 2011, do jeito que está, mais o aspecto da lei 9.307-1996, ligada ao arbitramento privado sobre os privados, forma de cartel ou monopólio, aliada aos excessos de abusos inconstitucionais, como a lei antifumo paulista, lei contra salgadinhos em escolas públicas, lei contra o vinho quente e quentão em festa junina em escolas públicas, e falta de verdadeiro interesse estadual e municipal em ouvir e produzir alterações para valer, e não só cosméticas, no plano diretor e lei de zoneamento urbano e rural, além, de estudos de impacto ambiental e produção de relatórios de controle sobre produtos e serviços que envolvem direta ou indiretamente aspectos atinentes ao meio-ambiente como um todo. Ficará complicado com leis ou ações isoladas fazer passar de apenas mero discurso o que se entende por trabalho escravo urbano e rural.
Não é subtraindo direito de propriedade e aviltando ou extrapolando nos aspectos ligados a função social EXACERBADA que encontraremos respostas para o aviltante trabalho escravo e urbano quando em condições de degradação humana.
O que resolve isso são: POLÍTICAS PÚBLICAS INTEGRADAS, PROJETOS DE TRABALHO PRODUTIVO E DISTRIBUIÇÃO DOS EXCESSIVOS SPRED’s CANIBAIS. A coisa é mais complexa.
A AÇÃO É CONJUNTA E CANSATIVA PARA TODOS. QUEM EFETIVAMENTE PEITA? Qual futuro pretendente a cargo PÚBLICO está IMBUÍDO DESSA NECESSIDADE URGENTE, para o Brasil, mudar e mudar para MELHOR?
Deixo essa INCÓGNITA no AR! Quem decidirá nosso futuro se promissor ou mesquinho? SEREMOS Nós, você, nas URNAS de 2010!
Muito Obrigado!