Conflitos pela água aumentam 32% em 2010, diz CPT

15 Comentários »

A Comissão Pastoral da Terra divulgou dados parciais sobre os conflitos no campo no país nos sete primeiros meses do ano. Um dos destaques da entidade, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), são os 29 conflitos pela água (envolvendo 25.255 famílias) – número 32% maior que o igual período de 2009, quando se registraram 22 conflitos – envolvendo 20.458 famílias. Conflitos pela água são aqueles gerados por dificuldades impostas ao acesso a esse recurso natural ou causados pela expulsão de pessoas por conta de projetos envolvendo a construção de barragens, por exemplo.

Segundo a CPT, foram 3 conflitos no Centro-Oeste, 9 no Nordeste, 11 no Sudeste e 3 no Sul. Na região Norte, foram registrados sete conflitos em 2009 e três em 2010. Mas, apesar de ter diminuído o número de casos, cresceu a quantidade de famílias envolvidas nestes conflitos. Passaram de 2.250 para 11.150 famílias (um aumento de 395%).

Para a CPT, dos 29 conflitos pela água, 11 (38%) estão relacionados com a construção de barragens e ocorreram em 14 estados da Federação, em 2010.


  1. Caçador de pitbulls disse:

    Quantos litros de água são jogados na lata do lixo toda vez que alguém constrói um barraco na beira da represa?

  2. joão carlos disse:

    Conflitos pela agua é muito sério, só que o povo conflitante é o mesmo que joga todo o seu lixo e dejetos dentro dos mananciais existentes em sua volta. Não será melhor educa-los para uso correto da agua? Falar sobre as barragens é uma iguinorância, agua represada alem de fonecer energia limpa,retarda sua chegada ao mar, aí sim é um despedicio inominável, agua doce no mar não tem valor nenhum. É de se ver que o Sakamoto é apenas um conversa mole, sem nenhum valor, só para contestar. Apresente melhor solução já que é tão letrado?

  3. WELINGTON GAETHO ESCOLA disse:

    Sr. Sakamoto,

    O aumento da disputa pelo controle dos mananciais hídricos é uma realidade mundial. Podemos dar vários exemplos: rio Jordão, Oriente Médio ( Israel e Jordânia); rio Nilo, África (Egito e Sudão); ainda temos muitos outros…

    Os estudiosos, no assunto, afirmam que as guerras e os conflitos no futuro, relacionados à exploração das riquezas naturais, não serão por causa do domínio das reservas de combustíveis fósseis, como o petróleo, ou jazidas de pedras preciosas, ouro e prata, mas sim pela água… muitos países e regiões, há muito tempo, já sofrem com a escassez de água potável…

    E o Brasil? Que povo de sorte!! Quantas riquezas naturais!! Está localizada em nosso território, e países vizinhos, a maior bacia hidrográfica do mundo. Dentre todos os países, somos nós é que possuímos a maior quantidade de água pronta para o consumo…

    Não é preciso ser profeta ou fazer profecias para ver que no momento em que nossas “elites” econômicas tiverem o interesse de explorar, explorar e explorar comercialmente esse recurso ficarão ainda mais ricas…. a incumbência de criar o projeto, legislativo que vai legitimar tal ação, será das “elites” políticas… essas também devem convencer o povo de quantos benefícios terão em decorrência dos “ROYATIES” que receberão pela exploração de mais essa riqueza natural…

    O final dessa “novela” que seria cômica se não fosse trágica nós conhecemos. Como alguém já disse por aqui: “privatizam os lucros e socializam os prejuízos”, ou seja, nossas “elites” ( empresários, banqueiros, políticos e etc. ) tacanhas e medíocres, porém felizes por estarem mais ricas… e o povo? vai se contentar com alguma migalha…
    quem sabe vão permitir que continuemos a beber água tratada desde que nossas contas de água, é claro, estejam sendo pagas, rigorosamente, em dia…

    No que tange às riquezas naturais as coisas são assim por aqui há mais de 500 anos, não é mesmo? Quem sabe um dia muda…

    Sem mais, abraços!!

    • Hans Lauxen disse:

      Ora, vc. está fazendo o jogo das “elites”. Todo êsse lero-lero sobre a água no Brasil é para poder cobrar pela água e não só pelo serviço ligado a ela.
      No Brasil luta pela agua? Só se for no sertão nordestino.

  4. WELINGTON GAETHO ESCOLA disse:

    … Baica Hidrográfica do Amazonas… é claro.

  5. FDA disse:

    O sakamotismo com aflito nas águas…

    O post sobre o “conflito das águas” é abundante em fatos e dados porem escasso em análise! Vai saber por que não é mesmo?

    Sera que os leitores poderão comentar situações dramáticas vividas por um número crescente de famílias envolvidas pelos projetos socioeconômicos ou ambientais a partir de dados empíricos?

    Sera que mais uma vez os leitores/comentaristas vão irrigar o deserto reflexivo da pretendida neutralidade cidadã e política do professor de jornalismo Sakamoto? Sera que mais uma vez os leitores/comentaristas vão cair na arapuca da clivagem sakamotiano: por um lado, a realidade dos dados, dos números, dos fatos, é o âmbito fatual. Do outro, a recusa completa do autor de opinar, de jugar sobre fatos que portanto implicam a vida socioeconômica, ambiental e política da Nação e do Povo brasileiro?

    Pelo visto o leitor/comentarista WELINGTON GAETHO caiu direitinho nesta ESCOLA….

    Enquanto isso, o Sakamoto desfruta tranquilamente de sua atitude de observador ativo: ele informa. Porem recusa toda participação: não diz nada sobre os fatos.

    Belo exemplo de responsabilidade cidadã do professor de jornalismo!

    Como é notável essa maneira insólita de jogar a bomba analítica dos fatos na mão dos leitores! Como é fácil de polarizar os fatos sociais: vitimar uns e culpabilizar outros!

    Uma coisa é certa: o autor não obriga ninguém a fazer comentários!

    Porem perguntar não ofende, não é mesmo?

  6. The Truth Bearer disse:

    Conflitos pela água… sei…

    E quanta água o MST emporcalha com os campos de guerrilha comunista deles?

    Precisamos:

    1. incentivar mais o uso dos recursos naturais;
    2. lançar mão da elite intelectual capacitada a planejar e conduzir tal uso;
    3. combater o politicismo correto do conservacionismo.

    Pois as famílias devem se multiplicar, popular, controlar e dominar a Terra.

    Porém para isso, é preciso:

    1. formação moral e educação técnica;
    2. repúdio à ideologização como o Leonardo Sakamoto, CPT, MST, MSVNC (Movimento dos Sem-Vergonha-Na-Cara) pregam.

    “Acabe com a elite de um país para acabar com um país”.

    • FDA disse:

      Herrführer der The Truth Bearer!

      Vasto programa politico, não é mesmo?

      Bom, já que sabes as necessidades do povo e da Nação Brasileira. Já que vc tens a fórmula magica para resolver todos os problemas sociopolíticos brasileiros!

      A questão é então de saber: quando é que esta previsto o Golpe de Estado ou Putsch ou Staatsstreich?

      Só no brazuca mesmo para ter coisas assim, viu…..

      • The Truth Bearer disse:

        Vielen Dank Herr FDA, aber ich bin nur einen Ingenieur!!!
        (Kannst du Deutsch sprechen, lieber FDA?)

        Eu sei que meu comentário foi uma m%^&rda, mas foi de propósito.

        Há o que concordo com o TEU comentário: essa pretensa (=falsa) neutralidade do autor INSULTA a todos.

        Logo, por quê não insultá-lo para que ele prove do próprio veneno?

        Mas colocando minha opinião: temos mais é que usar e muito dos recursos naturais, mas COM CÉREBRO, VISANDO ATENDER A ATUALIDADE E PRESERVANDO A POSTERIDADE…

        O problema é que a média das pessoas enxerga apenas pela lente da miopia (o “hoje”), ou pela lente da hipermetropia (o “amanhã”).

        O autor é sempre hipermétrope… ;-)
        Coisa típica das fórmulas mágicas comunistas para economia, sociedade e meio ambiente…

        Um abraço!!!

  7. FDA disse:

    Herrführer der The Truth Bearer

    Ingenieur und genialen !

    Ficou muito engraçada sua colocação! Morri de rir…

    Um abraço….

  8. ana disse:

    Maitê Proença ataca de novo: “machos selvagens nos salvem de Dilma”

    Por: Conceição Oliveira, no twitter: @maria_fro

    Lembram-se de quando Maitê Proença esteve em Lisboa, cuspiu em fonte e chamou os portugueses de burros? À época, a atriz global promoveu uma enorme reação dos portugueses e envergonhou os brasileiros com a sua falta de educação e preconceitos.

    Parece que a atriz não aprendeu nada com aquele episódio. Hoje, em entrevista a um blog do Estadão, ela torce para que a discriminação machista ‘nos salve de Dilma”. Salvar quem do que, cara pálida?

    Não assisto as novelas da Globo, alguém comentou que sua personagem atual tem problemas de caráter. Seria o caso de confundir a vida real com a personagem interpretada?

    E os leitores e leitoras o que acham?

    Blog do Estadão: Já decidiu seu voto? O que acha das atuais opções para a Presidência da República?

    Maitê Proença: Gosto da Marina e do Serra.

    Blog do Estadão: O feminismo já era ou a mulher ainda precisa lutar contra as discriminações da sociedade?

    Maitê Proença: A mulher ainda é tratada como escrava na África, Ásia, países árabes, na maior parte do planeta. Só no ocidente houve progressos, muitos, mas ainda há discriminação. Quem sabe a própria venha a calhar nesse momento de eleições, atiçando os machos selvagens e nos salvando da Dilma?

  9. Márcia Valéria disse:

    Mas uma notícia bombástica, do tipo que todo jornalista adora e onde um público mais ou menos seleto como este do blog, que se interessa pelos temas sócio-político-ambientais mostra grande animação em comentar (pelo menos é isto que se espera – o ibope, audiência). Mas a bomba (conflitos pela água) não produz talvez o efeito esperado (a audiência), até porque os dois únicos textos foram breves e pobres em descrição e análise dos fatos.Mas porque? Que me respondam os comentaristas mais antigos, se de fato é algo comum essa momentânea entre safra de criação e produção textual do autor(res) do blog, ou como trata o comentarista FDA é algum artifício do autor(es) do post.( a negação será algum tipo de greve ou temor sobre a forma correta de intervir no assunto) .Fica aqui o vácuo da impressão. Não reclamo aqui a quantidade, mas como afirma o referido comentarista, a qualidade da análise e descrição dos assuntos tratados neste período da semana. Em absoluto desfaço dos temas (água, meio ambiente), mas a modéstia com que foram tratados não condiz nem um pouco (muito pelo contrário)com o valor e amplitude que eles possuem. Como FDA comenta, o autor (res) está nos delegando a tarefa da análise, tornando invisível seu posicionamento com relação ao assunto tratado. Sua atitude é injusta com o tema, é injusta com o público do blog que busca referências para se situar nos comentários diante de um raciocínio que deveria ser no mínimo investigativo(no que tange a análise) e questionador.Então, me limitarei a aguardar a mudança do enfoque, do ritmo e da dinâmica do tema, e registrar aqui, como fez FDA, a renúncia do observador(autor),mascarada talvez de imparcialidade, em participar de sua obsevação. Neste caso é melhor ficar com o jornal nacional global, a notícia como ela é – toma aí e faz o que quiser com ela – Será que é isso que merecemos?

  10. WELINGTON GAETHO ESCOLA disse:

    Sr. FDA,

    Penso que quem melhor responderia suas indagações seria o Sr. Sakamoto, eu não tenho procuração, nem formação profissional, para advogar em nome do proprietário do Blog… e muito menos quero cumprir tal papel…

    Todavia, como leitor/comentarista, igual ao sr., acredito que devo fazer algumas considerações. Quando leio qualquer texto “jornalístico” o mínimo que espero do autor é, pelo menos, que busque ser imparcial. No meu entendimento todos temos crenças, convicções, simpatias, paixões… mas o papel do jornalista é informar e jamais, nunca, em tempo algum, fazer proselistismo, defender opiniões pessoais, tomar partido e etc.

    Eu não quero que alguém me diga o que, ou como, devo pensar! Só em ter essa idéia já me causa asco. O dia que entrar nesse Blog e perceber que o sr. Sakamoto quer me dizer o que é “certo ou errado”, “bonito ou feio”, “bem ou mal”… nunca mais volto… Entendeu, FDA?

    Aqui mesmo nesse Blog havia um leitor/comentarista, infelizmente não lembro seu nome, que defendia uma idéia muito interessante, dizia ele o seguinte: “Que algumas pessoas aqui estavam em busca de um Meste a pensar.” Esse, com certeza, não é o meu caso…

    Dito isso, Devo dizer, também, que a problemática do acesso à água potável no mundo atual é um fato consumado… não preciso repetir tudo que já escrevi acima… e ainda há muitos outros argumentos que poderiam enriquecer mais minha participação, porém apenas gostaria de reforçar que nessa questão mais uma vez o Brasil foi “abençoado por Deus!” A Bacia Hidrográfica do Amazonas banha nosso território e esse recurso vai gerar riquezas para uma minoria…

    Transformar recursos naturais em riquezas que tragam benefícios para à maioria das pessoas é coisa que, no Brasil, fica apenas no discurso político… exemplos não nos faltam!

    Sem mais, abraços!!

    • Marcia Valéria disse:

      Sr Welington
      No seu caso, não seria melhor assistir ao Jornal Nacional?? “Imparcialidade” total.

  11. FDA disse:

    Caro WELINGTON GAETHO ESCOLA,

    Por que tanto ressentimento! Subida de adrenalina não é bom para a tensão arterial, não é mesmo?

    Minha afirmação é apenas uma percepção das coisas. Uma maneira irônica de afirmar que “pelo visto o leitor/comentarista WELINGTON GAETHO não teve ESCOLHA”!

    O objetivo era fazer um jogo de palavras com o seu nome! Enfim passamos.

    De fato, concordo com a leitora/comentarista Marcia. Mas uma vez o comentário de Marcia é de uma inteligência rica, sutil, de grande humanidade com o Sakamoto. Admiro nos outros aquilo que não sou.

    Imparcialidade mesmo, só, talvez no Jornal Nacional que pretende a uma “Imparcialidade total”. Em que me diz respeito, diria imparcialidade parcial! E mesmo esta se debate.

    Qualquer observador atentivo das mídias de comunicação viria que paradigma como a “imparcialidade”, a “neutralidade” seria mais uma alienação que uma verdade empírica!

    “Imparcialidade” e “Neutralidade” seriam as grandes mascaradas do nosso seculo.

    Veja vc, Welingto quando vc afirma que quando vc ler “qualquer texto “jornalístico” o mínimo que espero do autor é, pelo menos, que busque ser imparcial”?

    Gostaria muito que vc me explicasse como vc orienta sua atenção, sua percepção das coisas, do mundo sem um “interesse” preciso. Interesse pela “imparcialidade”.

    Ou seja, sua pretendida “imparcialidade” do “texto” já é uma parcialidade. Sem a vivência desta parcialidade, ou seja, na sua escolha entre “parcialidade” e “imparcialidade” não existiria exigência da “imparcialidade”.

    Sem o conhecimento de suas esperanças que vc projeta sobre qualquer texto jornalístico, sem essa percepção da parcialidade, sem essa representação da parcialidade, sem esse julgamento da parcialidade vc nunca teria interesse pela “imparcialidade”!

    O que há de dramático na sua situação é que vc é ator e responsável por essa neurose social que exige do mundo jornalismo uma “imparcialidade”.

    Ou seja, vc exige dos outros aquilo que vc é incapaz de ser vc mesmo. Ou seja, vc exige a “imparcialidade” quando vc mesmo é parcial! Sinão não vc não teria essa expectativa de ler “qualquer texto “jornalístico”! Não teria “o mínimo” de “esperança” que o “autor é”, “pelo menos, que busque ser imparcial”?

    Dá pra notar onde esta o problema? O que te interessa, o que vc exige dos outros, vc é incapaz de produzir vc mesmo! Ou seja, vc se dar o direito de ser parcial no interesse e na escolha de um texto. Projeta tuas expectativas no “autor”: que ele seja “imparcial”! O que é pior: se dar o dever de exiger algo que es impossível vc mesmo de produzir.

    Tai uma das grandes questões do nosso seculo sobre o tema das mídias de comunicação. Contribuir a uma discussão saudável e construtiva visando a quebrar esse círculo vicioso da alienação da “imparcialidade” seria um dos grandes desafios do seculo XXI.

    Quanto a minha afirmação concordando en parte com os ditos da comentarista Marcia.

    Reafirmando meu cepticismo a “Imparcialidade total”. Tal cepticismo se funda na problemática seguinte: gostaria muito que os jornalistas que recitam a missa do Jornal Nacional me explicassem como e quem eles escolhem os temas a serem tratados no JN? Como é que eles constroem uma hierarquia da informação dentro do JN? Como é que eles transformam um fato, uma evidência social, politica,etc., em uma evidência universal? Como é que eles recebem as informações a dão essa mesmas informações ao mundo? Gostaria que eles me explicassem se atrás desta percepção não existe um interesse do que eles (jornalistas) estimam que interessara o público?

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